Após um determinado número de voos da Qantas Airways, os pilotos preenchem um formulário, o qual indica aos mecânicos (que entre os portugas têm o nome, mais nobre, de TMA - Técnicos de Manutenção Aeronáutica...) os problemas sentidos no avião durante os voos e que requerem reparação ou correcção.
Este formulário consiste numa simples folha de papel no qual o piloto preenche a parte de cima, descrevendo o problema, e que é depois lido pelos mecânicos (ou TMA). Estes indicam, escrevendo na segunda metade da folha, qual o tipo de reparação efectuada, para que no próximo voo daquele avião o piloto possa rever o formulário antes de levantar voo.
Vocês imaginam as vantagens de um sistema destes, em Portugal, aplicado no âmbito da Sistema de Gestão da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, por exemplo ? Ou na área da Gestão da Qualidade, da Protecção do Ambiente, da Melhoria das Condições de Trabalho, da Satisfação do Cliente e do Serviço Pós-Venda ? Na Austrália (e a Qantas Airways pretende representar "the sipirit of Australia") a qualidade é mesmo para se levar a sério e à letra...
Pois bem, não se poderá dizer que os engenheiros e equipas de manutenção aeronáutica da Austrália tenham falta de sentido de humor. Aqui vão algumas das queixas efectuadas e as respectivas respostas.
Siglas (só há duas):
P= Problema indicado pelo piloto
S =Solução sugerida e/ou acção conduzida pelo mecânico.
Convém dizer que a Qantas é a única grande companhia de aviação (não sei se do mundo ou só da região...) que nunca sofreu um acidente grave (passe a publicidade).
P: O pneu principal interior está quase a precisar de substituição.
S: Efectuada a quase substituição do pneu principal anterior.
P: Teste de voo O.K., excepto a auto-aterragem que foi bastante dura.
S: A auto-aterragem não está instalada neste aparelho.
P: Está qualquer coisa solta no cockpit.
S: Foi apertada qualquer coisa no cockpit.
P: Insectos mortos no pára-brisas.
S : Insectos vivos encomendados.
P: O piloto-automático no modo de manutenção de altitude executa uma descida de 200 pés por minuto.
S: Não é possível reproduzir o problema em terra.
P: Sinais de fugas no trem de aterragem direito.
S: Sinais eliminados.
P: O nível de volume do DME (sabes o que é ? eu também não!) está incrivelmente elevado.
S: O volume do DME foi colocado num nível mais credível.
P: As trancas de fricção fazem com que as alavancas fiquem perras.
S: É para isso que elas estão lá.
P: O IFF não funciona (essa sigla não não vem no livro de bordo).
S: O IFF nunca funciona em modo OFF.
P: Suspeita de fenda no pára-brisas.
S: Suspeito que tem razão.
P: Motor número 3 desaparecido.
S: Motor encontrado na asa direita após breve busca.
P: O aparelho comporta-se de modo estranho.
S: Aparelho avisado para se por direito, voar correctamente e deixar-se de graças.
P: O sinal do radar faz zumbidos.
S: Sinal do radar reprogramado para fazer música.
P: Rato no cockpit.
S: Gato instalado.
blogue-fora-nada. homo socius ergo blogus [sum]. homem social logo blogador. em sociobloguês nos entendemos. o port(ug)al dos (por)tugas. a prova dos blogue-fora-nada. a guerra colonial. a guiné. do chacheu ao boe. de bissau a bambadinca. os cacimbados. o geba. o corubal. os rios. o macaréu da nossa revolta. o humor nosso de cada dia nos dai hoje.lá vamos blogando e rindo. e venham mais cinco (camaradas). e vieram tantos que isto se transformou numa caserna. a maior caserna virtual da Net!
10 outubro 2003
A qualidade... é mesmo para se levar a sério e à letra
Após um determinado número de voos da Qantas Airways, os pilotos preenchem um formulário, o qual indica aos mecânicos (que entre os portugas têm o nome, mais nobre, de TMA - Técnicos de Manutenção Aeronáutica...) os problemas sentidos no avião durante os voos e que requerem reparação ou correcção.
Este formulário consiste numa simples folha de papel no qual o piloto preenche a parte de cima, descrevendo o problema, e que é depois lido pelos mecânicos (ou TMA). Estes indicam, escrevendo na segunda metade da folha, qual o tipo de reparação efectuada, para que no próximo voo daquele avião o piloto possa rever o formulário antes de levantar voo.
Vocês imaginam as vantagens de um sistema destes, em Portugal, aplicado no âmbito da Sistema de Gestão da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, por exemplo ? Ou na área da Gestão da Qualidade, da Protecção do Ambiente, da Melhoria das Condições de Trabalho, da Satisfação do Cliente e do Serviço Pós-Venda ? Na Austrália (e a Qantas Airways pretende representar "the sipirit of Australia") a qualidade é mesmo para se levar a sério e à letra...
Pois bem, não se poderá dizer que os engenheiros e equipas de manutenção aeronáutica da Austrália tenham falta de sentido de humor. Aqui vão algumas das queixas efectuadas e as respectivas respostas.
Siglas (só há duas):
P= Problema indicado pelo piloto
S =Solução sugerida e/ou acção conduzida pelo mecânico.
Convém dizer que a Qantas é a única grande companhia de aviação (não sei se do mundo ou só da região...) que nunca sofreu um acidente grave (passe a publicidade).
P: O pneu principal interior está quase a precisar de substituição.
S: Efectuada a quase substituição do pneu principal anterior.
P: Teste de voo O.K., excepto a auto-aterragem que foi bastante dura.
S: A auto-aterragem não está instalada neste aparelho.
P: Está qualquer coisa solta no cockpit.
S: Foi apertada qualquer coisa no cockpit.
P: Insectos mortos no pára-brisas.
S : Insectos vivos encomendados.
P: O piloto-automático no modo de manutenção de altitude executa uma descida de 200 pés por minuto.
S: Não é possível reproduzir o problema em terra.
P: Sinais de fugas no trem de aterragem direito.
S: Sinais eliminados.
P: O nível de volume do DME (sabes o que é ? eu também não!) está incrivelmente elevado.
S: O volume do DME foi colocado num nível mais credível.
P: As trancas de fricção fazem com que as alavancas fiquem perras.
S: É para isso que elas estão lá.
P: O IFF não funciona (essa sigla não não vem no livro de bordo).
S: O IFF nunca funciona em modo OFF.
P: Suspeita de fenda no pára-brisas.
S: Suspeito que tem razão.
P: Motor número 3 desaparecido.
S: Motor encontrado na asa direita após breve busca.
P: O aparelho comporta-se de modo estranho.
S: Aparelho avisado para se por direito, voar correctamente e deixar-se de graças.
P: O sinal do radar faz zumbidos.
S: Sinal do radar reprogramado para fazer música.
P: Rato no cockpit.
S: Gato instalado.
Este formulário consiste numa simples folha de papel no qual o piloto preenche a parte de cima, descrevendo o problema, e que é depois lido pelos mecânicos (ou TMA). Estes indicam, escrevendo na segunda metade da folha, qual o tipo de reparação efectuada, para que no próximo voo daquele avião o piloto possa rever o formulário antes de levantar voo.
Vocês imaginam as vantagens de um sistema destes, em Portugal, aplicado no âmbito da Sistema de Gestão da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, por exemplo ? Ou na área da Gestão da Qualidade, da Protecção do Ambiente, da Melhoria das Condições de Trabalho, da Satisfação do Cliente e do Serviço Pós-Venda ? Na Austrália (e a Qantas Airways pretende representar "the sipirit of Australia") a qualidade é mesmo para se levar a sério e à letra...
Pois bem, não se poderá dizer que os engenheiros e equipas de manutenção aeronáutica da Austrália tenham falta de sentido de humor. Aqui vão algumas das queixas efectuadas e as respectivas respostas.
Siglas (só há duas):
P= Problema indicado pelo piloto
S =Solução sugerida e/ou acção conduzida pelo mecânico.
Convém dizer que a Qantas é a única grande companhia de aviação (não sei se do mundo ou só da região...) que nunca sofreu um acidente grave (passe a publicidade).
P: O pneu principal interior está quase a precisar de substituição.
S: Efectuada a quase substituição do pneu principal anterior.
P: Teste de voo O.K., excepto a auto-aterragem que foi bastante dura.
S: A auto-aterragem não está instalada neste aparelho.
P: Está qualquer coisa solta no cockpit.
S: Foi apertada qualquer coisa no cockpit.
P: Insectos mortos no pára-brisas.
S : Insectos vivos encomendados.
P: O piloto-automático no modo de manutenção de altitude executa uma descida de 200 pés por minuto.
S: Não é possível reproduzir o problema em terra.
P: Sinais de fugas no trem de aterragem direito.
S: Sinais eliminados.
P: O nível de volume do DME (sabes o que é ? eu também não!) está incrivelmente elevado.
S: O volume do DME foi colocado num nível mais credível.
P: As trancas de fricção fazem com que as alavancas fiquem perras.
S: É para isso que elas estão lá.
P: O IFF não funciona (essa sigla não não vem no livro de bordo).
S: O IFF nunca funciona em modo OFF.
P: Suspeita de fenda no pára-brisas.
S: Suspeito que tem razão.
P: Motor número 3 desaparecido.
S: Motor encontrado na asa direita após breve busca.
P: O aparelho comporta-se de modo estranho.
S: Aparelho avisado para se por direito, voar correctamente e deixar-se de graças.
P: O sinal do radar faz zumbidos.
S: Sinal do radar reprogramado para fazer música.
P: Rato no cockpit.
S: Gato instalado.
Blognecos - II: Espelho meu...
Espelho meu...
Car@s ciberamig@s:
Eis Narciso no seu labirinto... (Cliquem no linhk... Não aconselhável no caso de terem vertigens ou nunca terem andado na montanha russa).
1ª lição de musculação mental: os passos perdidos à volta do quarto...
Fixem bem a cara deste jota: é um sério candidato a presidente da junta de freguesia, vogal camarário, presidente da câmara, secretário local do partido, deputado, secretário de estado, ministro adjunto, ministro, primeiro-ministro, eurodeputado, comissário europeu, secretário-geral da NATO e por aí fora...
Claro, primeiro vai ter que ser entregue a um especialista de imagem... Até lá é bom que não faça figuras tristes ou que não borre a pintura toda.
Car@s ciberamig@s:
Eis Narciso no seu labirinto... (Cliquem no linhk... Não aconselhável no caso de terem vertigens ou nunca terem andado na montanha russa).
1ª lição de musculação mental: os passos perdidos à volta do quarto...
Fixem bem a cara deste jota: é um sério candidato a presidente da junta de freguesia, vogal camarário, presidente da câmara, secretário local do partido, deputado, secretário de estado, ministro adjunto, ministro, primeiro-ministro, eurodeputado, comissário europeu, secretário-geral da NATO e por aí fora...
Claro, primeiro vai ter que ser entregue a um especialista de imagem... Até lá é bom que não faça figuras tristes ou que não borre a pintura toda.
Blognecos - II: Espelho meu...
Espelho meu...
Car@s ciberamig@s:
Eis Narciso no seu labirinto... (Cliquem no linhk... Não aconselhável no caso de terem vertigens ou nunca terem andado na montanha russa).
1ª lição de musculação mental: os passos perdidos à volta do quarto...
Fixem bem a cara deste jota: é um sério candidato a presidente da junta de freguesia, vogal camarário, presidente da câmara, secretário local do partido, deputado, secretário de estado, ministro adjunto, ministro, primeiro-ministro, eurodeputado, comissário europeu, secretário-geral da NATO e por aí fora...
Claro, primeiro vai ter que ser entregue a um especialista de imagem... Até lá é bom que não faça figuras tristes ou que não borre a pintura toda.
Car@s ciberamig@s:
Eis Narciso no seu labirinto... (Cliquem no linhk... Não aconselhável no caso de terem vertigens ou nunca terem andado na montanha russa).
1ª lição de musculação mental: os passos perdidos à volta do quarto...
Fixem bem a cara deste jota: é um sério candidato a presidente da junta de freguesia, vogal camarário, presidente da câmara, secretário local do partido, deputado, secretário de estado, ministro adjunto, ministro, primeiro-ministro, eurodeputado, comissário europeu, secretário-geral da NATO e por aí fora...
Claro, primeiro vai ter que ser entregue a um especialista de imagem... Até lá é bom que não faça figuras tristes ou que não borre a pintura toda.
Saúde & Segurança do Trabalho - III: "Si le travail c'est la santé, a quoi sert alors la médecine du travail ?"
1. Já ouvi um senhor professor de direito do trabalho (um juslaborista, não é assim que se diz ?) dizer que com o novo Código do Trabalho a área da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (abreviadamente, SH&ST) saiu "reforçada".
2. Temos um Código do Trabalho, "on est à la page".
3. Os franceses perguntam: "Si le travail c'est la santé, a quoi sert alors la médecine du travail ?" (Se o trabalho dá saúde, para que serve a medicina do trabalho ?).
É a única pergunta a que o Código do Trabalho (700 artigos!) não responde.
4. Aquele que, ao longo de todo o dia:
(i) É activo como uma abelha,
(ii) Forte como um touro,
(iii) Trabalha que nem um cavalo,
(iv) E que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão...
(v) Deveria consultar um... veterinário.
... É bem provável que seja um grande burro! (O seu a seu dono: Obrigado, Padre J.M.!).
5. Eu acho que os trabalhadores portugueses (e os respectivos empregadores) também deveriam ter direito um novo Código do Humor no Trabalho, devidamente sistematizado, reformulado, actualizado, compilado e anotado.
6. Dir-me-ão que os tempos não são para se fazer humor e muito menos no trabalho. Mas será que alguma vez o foram ?
7. Em contrapartida, o riso (amarelo) ou a gargalhada (alarve) sustentam a recuperação económico-financeira das empresas de televisão. No país da anedota, a anedota está sempre na ordem do dia.
2. Temos um Código do Trabalho, "on est à la page".
3. Os franceses perguntam: "Si le travail c'est la santé, a quoi sert alors la médecine du travail ?" (Se o trabalho dá saúde, para que serve a medicina do trabalho ?).
É a única pergunta a que o Código do Trabalho (700 artigos!) não responde.
4. Aquele que, ao longo de todo o dia:
(i) É activo como uma abelha,
(ii) Forte como um touro,
(iii) Trabalha que nem um cavalo,
(iv) E que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão...
(v) Deveria consultar um... veterinário.
... É bem provável que seja um grande burro! (O seu a seu dono: Obrigado, Padre J.M.!).
5. Eu acho que os trabalhadores portugueses (e os respectivos empregadores) também deveriam ter direito um novo Código do Humor no Trabalho, devidamente sistematizado, reformulado, actualizado, compilado e anotado.
6. Dir-me-ão que os tempos não são para se fazer humor e muito menos no trabalho. Mas será que alguma vez o foram ?
7. Em contrapartida, o riso (amarelo) ou a gargalhada (alarve) sustentam a recuperação económico-financeira das empresas de televisão. No país da anedota, a anedota está sempre na ordem do dia.
Saúde & Segurança do Trabalho - III: "Si le travail c'est la santé, a quoi sert alors la médecine du travail ?"
1. Já ouvi um senhor professor de direito do trabalho (um juslaborista, não é assim que se diz ?) dizer que com o novo Código do Trabalho a área da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (abreviadamente, SH&ST) saiu "reforçada".
2. Temos um Código do Trabalho, "on est à la page".
3. Os franceses perguntam: "Si le travail c'est la santé, a quoi sert alors la médecine du travail ?" (Se o trabalho dá saúde, para que serve a medicina do trabalho ?).
É a única pergunta a que o Código do Trabalho (700 artigos!) não responde.
4. Aquele que, ao longo de todo o dia:
(i) É activo como uma abelha,
(ii) Forte como um touro,
(iii) Trabalha que nem um cavalo,
(iv) E que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão...
(v) Deveria consultar um... veterinário.
... É bem provável que seja um grande burro! (O seu a seu dono: Obrigado, Padre J.M.!).
5. Eu acho que os trabalhadores portugueses (e os respectivos empregadores) também deveriam ter direito um novo Código do Humor no Trabalho, devidamente sistematizado, reformulado, actualizado, compilado e anotado.
6. Dir-me-ão que os tempos não são para se fazer humor e muito menos no trabalho. Mas será que alguma vez o foram ?
7. Em contrapartida, o riso (amarelo) ou a gargalhada (alarve) sustentam a recuperação económico-financeira das empresas de televisão. No país da anedota, a anedota está sempre na ordem do dia.
2. Temos um Código do Trabalho, "on est à la page".
3. Os franceses perguntam: "Si le travail c'est la santé, a quoi sert alors la médecine du travail ?" (Se o trabalho dá saúde, para que serve a medicina do trabalho ?).
É a única pergunta a que o Código do Trabalho (700 artigos!) não responde.
4. Aquele que, ao longo de todo o dia:
(i) É activo como uma abelha,
(ii) Forte como um touro,
(iii) Trabalha que nem um cavalo,
(iv) E que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão...
(v) Deveria consultar um... veterinário.
... É bem provável que seja um grande burro! (O seu a seu dono: Obrigado, Padre J.M.!).
5. Eu acho que os trabalhadores portugueses (e os respectivos empregadores) também deveriam ter direito um novo Código do Humor no Trabalho, devidamente sistematizado, reformulado, actualizado, compilado e anotado.
6. Dir-me-ão que os tempos não são para se fazer humor e muito menos no trabalho. Mas será que alguma vez o foram ?
7. Em contrapartida, o riso (amarelo) ou a gargalhada (alarve) sustentam a recuperação económico-financeira das empresas de televisão. No país da anedota, a anedota está sempre na ordem do dia.
Saúde & Segurança do Trabalho - II: Os exames ocultos da medicina do trabalho
1. Para divulgação entre os profissionais de saúde pública, de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (abreviadamente, SH&ST) e de gestão de recursos humanos. Acrescente-se-lhes todos os demais cibercidadãos que naveguem na globosfera, a qualquer hora do dia ou da noite, homens e mulheres de boa vontade que se interessem por estas questões (bizantinas ?) da ética no local de trabalho (ou da falta dela)...
2. Podem lá ir, ao portal da IOL, até às 20h ou 8 PM. Depois disso só amanhã, nas horas de expediente. O portal faz segregação selectiva: não se esqueçam, (i) "não há almoços de borla" (dizem os economistas da novíssima escola) e (ii) os webjornalistas também precisam de ganhar para o almoço como o resto da malta da classe operária.
Os exames ocultos da medicina do trabalho
2. Podem lá ir, ao portal da IOL, até às 20h ou 8 PM. Depois disso só amanhã, nas horas de expediente. O portal faz segregação selectiva: não se esqueçam, (i) "não há almoços de borla" (dizem os economistas da novíssima escola) e (ii) os webjornalistas também precisam de ganhar para o almoço como o resto da malta da classe operária.
Os exames ocultos da medicina do trabalho
Saúde & Segurança do Trabalho - II: Os exames ocultos da medicina do trabalho
1. Para divulgação entre os profissionais de saúde pública, de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (abreviadamente, SH&ST) e de gestão de recursos humanos. Acrescente-se-lhes todos os demais cibercidadãos que naveguem na globosfera, a qualquer hora do dia ou da noite, homens e mulheres de boa vontade que se interessem por estas questões (bizantinas ?) da ética no local de trabalho (ou da falta dela)...
2. Podem lá ir, ao portal da IOL, até às 20h ou 8 PM. Depois disso só amanhã, nas horas de expediente. O portal faz segregação selectiva: não se esqueçam, (i) "não há almoços de borla" (dizem os economistas da novíssima escola) e (ii) os webjornalistas também precisam de ganhar para o almoço como o resto da malta da classe operária.
Os exames ocultos da medicina do trabalho
2. Podem lá ir, ao portal da IOL, até às 20h ou 8 PM. Depois disso só amanhã, nas horas de expediente. O portal faz segregação selectiva: não se esqueçam, (i) "não há almoços de borla" (dizem os economistas da novíssima escola) e (ii) os webjornalistas também precisam de ganhar para o almoço como o resto da malta da classe operária.
Os exames ocultos da medicina do trabalho
Saúde & Segurança do Trabalho - I: O Código do Trabalho do nosso (des)contentamento (des)contente
Agradeço aqui, pública ou semi-privadamente, neste cantinho do ciberespaço, ao Eugénio Rosa a gentileza de me ter enviado, por e-mail, a sua análise crítica do Código do Trabalho. Prometo ler e analisar o seu extenso documento de trabalho, com a atenção que ele merece e com o apreço que é devido ao seu infatigável autor pelo seu contributo pessoal, intelectualmente valioso, para um debate que interessa a todos (Estado, empregadores, gestores, trabalhadores e seus representantes, sociedade civil...).
E em breve far-lhe-ei chegar os meus comentários críticos (ao Código e às suas leituras), nomeadamente sobre questões mais ligadas à saúde e segurança do trabalho. É pena que as leis que nos regem sejam por vezes tão impenetráveis e tão pouco amigáveis. A leitura e a interpretação do Código do Trabalho, com os seus mastodônticos 700 artigos, desencorajam qualquer leigo na matéria e não estimulam o exercício da cidadania (fora e dentro do local de trabalho)... Provavelmente a situação anterior, com a dispersão da legislação do trabalho por centenas de diplomas e milhares de artigos, números e parágrafos, também estava longe da situação-ideal. Quer isto dizer que passámos de uma galáxia para outra ? Não, não direi que houve um terramoto, uma revolução, uma mudança de paradigma...
Quanto ao resultado final desta longa maratona, e em especial quanto à bondade (como eu gosto deste termo, na boca ou na pena d@s jurist@s!), quanto à bondade, dizia, da doutrina que ficou consagrada no Código do Trabalho, os portugueses felizmente têm a liberdade de se manifestarem, e nomeadamente manifestarem o seu (des)contentamento (des)contente, para usar um belíssimo trocadilho camoniano. Na modesta opinião de quem, como eu, não é empregador, colarinho azul , sindicalista, jurista, economista, gestor ou político, não é de esperar que o Código do Trabalho seja a varinha mágica que vá resolver todos os nossos problemas, a começar pela produtividade e competitividade das nossas empresas... Não direi que a montanha pariu um rato, mas também faço votos para que a situação sócio-organizacioanl e sócio-laboral nos nossos locais de trabalho tenda a melhorar rapidamente. Por mor de todos nós, homens e mulheres, pessoas, portugas, cidadãos, consumidores, trabalhadores, activos e não-activos (a ordem do atributo sociológico é um pouco arbitrária).
O Eugénio Rosa, que é economista, divulgou publicamente o seu e-mail nos Fóruns do Público.pt > Cidadania - Estudo do Código do trabalho e ofereceu-se para mandar a quem lhe pedir a versão electrónica deste working paper. Aqui fica o endereço: edr@mail.telepac.pt .
Bom trabalho, boa saúde. L.G.
E em breve far-lhe-ei chegar os meus comentários críticos (ao Código e às suas leituras), nomeadamente sobre questões mais ligadas à saúde e segurança do trabalho. É pena que as leis que nos regem sejam por vezes tão impenetráveis e tão pouco amigáveis. A leitura e a interpretação do Código do Trabalho, com os seus mastodônticos 700 artigos, desencorajam qualquer leigo na matéria e não estimulam o exercício da cidadania (fora e dentro do local de trabalho)... Provavelmente a situação anterior, com a dispersão da legislação do trabalho por centenas de diplomas e milhares de artigos, números e parágrafos, também estava longe da situação-ideal. Quer isto dizer que passámos de uma galáxia para outra ? Não, não direi que houve um terramoto, uma revolução, uma mudança de paradigma...
Quanto ao resultado final desta longa maratona, e em especial quanto à bondade (como eu gosto deste termo, na boca ou na pena d@s jurist@s!), quanto à bondade, dizia, da doutrina que ficou consagrada no Código do Trabalho, os portugueses felizmente têm a liberdade de se manifestarem, e nomeadamente manifestarem o seu (des)contentamento (des)contente, para usar um belíssimo trocadilho camoniano. Na modesta opinião de quem, como eu, não é empregador, colarinho azul , sindicalista, jurista, economista, gestor ou político, não é de esperar que o Código do Trabalho seja a varinha mágica que vá resolver todos os nossos problemas, a começar pela produtividade e competitividade das nossas empresas... Não direi que a montanha pariu um rato, mas também faço votos para que a situação sócio-organizacioanl e sócio-laboral nos nossos locais de trabalho tenda a melhorar rapidamente. Por mor de todos nós, homens e mulheres, pessoas, portugas, cidadãos, consumidores, trabalhadores, activos e não-activos (a ordem do atributo sociológico é um pouco arbitrária).
O Eugénio Rosa, que é economista, divulgou publicamente o seu e-mail nos Fóruns do Público.pt > Cidadania - Estudo do Código do trabalho e ofereceu-se para mandar a quem lhe pedir a versão electrónica deste working paper. Aqui fica o endereço: edr@mail.telepac.pt .
Bom trabalho, boa saúde. L.G.
Saúde & Segurança do Trabalho - I: O Código do Trabalho do nosso (des)contentamento (des)contente
Agradeço aqui, pública ou semi-privadamente, neste cantinho do ciberespaço, ao Eugénio Rosa a gentileza de me ter enviado, por e-mail, a sua análise crítica do Código do Trabalho. Prometo ler e analisar o seu extenso documento de trabalho, com a atenção que ele merece e com o apreço que é devido ao seu infatigável autor pelo seu contributo pessoal, intelectualmente valioso, para um debate que interessa a todos (Estado, empregadores, gestores, trabalhadores e seus representantes, sociedade civil...).
E em breve far-lhe-ei chegar os meus comentários críticos (ao Código e às suas leituras), nomeadamente sobre questões mais ligadas à saúde e segurança do trabalho. É pena que as leis que nos regem sejam por vezes tão impenetráveis e tão pouco amigáveis. A leitura e a interpretação do Código do Trabalho, com os seus mastodônticos 700 artigos, desencorajam qualquer leigo na matéria e não estimulam o exercício da cidadania (fora e dentro do local de trabalho)... Provavelmente a situação anterior, com a dispersão da legislação do trabalho por centenas de diplomas e milhares de artigos, números e parágrafos, também estava longe da situação-ideal. Quer isto dizer que passámos de uma galáxia para outra ? Não, não direi que houve um terramoto, uma revolução, uma mudança de paradigma...
Quanto ao resultado final desta longa maratona, e em especial quanto à bondade (como eu gosto deste termo, na boca ou na pena d@s jurist@s!), quanto à bondade, dizia, da doutrina que ficou consagrada no Código do Trabalho, os portugueses felizmente têm a liberdade de se manifestarem, e nomeadamente manifestarem o seu (des)contentamento (des)contente, para usar um belíssimo trocadilho camoniano. Na modesta opinião de quem, como eu, não é empregador, colarinho azul , sindicalista, jurista, economista, gestor ou político, não é de esperar que o Código do Trabalho seja a varinha mágica que vá resolver todos os nossos problemas, a começar pela produtividade e competitividade das nossas empresas... Não direi que a montanha pariu um rato, mas também faço votos para que a situação sócio-organizacioanl e sócio-laboral nos nossos locais de trabalho tenda a melhorar rapidamente. Por mor de todos nós, homens e mulheres, pessoas, portugas, cidadãos, consumidores, trabalhadores, activos e não-activos (a ordem do atributo sociológico é um pouco arbitrária).
O Eugénio Rosa, que é economista, divulgou publicamente o seu e-mail nos Fóruns do Público.pt > Cidadania - Estudo do Código do trabalho e ofereceu-se para mandar a quem lhe pedir a versão electrónica deste working paper. Aqui fica o endereço: edr@mail.telepac.pt .
Bom trabalho, boa saúde. L.G.
E em breve far-lhe-ei chegar os meus comentários críticos (ao Código e às suas leituras), nomeadamente sobre questões mais ligadas à saúde e segurança do trabalho. É pena que as leis que nos regem sejam por vezes tão impenetráveis e tão pouco amigáveis. A leitura e a interpretação do Código do Trabalho, com os seus mastodônticos 700 artigos, desencorajam qualquer leigo na matéria e não estimulam o exercício da cidadania (fora e dentro do local de trabalho)... Provavelmente a situação anterior, com a dispersão da legislação do trabalho por centenas de diplomas e milhares de artigos, números e parágrafos, também estava longe da situação-ideal. Quer isto dizer que passámos de uma galáxia para outra ? Não, não direi que houve um terramoto, uma revolução, uma mudança de paradigma...
Quanto ao resultado final desta longa maratona, e em especial quanto à bondade (como eu gosto deste termo, na boca ou na pena d@s jurist@s!), quanto à bondade, dizia, da doutrina que ficou consagrada no Código do Trabalho, os portugueses felizmente têm a liberdade de se manifestarem, e nomeadamente manifestarem o seu (des)contentamento (des)contente, para usar um belíssimo trocadilho camoniano. Na modesta opinião de quem, como eu, não é empregador, colarinho azul , sindicalista, jurista, economista, gestor ou político, não é de esperar que o Código do Trabalho seja a varinha mágica que vá resolver todos os nossos problemas, a começar pela produtividade e competitividade das nossas empresas... Não direi que a montanha pariu um rato, mas também faço votos para que a situação sócio-organizacioanl e sócio-laboral nos nossos locais de trabalho tenda a melhorar rapidamente. Por mor de todos nós, homens e mulheres, pessoas, portugas, cidadãos, consumidores, trabalhadores, activos e não-activos (a ordem do atributo sociológico é um pouco arbitrária).
O Eugénio Rosa, que é economista, divulgou publicamente o seu e-mail nos Fóruns do Público.pt > Cidadania - Estudo do Código do trabalho e ofereceu-se para mandar a quem lhe pedir a versão electrónica deste working paper. Aqui fica o endereço: edr@mail.telepac.pt .
Bom trabalho, boa saúde. L.G.
09 outubro 2003
Estórias com mural ao fundo - IX: Os três crivos da comunicação
Há uma história que vem a (des)propósito dos blogs que agora atravessam a nossa blogosfera. A não ser verdadeira, é pelo menos muito verosímil (refiro-me à história, claro).
Afinal ainda há chefes com C grande na Judite... Será ? Perguntas, ciberamig@: "entre pedófilos e pirómanos, o que é que resta neste pais? Nós ? E os outros?".
Pois apetece-me citar O'Neil, também a (des)propósito:
" Se não fôssemos nós, quem eram vocês?
"Se não fôssem vocês, quem éramos nós?
"Quem nos lê a nós ? São vocês (e nós...)
"Quem vos lê a vocês ? Somos nós (e vocês...)
"Tudo fica, pois, entre nós, entre nós..."
(Poemas com Endereço, 1962)
Se ele fosse vivo, o Caixadóclos, dir-vos-ia: "Please, saibam ler com santa(s) (pa)ciência(s) as (ciber)tendências... Que na escola, eu ainda era do tempo de (i) contar pelos dedos da mão, (ii) fazer contas de sumir e; e (iii) tirar a prova dos nove-fora-nada... Hoje, não tenho dúvidas que seria o maior bloguista do país (super)relativo"...
Tenho deveras pena de o não ter conhecido, ao Alexandre, ao Caixadòclos, Avenida da Liberdade Acima, Avenida da Liberdade Abaixo, grafitando:
"O adjectivo
dá-me de comer.
Se não fora ele
o que houvera de ser ?
"Vivo de acrescentar às coisas
o que elas não são.
Mas é por cálculo,
não por ilusão"
(De Ombro na Ombreira, 1969)
Os três crivos da comunicação nas organizações
O Francisco, que trabalha na Pê Jota (vulgo, Judite), foi promovido. Logo na manhã seguinte, para agradar ao seu superior hierárquico, saiu-se com esta:
- Ó Chefe, nem imagina o que me contaram sobre a Adriana! Disseram-me que
ela...
O Chefe, que é fã do blog do JPP, interrompeu-o abruptamente, não o deixando sequer terminar a frase:
- Calma aí, ó Francisco!... Por acaso já confirmaste essas informações ? Usaste os três crivos da comunicação humana ?
- Os três crivos ? Nunca me falaram disso nos cursos de formação por onde tenho passado...
- O primeiro, meu menino, é a VERDADE. Tens a certeza de que o que me ias dizer sobre a Adriana é realmente verdade? Podes jurar pela tua honra ? Olha que a honra de um homem vale mais do que os três vinténs!
- Bem, em boa verdade, só sei o que me contaram ontem à noite num bar do Bairro Alto!
- Então a história está mal contada e não passou pelo primeiro crivo. Passemos agora ao segundo crivo, que é o da CAMARADAGEM... Por acaso gostarias que alguns dos teus colegas da Pê Jota também dissessem de ti, ou da tua mulher, o mesmo que tu me ias contar sobre a Adriana?
- Pensando bem, não, Chefe!...
- Então a tua história também não passou pelo segundo crivo!... Vamos agora ao terceiro, que é o da RELEVÂNCIA. Achas mesmo necessário contar-me esse facto? É relevante para alguma investigação em curso ? É importante para o serviço ? Tem um algum valor acrescentado para todos nós ? Ou é melhor esquecê-lo, sabendo tu e eu que ambos temos mais que fazer nesta casa ?!
- Não, Chefe, tem toda razão, o melhor é mesmo esquecer o assunto. E vamos ao trabalho!, replicou o Francisco, envergonhado com a lição de moral que o Chefe acabava de lhe pregar.
- Pois é, Francisco, as pessoas seriam muito mais felizes e as organizações muito mais eficientes e eficazes se usassem os três crivos nas suas relações e comunicações... Se queres ser um bom profissional nesta casa nunca percas o sentido da justiça e da equidade, e não queiras ser igual a tantos outros, ou seja, medíocre... Sabes porquê ? Há três tipos de pessoas neste mundo: (i) As Pessoas Inteligentes, que falam sobre Ideias; (ii) as Pessoas Banais, que falam sobre Coisas; e, por fim, (iii) as Pessoas Medíocres, que só sabem falar (mal)... dos Outros!
Moral da história: Pensando bem, há uma enorme diferença entre ser chefe e ser líder... O gajo da PJ parece-me mais pertencer a esta última espécie. Foi rapaz para andar nos escoteiros ou Mocidade Portuguesa... Mas será que esta história tem mesmo como mural-ao-fundo a Rua Gomes Freire (a tal que, ainda por cima, ostenta o nome de um grande patriota português)?
_____________
L.G.- Set. 2003
Afinal ainda há chefes com C grande na Judite... Será ? Perguntas, ciberamig@: "entre pedófilos e pirómanos, o que é que resta neste pais? Nós ? E os outros?".
Pois apetece-me citar O'Neil, também a (des)propósito:
" Se não fôssemos nós, quem eram vocês?
"Se não fôssem vocês, quem éramos nós?
"Quem nos lê a nós ? São vocês (e nós...)
"Quem vos lê a vocês ? Somos nós (e vocês...)
"Tudo fica, pois, entre nós, entre nós..."
(Poemas com Endereço, 1962)
Se ele fosse vivo, o Caixadóclos, dir-vos-ia: "Please, saibam ler com santa(s) (pa)ciência(s) as (ciber)tendências... Que na escola, eu ainda era do tempo de (i) contar pelos dedos da mão, (ii) fazer contas de sumir e; e (iii) tirar a prova dos nove-fora-nada... Hoje, não tenho dúvidas que seria o maior bloguista do país (super)relativo"...
Tenho deveras pena de o não ter conhecido, ao Alexandre, ao Caixadòclos, Avenida da Liberdade Acima, Avenida da Liberdade Abaixo, grafitando:
"O adjectivo
dá-me de comer.
Se não fora ele
o que houvera de ser ?
"Vivo de acrescentar às coisas
o que elas não são.
Mas é por cálculo,
não por ilusão"
(De Ombro na Ombreira, 1969)
Os três crivos da comunicação nas organizações
O Francisco, que trabalha na Pê Jota (vulgo, Judite), foi promovido. Logo na manhã seguinte, para agradar ao seu superior hierárquico, saiu-se com esta:
- Ó Chefe, nem imagina o que me contaram sobre a Adriana! Disseram-me que
ela...
O Chefe, que é fã do blog do JPP, interrompeu-o abruptamente, não o deixando sequer terminar a frase:
- Calma aí, ó Francisco!... Por acaso já confirmaste essas informações ? Usaste os três crivos da comunicação humana ?
- Os três crivos ? Nunca me falaram disso nos cursos de formação por onde tenho passado...
- O primeiro, meu menino, é a VERDADE. Tens a certeza de que o que me ias dizer sobre a Adriana é realmente verdade? Podes jurar pela tua honra ? Olha que a honra de um homem vale mais do que os três vinténs!
- Bem, em boa verdade, só sei o que me contaram ontem à noite num bar do Bairro Alto!
- Então a história está mal contada e não passou pelo primeiro crivo. Passemos agora ao segundo crivo, que é o da CAMARADAGEM... Por acaso gostarias que alguns dos teus colegas da Pê Jota também dissessem de ti, ou da tua mulher, o mesmo que tu me ias contar sobre a Adriana?
- Pensando bem, não, Chefe!...
- Então a tua história também não passou pelo segundo crivo!... Vamos agora ao terceiro, que é o da RELEVÂNCIA. Achas mesmo necessário contar-me esse facto? É relevante para alguma investigação em curso ? É importante para o serviço ? Tem um algum valor acrescentado para todos nós ? Ou é melhor esquecê-lo, sabendo tu e eu que ambos temos mais que fazer nesta casa ?!
- Não, Chefe, tem toda razão, o melhor é mesmo esquecer o assunto. E vamos ao trabalho!, replicou o Francisco, envergonhado com a lição de moral que o Chefe acabava de lhe pregar.
- Pois é, Francisco, as pessoas seriam muito mais felizes e as organizações muito mais eficientes e eficazes se usassem os três crivos nas suas relações e comunicações... Se queres ser um bom profissional nesta casa nunca percas o sentido da justiça e da equidade, e não queiras ser igual a tantos outros, ou seja, medíocre... Sabes porquê ? Há três tipos de pessoas neste mundo: (i) As Pessoas Inteligentes, que falam sobre Ideias; (ii) as Pessoas Banais, que falam sobre Coisas; e, por fim, (iii) as Pessoas Medíocres, que só sabem falar (mal)... dos Outros!
Moral da história: Pensando bem, há uma enorme diferença entre ser chefe e ser líder... O gajo da PJ parece-me mais pertencer a esta última espécie. Foi rapaz para andar nos escoteiros ou Mocidade Portuguesa... Mas será que esta história tem mesmo como mural-ao-fundo a Rua Gomes Freire (a tal que, ainda por cima, ostenta o nome de um grande patriota português)?
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L.G.- Set. 2003
Estórias com mural ao fundo - IX: Os três crivos da comunicação
Há uma história que vem a (des)propósito dos blogs que agora atravessam a nossa blogosfera. A não ser verdadeira, é pelo menos muito verosímil (refiro-me à história, claro).
Afinal ainda há chefes com C grande na Judite... Será ? Perguntas, ciberamig@: "entre pedófilos e pirómanos, o que é que resta neste pais? Nós ? E os outros?".
Pois apetece-me citar O'Neil, também a (des)propósito:
" Se não fôssemos nós, quem eram vocês?
"Se não fôssem vocês, quem éramos nós?
"Quem nos lê a nós ? São vocês (e nós...)
"Quem vos lê a vocês ? Somos nós (e vocês...)
"Tudo fica, pois, entre nós, entre nós..."
(Poemas com Endereço, 1962)
Se ele fosse vivo, o Caixadóclos, dir-vos-ia: "Please, saibam ler com santa(s) (pa)ciência(s) as (ciber)tendências... Que na escola, eu ainda era do tempo de (i) contar pelos dedos da mão, (ii) fazer contas de sumir e; e (iii) tirar a prova dos nove-fora-nada... Hoje, não tenho dúvidas que seria o maior bloguista do país (super)relativo"...
Tenho deveras pena de o não ter conhecido, ao Alexandre, ao Caixadòclos, Avenida da Liberdade Acima, Avenida da Liberdade Abaixo, grafitando:
"O adjectivo
dá-me de comer.
Se não fora ele
o que houvera de ser ?
"Vivo de acrescentar às coisas
o que elas não são.
Mas é por cálculo,
não por ilusão"
(De Ombro na Ombreira, 1969)
Os três crivos da comunicação nas organizações
O Francisco, que trabalha na Pê Jota (vulgo, Judite), foi promovido. Logo na manhã seguinte, para agradar ao seu superior hierárquico, saiu-se com esta:
- Ó Chefe, nem imagina o que me contaram sobre a Adriana! Disseram-me que
ela...
O Chefe, que é fã do blog do JPP, interrompeu-o abruptamente, não o deixando sequer terminar a frase:
- Calma aí, ó Francisco!... Por acaso já confirmaste essas informações ? Usaste os três crivos da comunicação humana ?
- Os três crivos ? Nunca me falaram disso nos cursos de formação por onde tenho passado...
- O primeiro, meu menino, é a VERDADE. Tens a certeza de que o que me ias dizer sobre a Adriana é realmente verdade? Podes jurar pela tua honra ? Olha que a honra de um homem vale mais do que os três vinténs!
- Bem, em boa verdade, só sei o que me contaram ontem à noite num bar do Bairro Alto!
- Então a história está mal contada e não passou pelo primeiro crivo. Passemos agora ao segundo crivo, que é o da CAMARADAGEM... Por acaso gostarias que alguns dos teus colegas da Pê Jota também dissessem de ti, ou da tua mulher, o mesmo que tu me ias contar sobre a Adriana?
- Pensando bem, não, Chefe!...
- Então a tua história também não passou pelo segundo crivo!... Vamos agora ao terceiro, que é o da RELEVÂNCIA. Achas mesmo necessário contar-me esse facto? É relevante para alguma investigação em curso ? É importante para o serviço ? Tem um algum valor acrescentado para todos nós ? Ou é melhor esquecê-lo, sabendo tu e eu que ambos temos mais que fazer nesta casa ?!
- Não, Chefe, tem toda razão, o melhor é mesmo esquecer o assunto. E vamos ao trabalho!, replicou o Francisco, envergonhado com a lição de moral que o Chefe acabava de lhe pregar.
- Pois é, Francisco, as pessoas seriam muito mais felizes e as organizações muito mais eficientes e eficazes se usassem os três crivos nas suas relações e comunicações... Se queres ser um bom profissional nesta casa nunca percas o sentido da justiça e da equidade, e não queiras ser igual a tantos outros, ou seja, medíocre... Sabes porquê ? Há três tipos de pessoas neste mundo: (i) As Pessoas Inteligentes, que falam sobre Ideias; (ii) as Pessoas Banais, que falam sobre Coisas; e, por fim, (iii) as Pessoas Medíocres, que só sabem falar (mal)... dos Outros!
Moral da história: Pensando bem, há uma enorme diferença entre ser chefe e ser líder... O gajo da PJ parece-me mais pertencer a esta última espécie. Foi rapaz para andar nos escoteiros ou Mocidade Portuguesa... Mas será que esta história tem mesmo como mural-ao-fundo a Rua Gomes Freire (a tal que, ainda por cima, ostenta o nome de um grande patriota português)?
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L.G.- Set. 2003
Afinal ainda há chefes com C grande na Judite... Será ? Perguntas, ciberamig@: "entre pedófilos e pirómanos, o que é que resta neste pais? Nós ? E os outros?".
Pois apetece-me citar O'Neil, também a (des)propósito:
" Se não fôssemos nós, quem eram vocês?
"Se não fôssem vocês, quem éramos nós?
"Quem nos lê a nós ? São vocês (e nós...)
"Quem vos lê a vocês ? Somos nós (e vocês...)
"Tudo fica, pois, entre nós, entre nós..."
(Poemas com Endereço, 1962)
Se ele fosse vivo, o Caixadóclos, dir-vos-ia: "Please, saibam ler com santa(s) (pa)ciência(s) as (ciber)tendências... Que na escola, eu ainda era do tempo de (i) contar pelos dedos da mão, (ii) fazer contas de sumir e; e (iii) tirar a prova dos nove-fora-nada... Hoje, não tenho dúvidas que seria o maior bloguista do país (super)relativo"...
Tenho deveras pena de o não ter conhecido, ao Alexandre, ao Caixadòclos, Avenida da Liberdade Acima, Avenida da Liberdade Abaixo, grafitando:
"O adjectivo
dá-me de comer.
Se não fora ele
o que houvera de ser ?
"Vivo de acrescentar às coisas
o que elas não são.
Mas é por cálculo,
não por ilusão"
(De Ombro na Ombreira, 1969)
Os três crivos da comunicação nas organizações
O Francisco, que trabalha na Pê Jota (vulgo, Judite), foi promovido. Logo na manhã seguinte, para agradar ao seu superior hierárquico, saiu-se com esta:
- Ó Chefe, nem imagina o que me contaram sobre a Adriana! Disseram-me que
ela...
O Chefe, que é fã do blog do JPP, interrompeu-o abruptamente, não o deixando sequer terminar a frase:
- Calma aí, ó Francisco!... Por acaso já confirmaste essas informações ? Usaste os três crivos da comunicação humana ?
- Os três crivos ? Nunca me falaram disso nos cursos de formação por onde tenho passado...
- O primeiro, meu menino, é a VERDADE. Tens a certeza de que o que me ias dizer sobre a Adriana é realmente verdade? Podes jurar pela tua honra ? Olha que a honra de um homem vale mais do que os três vinténs!
- Bem, em boa verdade, só sei o que me contaram ontem à noite num bar do Bairro Alto!
- Então a história está mal contada e não passou pelo primeiro crivo. Passemos agora ao segundo crivo, que é o da CAMARADAGEM... Por acaso gostarias que alguns dos teus colegas da Pê Jota também dissessem de ti, ou da tua mulher, o mesmo que tu me ias contar sobre a Adriana?
- Pensando bem, não, Chefe!...
- Então a tua história também não passou pelo segundo crivo!... Vamos agora ao terceiro, que é o da RELEVÂNCIA. Achas mesmo necessário contar-me esse facto? É relevante para alguma investigação em curso ? É importante para o serviço ? Tem um algum valor acrescentado para todos nós ? Ou é melhor esquecê-lo, sabendo tu e eu que ambos temos mais que fazer nesta casa ?!
- Não, Chefe, tem toda razão, o melhor é mesmo esquecer o assunto. E vamos ao trabalho!, replicou o Francisco, envergonhado com a lição de moral que o Chefe acabava de lhe pregar.
- Pois é, Francisco, as pessoas seriam muito mais felizes e as organizações muito mais eficientes e eficazes se usassem os três crivos nas suas relações e comunicações... Se queres ser um bom profissional nesta casa nunca percas o sentido da justiça e da equidade, e não queiras ser igual a tantos outros, ou seja, medíocre... Sabes porquê ? Há três tipos de pessoas neste mundo: (i) As Pessoas Inteligentes, que falam sobre Ideias; (ii) as Pessoas Banais, que falam sobre Coisas; e, por fim, (iii) as Pessoas Medíocres, que só sabem falar (mal)... dos Outros!
Moral da história: Pensando bem, há uma enorme diferença entre ser chefe e ser líder... O gajo da PJ parece-me mais pertencer a esta última espécie. Foi rapaz para andar nos escoteiros ou Mocidade Portuguesa... Mas será que esta história tem mesmo como mural-ao-fundo a Rua Gomes Freire (a tal que, ainda por cima, ostenta o nome de um grande patriota português)?
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L.G.- Set. 2003
Estórias com mural ao fundo - VIII: Uma lição de profissionalismo em 10 sessões
Numa pausa para Café & Ciber-humor (que o cigarro, esse, felizmente, já não faz parte do meu círculo de amigos, há bastantes anos...), lembrei-me de vos mandar mais uma estória com mural ao fundo... Mete padres e freiras, como manda a melhor tradição do humor em Portugal (cantigas de escárnio & maldizer, teatro vicentino, ironia queiroziana, Zé Povinho do Bordalo Pinheiro...). Mas não é, de todo, anticlerical. Circula na Net em espanhol. Curiosamente, mandou-ma há uns meses o meu amigo Padre J.M. (um abraço!), que é das poucas pessoas que eu conheço que não tem reacções corporativas quando os oficiais de outros ofícios brincam com o seu (dele)... E já agora não se esqueçam: Ciber-humor com ciber-humor se paga.
Uma lição de profissionalismo, em 10 episódios
1. Um padre vai a caminho da sua igreja, quando avista na estrada uma freira, sua conhecida.
2. O padre pára e diz:
- Irmã, suba que eu dou-lhe uma boleia até à porta do convento.
3. A jovem freira sobe, acomoda-se no banco frente e cruza as pernas...
O hábito entreabre-se, deixando à mostra um par de coxas ...esculturais!
4. O padre fica perturbadíssimo mas lá continuou a conduzir... Numa curva, ao fazer a mudança de velocidades, não consegue resistir e mete a mão na perna da freira.
5. Diz-lhe a freira, impávida e serena:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
6. O padre corou, benzeu-se e pediu perdão... Mas aquele par de pernocas só podia ser uma tentação do diabo!
7. Não resistiu, voltando mais adiante a colocar a mão sobre a perna da freira. Com o mesmo ar impávido e sereno, a freira repetiu:
- Padre, lembre-se do Salmo 129.
8. O padre atrapalhou-se, tossiu e voltou a desculpar-se, dizendo:
- Irmã, só Deus e eu sabemos como a carne é fraca!
9. Terminada a viagem, a freira desceu do carro e entrou no convento. Sempre impávida e serena. O padre logo que chegou à sua igreja, correu à sacristia e abriu a Bíblia no Salmo 129...
10. Dizia o Salmo: “Continua a procurar, que logo acima encontrarás a Glória!”.
Moral da história: (i) Ou tu sabes tudo da tua profissão, (ii) ou então vais perder as melhores oportunidades da tua vida.
Uma lição de profissionalismo, em 10 episódios
1. Um padre vai a caminho da sua igreja, quando avista na estrada uma freira, sua conhecida.
2. O padre pára e diz:
- Irmã, suba que eu dou-lhe uma boleia até à porta do convento.
3. A jovem freira sobe, acomoda-se no banco frente e cruza as pernas...
O hábito entreabre-se, deixando à mostra um par de coxas ...esculturais!
4. O padre fica perturbadíssimo mas lá continuou a conduzir... Numa curva, ao fazer a mudança de velocidades, não consegue resistir e mete a mão na perna da freira.
5. Diz-lhe a freira, impávida e serena:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
6. O padre corou, benzeu-se e pediu perdão... Mas aquele par de pernocas só podia ser uma tentação do diabo!
7. Não resistiu, voltando mais adiante a colocar a mão sobre a perna da freira. Com o mesmo ar impávido e sereno, a freira repetiu:
- Padre, lembre-se do Salmo 129.
8. O padre atrapalhou-se, tossiu e voltou a desculpar-se, dizendo:
- Irmã, só Deus e eu sabemos como a carne é fraca!
9. Terminada a viagem, a freira desceu do carro e entrou no convento. Sempre impávida e serena. O padre logo que chegou à sua igreja, correu à sacristia e abriu a Bíblia no Salmo 129...
10. Dizia o Salmo: “Continua a procurar, que logo acima encontrarás a Glória!”.
Moral da história: (i) Ou tu sabes tudo da tua profissão, (ii) ou então vais perder as melhores oportunidades da tua vida.
Estórias com mural ao fundo - VIII: Uma lição de profissionalismo em 10 sessões
Numa pausa para Café & Ciber-humor (que o cigarro, esse, felizmente, já não faz parte do meu círculo de amigos, há bastantes anos...), lembrei-me de vos mandar mais uma estória com mural ao fundo... Mete padres e freiras, como manda a melhor tradição do humor em Portugal (cantigas de escárnio & maldizer, teatro vicentino, ironia queiroziana, Zé Povinho do Bordalo Pinheiro...). Mas não é, de todo, anticlerical. Circula na Net em espanhol. Curiosamente, mandou-ma há uns meses o meu amigo Padre J.M. (um abraço!), que é das poucas pessoas que eu conheço que não tem reacções corporativas quando os oficiais de outros ofícios brincam com o seu (dele)... E já agora não se esqueçam: Ciber-humor com ciber-humor se paga.
Uma lição de profissionalismo, em 10 episódios
1. Um padre vai a caminho da sua igreja, quando avista na estrada uma freira, sua conhecida.
2. O padre pára e diz:
- Irmã, suba que eu dou-lhe uma boleia até à porta do convento.
3. A jovem freira sobe, acomoda-se no banco frente e cruza as pernas...
O hábito entreabre-se, deixando à mostra um par de coxas ...esculturais!
4. O padre fica perturbadíssimo mas lá continuou a conduzir... Numa curva, ao fazer a mudança de velocidades, não consegue resistir e mete a mão na perna da freira.
5. Diz-lhe a freira, impávida e serena:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
6. O padre corou, benzeu-se e pediu perdão... Mas aquele par de pernocas só podia ser uma tentação do diabo!
7. Não resistiu, voltando mais adiante a colocar a mão sobre a perna da freira. Com o mesmo ar impávido e sereno, a freira repetiu:
- Padre, lembre-se do Salmo 129.
8. O padre atrapalhou-se, tossiu e voltou a desculpar-se, dizendo:
- Irmã, só Deus e eu sabemos como a carne é fraca!
9. Terminada a viagem, a freira desceu do carro e entrou no convento. Sempre impávida e serena. O padre logo que chegou à sua igreja, correu à sacristia e abriu a Bíblia no Salmo 129...
10. Dizia o Salmo: “Continua a procurar, que logo acima encontrarás a Glória!”.
Moral da história: (i) Ou tu sabes tudo da tua profissão, (ii) ou então vais perder as melhores oportunidades da tua vida.
Uma lição de profissionalismo, em 10 episódios
1. Um padre vai a caminho da sua igreja, quando avista na estrada uma freira, sua conhecida.
2. O padre pára e diz:
- Irmã, suba que eu dou-lhe uma boleia até à porta do convento.
3. A jovem freira sobe, acomoda-se no banco frente e cruza as pernas...
O hábito entreabre-se, deixando à mostra um par de coxas ...esculturais!
4. O padre fica perturbadíssimo mas lá continuou a conduzir... Numa curva, ao fazer a mudança de velocidades, não consegue resistir e mete a mão na perna da freira.
5. Diz-lhe a freira, impávida e serena:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
6. O padre corou, benzeu-se e pediu perdão... Mas aquele par de pernocas só podia ser uma tentação do diabo!
7. Não resistiu, voltando mais adiante a colocar a mão sobre a perna da freira. Com o mesmo ar impávido e sereno, a freira repetiu:
- Padre, lembre-se do Salmo 129.
8. O padre atrapalhou-se, tossiu e voltou a desculpar-se, dizendo:
- Irmã, só Deus e eu sabemos como a carne é fraca!
9. Terminada a viagem, a freira desceu do carro e entrou no convento. Sempre impávida e serena. O padre logo que chegou à sua igreja, correu à sacristia e abriu a Bíblia no Salmo 129...
10. Dizia o Salmo: “Continua a procurar, que logo acima encontrarás a Glória!”.
Moral da história: (i) Ou tu sabes tudo da tua profissão, (ii) ou então vais perder as melhores oportunidades da tua vida.
Car@s ciberamig@s (II) : Novo regime jurídico de faltas e licenças
Esta é a interpretação (hilariante ? kafkiana ? bigbrotheriana ? totalitária ? brincalhona ? saudavelmente provocadora ? civilista ? sem adjectivos ? ) do novo regime jurídico das faltas e licenças à luz do novo Código do Trabalho, que como vocês sabem foi promulgado pela Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto e vai entrar em vigor em 1 de Dezembro de 2003.
Portugal já tem finalmente o seu Código do Trabalho, com muitos anos de atraso em relação a países pioneiros como a França, por exemplo. Há muita gente a congratular-se com isso (o facto de agora sermos mais europeus do que éramos antes do Código do Trabalho).
A peça que se segue é atribuída ao director de pessoal (?) de uma conhecida multinacional, de origem asiática, estabelecida entre nós há largos anos.
(Nome da empresa)
Direcção de Serviços de Pessoal
Circular nº 17/2003, de 2 de Outubro de 2003
Assunto: Novo Código do Trabalho - Regime de faltas e licenças
Com a entrada em vigor, no dia 1 de Dezembro de 2003, do Código do Trabalho (Lei nº 99/2003, de 27 de Agosto), o regime de faltas e licenças dos colaboradores sofre profundas alterações. Com a superior autorização do venerável conselho de administração da empresa, o director de pessoal entende ser seu dever esclarecer, desde já, os seguintes pontos:
1 . Baixa por doença
Estar doente não é desculpa para não vir trabalhar, excepto em caso de hospitalização. O atestado médico deixou de ser uma garantia de estar doente, pois se o colaborador estava em condições de, pelo seu pé, procurar um médico também podia ter vindo trabalhar. Além disso, há o provérbio lusitano que diz: “Trabalhar faz bem à saúde”.
2 . Morte na família
Não tem desculpa. Pelo morto não se pode fazer mais nada (muito menos a empresa, que não teve culpa nenhuma). Os preparativos para o enterro podem ser feitos por outro familiar do colaborador. Aliás, é para isso que servem as agências funerárias. Se o colaborador conseguir marcar o enterro para o fim da tarde, a firma deixa-o, de boa vontade, sair uma hora mais cedo. É pressuposto que tenha acabado o trabalho do dia.
3 . Perigo garve e iminente de morrer e que não possa ser evitado
Aqui o colaborador pode contar com a nossa compreensão se:
(i) informar o sucedido com 2 semanas de antecedência, já que somos uma empresa com gestão previsional da mão-de-obra; basta mandar um e-mail, um fax ou um correio azul para esta direcção de serviços a dizer: “Corro um sério risco de morrer dentro de quinze dias”;
(ii) em situação de emergência, atropelamento, acidente, morte súbita, etc., telefonar até às 8:00 horas da manhã para comunicar a triste ocorrência;
(iii) o ideal será sempre enviar a declaração da autoridade de saúde da área de residência do defunto, atestando por sua honra o facto do óbito e as suas causas prováveis, para efeitos epidemiológicos e estatísticos. Somos uma empresa com forte sentido de responsabilidade social e gostamos de colaborar com as autoridades do país mais ocidental da Europa que nos acolheu de braços abertos.
4 . Operações plásticas e outras intervenções cirúrgicas
Intervenções cirúrgicas, tais como operações plásticas, transplantes, etc. ficam doravante proibidas, com a entrada em vigor do novo “rationale” do contrato do trabalho, por violarem o direito de personalidade. A empresa contrata os seus colaboradores tal como eles são e tem a obrigação de proteger a sua vida íntima e privada. Tirar ou acrescentar qualquer órgão, fazer uma plástica e coisas similares pode ser motivo de despedimento com justa causa.
5 . Bodas de Prata/Ouro
Para uma festa deste tipo não damos dias livres. Se estiver casado há 25 ou 50 anos com a mesma pessoa, fique feliz por ainda poder ter o privilégio de, nos tempos que correm, de continuar a ser nosso colaborador.
6 . Aniversário
Há um provérbio oriental que diz: “O facto de teres nascido não quer dizer que o tenhas merecido”. Por isso não damos o dia! A cultura da empresa é favorável ao mérito e não os privilégios do nascimento.
7 . Nascimento de um filho
Por um erro desse calibre não damos dias livres aos nossos colaboradores: se alguém comete asneiras, não podem ser os nossos accionistas a pagá-las. E, além disso, você já teve a sua quota parte de gozo e divertimento.
8. Entrada em vigor
Estas e outras alterações ao regime jurídico de faltas e licenças entram em vigor no dia 1 de Dezembro de 2003.
O director de pessoal,
(assinatura irreconhecível)
_________________
AIG/LG- Out. 2003
Portugal já tem finalmente o seu Código do Trabalho, com muitos anos de atraso em relação a países pioneiros como a França, por exemplo. Há muita gente a congratular-se com isso (o facto de agora sermos mais europeus do que éramos antes do Código do Trabalho).
A peça que se segue é atribuída ao director de pessoal (?) de uma conhecida multinacional, de origem asiática, estabelecida entre nós há largos anos.
(Nome da empresa)
Direcção de Serviços de Pessoal
Circular nº 17/2003, de 2 de Outubro de 2003
Assunto: Novo Código do Trabalho - Regime de faltas e licenças
Com a entrada em vigor, no dia 1 de Dezembro de 2003, do Código do Trabalho (Lei nº 99/2003, de 27 de Agosto), o regime de faltas e licenças dos colaboradores sofre profundas alterações. Com a superior autorização do venerável conselho de administração da empresa, o director de pessoal entende ser seu dever esclarecer, desde já, os seguintes pontos:
1 . Baixa por doença
Estar doente não é desculpa para não vir trabalhar, excepto em caso de hospitalização. O atestado médico deixou de ser uma garantia de estar doente, pois se o colaborador estava em condições de, pelo seu pé, procurar um médico também podia ter vindo trabalhar. Além disso, há o provérbio lusitano que diz: “Trabalhar faz bem à saúde”.
2 . Morte na família
Não tem desculpa. Pelo morto não se pode fazer mais nada (muito menos a empresa, que não teve culpa nenhuma). Os preparativos para o enterro podem ser feitos por outro familiar do colaborador. Aliás, é para isso que servem as agências funerárias. Se o colaborador conseguir marcar o enterro para o fim da tarde, a firma deixa-o, de boa vontade, sair uma hora mais cedo. É pressuposto que tenha acabado o trabalho do dia.
3 . Perigo garve e iminente de morrer e que não possa ser evitado
Aqui o colaborador pode contar com a nossa compreensão se:
(i) informar o sucedido com 2 semanas de antecedência, já que somos uma empresa com gestão previsional da mão-de-obra; basta mandar um e-mail, um fax ou um correio azul para esta direcção de serviços a dizer: “Corro um sério risco de morrer dentro de quinze dias”;
(ii) em situação de emergência, atropelamento, acidente, morte súbita, etc., telefonar até às 8:00 horas da manhã para comunicar a triste ocorrência;
(iii) o ideal será sempre enviar a declaração da autoridade de saúde da área de residência do defunto, atestando por sua honra o facto do óbito e as suas causas prováveis, para efeitos epidemiológicos e estatísticos. Somos uma empresa com forte sentido de responsabilidade social e gostamos de colaborar com as autoridades do país mais ocidental da Europa que nos acolheu de braços abertos.
4 . Operações plásticas e outras intervenções cirúrgicas
Intervenções cirúrgicas, tais como operações plásticas, transplantes, etc. ficam doravante proibidas, com a entrada em vigor do novo “rationale” do contrato do trabalho, por violarem o direito de personalidade. A empresa contrata os seus colaboradores tal como eles são e tem a obrigação de proteger a sua vida íntima e privada. Tirar ou acrescentar qualquer órgão, fazer uma plástica e coisas similares pode ser motivo de despedimento com justa causa.
5 . Bodas de Prata/Ouro
Para uma festa deste tipo não damos dias livres. Se estiver casado há 25 ou 50 anos com a mesma pessoa, fique feliz por ainda poder ter o privilégio de, nos tempos que correm, de continuar a ser nosso colaborador.
6 . Aniversário
Há um provérbio oriental que diz: “O facto de teres nascido não quer dizer que o tenhas merecido”. Por isso não damos o dia! A cultura da empresa é favorável ao mérito e não os privilégios do nascimento.
7 . Nascimento de um filho
Por um erro desse calibre não damos dias livres aos nossos colaboradores: se alguém comete asneiras, não podem ser os nossos accionistas a pagá-las. E, além disso, você já teve a sua quota parte de gozo e divertimento.
8. Entrada em vigor
Estas e outras alterações ao regime jurídico de faltas e licenças entram em vigor no dia 1 de Dezembro de 2003.
O director de pessoal,
(assinatura irreconhecível)
_________________
AIG/LG- Out. 2003
Car@s ciberamig@s (II) : Novo regime jurídico de faltas e licenças
Esta é a interpretação (hilariante ? kafkiana ? bigbrotheriana ? totalitária ? brincalhona ? saudavelmente provocadora ? civilista ? sem adjectivos ? ) do novo regime jurídico das faltas e licenças à luz do novo Código do Trabalho, que como vocês sabem foi promulgado pela Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto e vai entrar em vigor em 1 de Dezembro de 2003.
Portugal já tem finalmente o seu Código do Trabalho, com muitos anos de atraso em relação a países pioneiros como a França, por exemplo. Há muita gente a congratular-se com isso (o facto de agora sermos mais europeus do que éramos antes do Código do Trabalho).
A peça que se segue é atribuída ao director de pessoal (?) de uma conhecida multinacional, de origem asiática, estabelecida entre nós há largos anos.
(Nome da empresa)
Direcção de Serviços de Pessoal
Circular nº 17/2003, de 2 de Outubro de 2003
Assunto: Novo Código do Trabalho - Regime de faltas e licenças
Com a entrada em vigor, no dia 1 de Dezembro de 2003, do Código do Trabalho (Lei nº 99/2003, de 27 de Agosto), o regime de faltas e licenças dos colaboradores sofre profundas alterações. Com a superior autorização do venerável conselho de administração da empresa, o director de pessoal entende ser seu dever esclarecer, desde já, os seguintes pontos:
1 . Baixa por doença
Estar doente não é desculpa para não vir trabalhar, excepto em caso de hospitalização. O atestado médico deixou de ser uma garantia de estar doente, pois se o colaborador estava em condições de, pelo seu pé, procurar um médico também podia ter vindo trabalhar. Além disso, há o provérbio lusitano que diz: “Trabalhar faz bem à saúde”.
2 . Morte na família
Não tem desculpa. Pelo morto não se pode fazer mais nada (muito menos a empresa, que não teve culpa nenhuma). Os preparativos para o enterro podem ser feitos por outro familiar do colaborador. Aliás, é para isso que servem as agências funerárias. Se o colaborador conseguir marcar o enterro para o fim da tarde, a firma deixa-o, de boa vontade, sair uma hora mais cedo. É pressuposto que tenha acabado o trabalho do dia.
3 . Perigo garve e iminente de morrer e que não possa ser evitado
Aqui o colaborador pode contar com a nossa compreensão se:
(i) informar o sucedido com 2 semanas de antecedência, já que somos uma empresa com gestão previsional da mão-de-obra; basta mandar um e-mail, um fax ou um correio azul para esta direcção de serviços a dizer: “Corro um sério risco de morrer dentro de quinze dias”;
(ii) em situação de emergência, atropelamento, acidente, morte súbita, etc., telefonar até às 8:00 horas da manhã para comunicar a triste ocorrência;
(iii) o ideal será sempre enviar a declaração da autoridade de saúde da área de residência do defunto, atestando por sua honra o facto do óbito e as suas causas prováveis, para efeitos epidemiológicos e estatísticos. Somos uma empresa com forte sentido de responsabilidade social e gostamos de colaborar com as autoridades do país mais ocidental da Europa que nos acolheu de braços abertos.
4 . Operações plásticas e outras intervenções cirúrgicas
Intervenções cirúrgicas, tais como operações plásticas, transplantes, etc. ficam doravante proibidas, com a entrada em vigor do novo “rationale” do contrato do trabalho, por violarem o direito de personalidade. A empresa contrata os seus colaboradores tal como eles são e tem a obrigação de proteger a sua vida íntima e privada. Tirar ou acrescentar qualquer órgão, fazer uma plástica e coisas similares pode ser motivo de despedimento com justa causa.
5 . Bodas de Prata/Ouro
Para uma festa deste tipo não damos dias livres. Se estiver casado há 25 ou 50 anos com a mesma pessoa, fique feliz por ainda poder ter o privilégio de, nos tempos que correm, de continuar a ser nosso colaborador.
6 . Aniversário
Há um provérbio oriental que diz: “O facto de teres nascido não quer dizer que o tenhas merecido”. Por isso não damos o dia! A cultura da empresa é favorável ao mérito e não os privilégios do nascimento.
7 . Nascimento de um filho
Por um erro desse calibre não damos dias livres aos nossos colaboradores: se alguém comete asneiras, não podem ser os nossos accionistas a pagá-las. E, além disso, você já teve a sua quota parte de gozo e divertimento.
8. Entrada em vigor
Estas e outras alterações ao regime jurídico de faltas e licenças entram em vigor no dia 1 de Dezembro de 2003.
O director de pessoal,
(assinatura irreconhecível)
_________________
AIG/LG- Out. 2003
Portugal já tem finalmente o seu Código do Trabalho, com muitos anos de atraso em relação a países pioneiros como a França, por exemplo. Há muita gente a congratular-se com isso (o facto de agora sermos mais europeus do que éramos antes do Código do Trabalho).
A peça que se segue é atribuída ao director de pessoal (?) de uma conhecida multinacional, de origem asiática, estabelecida entre nós há largos anos.
(Nome da empresa)
Direcção de Serviços de Pessoal
Circular nº 17/2003, de 2 de Outubro de 2003
Assunto: Novo Código do Trabalho - Regime de faltas e licenças
Com a entrada em vigor, no dia 1 de Dezembro de 2003, do Código do Trabalho (Lei nº 99/2003, de 27 de Agosto), o regime de faltas e licenças dos colaboradores sofre profundas alterações. Com a superior autorização do venerável conselho de administração da empresa, o director de pessoal entende ser seu dever esclarecer, desde já, os seguintes pontos:
1 . Baixa por doença
Estar doente não é desculpa para não vir trabalhar, excepto em caso de hospitalização. O atestado médico deixou de ser uma garantia de estar doente, pois se o colaborador estava em condições de, pelo seu pé, procurar um médico também podia ter vindo trabalhar. Além disso, há o provérbio lusitano que diz: “Trabalhar faz bem à saúde”.
2 . Morte na família
Não tem desculpa. Pelo morto não se pode fazer mais nada (muito menos a empresa, que não teve culpa nenhuma). Os preparativos para o enterro podem ser feitos por outro familiar do colaborador. Aliás, é para isso que servem as agências funerárias. Se o colaborador conseguir marcar o enterro para o fim da tarde, a firma deixa-o, de boa vontade, sair uma hora mais cedo. É pressuposto que tenha acabado o trabalho do dia.
3 . Perigo garve e iminente de morrer e que não possa ser evitado
Aqui o colaborador pode contar com a nossa compreensão se:
(i) informar o sucedido com 2 semanas de antecedência, já que somos uma empresa com gestão previsional da mão-de-obra; basta mandar um e-mail, um fax ou um correio azul para esta direcção de serviços a dizer: “Corro um sério risco de morrer dentro de quinze dias”;
(ii) em situação de emergência, atropelamento, acidente, morte súbita, etc., telefonar até às 8:00 horas da manhã para comunicar a triste ocorrência;
(iii) o ideal será sempre enviar a declaração da autoridade de saúde da área de residência do defunto, atestando por sua honra o facto do óbito e as suas causas prováveis, para efeitos epidemiológicos e estatísticos. Somos uma empresa com forte sentido de responsabilidade social e gostamos de colaborar com as autoridades do país mais ocidental da Europa que nos acolheu de braços abertos.
4 . Operações plásticas e outras intervenções cirúrgicas
Intervenções cirúrgicas, tais como operações plásticas, transplantes, etc. ficam doravante proibidas, com a entrada em vigor do novo “rationale” do contrato do trabalho, por violarem o direito de personalidade. A empresa contrata os seus colaboradores tal como eles são e tem a obrigação de proteger a sua vida íntima e privada. Tirar ou acrescentar qualquer órgão, fazer uma plástica e coisas similares pode ser motivo de despedimento com justa causa.
5 . Bodas de Prata/Ouro
Para uma festa deste tipo não damos dias livres. Se estiver casado há 25 ou 50 anos com a mesma pessoa, fique feliz por ainda poder ter o privilégio de, nos tempos que correm, de continuar a ser nosso colaborador.
6 . Aniversário
Há um provérbio oriental que diz: “O facto de teres nascido não quer dizer que o tenhas merecido”. Por isso não damos o dia! A cultura da empresa é favorável ao mérito e não os privilégios do nascimento.
7 . Nascimento de um filho
Por um erro desse calibre não damos dias livres aos nossos colaboradores: se alguém comete asneiras, não podem ser os nossos accionistas a pagá-las. E, além disso, você já teve a sua quota parte de gozo e divertimento.
8. Entrada em vigor
Estas e outras alterações ao regime jurídico de faltas e licenças entram em vigor no dia 1 de Dezembro de 2003.
O director de pessoal,
(assinatura irreconhecível)
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AIG/LG- Out. 2003
Car@s ciberamig@s (I): O poeta é "muito mentiroso"
A Net também é "muito mentirosa", não é só o Pinóquio nem são só os políticos-portugueses-que-juram-pela-sua-honra nem muito menos o misterioso blog que deu tanto que falar no verão passado, pelo menos na blogosfera: enquanto o país ardia, o "muito mentiroso" foi dizendo "muitas mentiras"... A propósito: onde é que o misterioso GOVD (o auto-intitulado Grupo Operacional de Vigilância Democrática) terá aprendido estas técnicas de contra-informação ? Restos em saldo da revolução cultural chinesa ou herança da nossa ex-polícia internacional e de defesa do estado ?
Ainda a propósito da nossa cómico-burlesca vida política (o grande opinion-maker, José Manuel Fernandes, chamou-lhe patética, editorial de ontem do Público!) , não sei como está cotada a honra na Bolsa de Valores de Lisboa... A crer no JPP, o mais famoso blogger português, a honra de um homem não tem preço...Viu-se!
Mas voltando à Net, de vez em quando também passam pelo nosso ecrã montes de disparates. Como por exemplo o testamento de Gabriel Garcia Marquez ou este poemeto (para ler de cima para baixo e de baixo para cima), atribuído a Clarice Lispector (1920-1977)... Ora a grande escritora brasileira, ao que se saiba, nunca escreveu poesia... Mesmo assim, o poemeto (que raio de termo!) tem em gracinha o que lhe falta em qualidade literária. Gracinha, é um favor, que ele é tanto mauzinho, mas serve para mostrar que todo o poeta é um fingidor...
Já agora não o deitemos fora: Pode fazer jeito, pode ser recitado, de baixo para cima (!), à nossa cara metade nas bodas de prata; ou hélas, para os mais felizardos, nas bodas de ouro... E já agora, por que não, nas bodas de diamante ?! Neste caso, para os recordistas do Guiness Book, claro está... Que espero sejam vocês tod@s, que estão no grupo eleito d@s que, como Camões, pensam que "para um tão grande amor é sempre tão curta a vida" (cito de cor).
“Poemeto para ser lido de cima pra baixo e de baixo pra cima”, indevidamente atribuído à grande escritora brasileira Clarice Lispector (1920-1977)
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
E já agora, o poemeto de baixo pra cima:
É tarde demais...
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
EU TE AMO!
E jamais usarei a frase
Já te esqueci!
Sinto cada vez mais que
Alimento um grande amor.
Não poderia dizer jamais que
Você não significa nada.
Sinto dentro de mim que
Nada foi em vão.
Tenho certeza que
Ainda te quero como sempre quis.
Estarei mentindo dizendo que
Não te amo mais.
Car@s ciberamig@s (I): O poeta é "muito mentiroso"
A Net também é "muito mentirosa", não é só o Pinóquio nem são só os políticos-portugueses-que-juram-pela-sua-honra nem muito menos o misterioso blog que deu tanto que falar no verão passado, pelo menos na blogosfera: enquanto o país ardia, o "muito mentiroso" foi dizendo "muitas mentiras"... A propósito: onde é que o misterioso GOVD (o auto-intitulado Grupo Operacional de Vigilância Democrática) terá aprendido estas técnicas de contra-informação ? Restos em saldo da revolução cultural chinesa ou herança da nossa ex-polícia internacional e de defesa do estado ?
Ainda a propósito da nossa cómico-burlesca vida política (o grande opinion-maker, José Manuel Fernandes, chamou-lhe patética, editorial de ontem do Público!) , não sei como está cotada a honra na Bolsa de Valores de Lisboa... A crer no JPP, o mais famoso blogger português, a honra de um homem não tem preço...Viu-se!
Mas voltando à Net, de vez em quando também passam pelo nosso ecrã montes de disparates. Como por exemplo o testamento de Gabriel Garcia Marquez ou este poemeto (para ler de cima para baixo e de baixo para cima), atribuído a Clarice Lispector (1920-1977)... Ora a grande escritora brasileira, ao que se saiba, nunca escreveu poesia... Mesmo assim, o poemeto (que raio de termo!) tem em gracinha o que lhe falta em qualidade literária. Gracinha, é um favor, que ele é tanto mauzinho, mas serve para mostrar que todo o poeta é um fingidor...
Já agora não o deitemos fora: Pode fazer jeito, pode ser recitado, de baixo para cima (!), à nossa cara metade nas bodas de prata; ou hélas, para os mais felizardos, nas bodas de ouro... E já agora, por que não, nas bodas de diamante ?! Neste caso, para os recordistas do Guiness Book, claro está... Que espero sejam vocês tod@s, que estão no grupo eleito d@s que, como Camões, pensam que "para um tão grande amor é sempre tão curta a vida" (cito de cor).
“Poemeto para ser lido de cima pra baixo e de baixo pra cima”, indevidamente atribuído à grande escritora brasileira Clarice Lispector (1920-1977)
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
E já agora, o poemeto de baixo pra cima:
É tarde demais...
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
EU TE AMO!
E jamais usarei a frase
Já te esqueci!
Sinto cada vez mais que
Alimento um grande amor.
Não poderia dizer jamais que
Você não significa nada.
Sinto dentro de mim que
Nada foi em vão.
Tenho certeza que
Ainda te quero como sempre quis.
Estarei mentindo dizendo que
Não te amo mais.
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