10 novembro 2003

Humor com humor se paga - X: Marketing (social) para profissionais de saúde (1)

Vocês, meninos e meninas que trabalham na educação e promoção da saúde, vocês, médicos, enfermeiros e outros prestadores de cuidados de saúde, vocês, administradores de serviços de saúde, eu acho que todos vós deviam aprender (mais) com os criativos do marketing e da publicidade... Eis aqui um exemplo (bem humorado) de como se pode jogar com as ideias... Bem humorado e com bom gosto, o que contrasta claramente com a maior parte das mensagens usadas nas campanhas anti-tabágicas ou até contra a sida. (Enfim, seria longa a discussão sobre as armas do terror e da inteligência ao serviço da saúde pública...). De qualquer modo, imaginem o tipo de slogan publicitário que as grandes marcas (sem as quais já não podemos viver...) utilizariam se produzissem e comercializassem preservativos... Quem disse que o marketing (social) não pode ser útil para as grandes causas da saúde ?





Preservativos American Express Card: Não saia de casa sem eles...

Preservativos Bacardi: Recomenda-se um consumo responsável...

Preservativos BIC: Bic laranja ponta fina, Bic cristal ponta normal...

Preservativos Carlsberg: Provavelmente, o melhor preservativo do mundo...

Preservativos Chiclete Ice: Um estalo de prazer...

Preservativos Chiva Regal: Yes, God is a (wo)man...

Preservativos Citröen: Você não imagina tudo o eu que posso fazer por si...

Preservativos Clix: Custa nix...

Preservativos Dove: Os únicos com creme hidratante...

Preservativos Duracell: E duram e duram e duram...

Preservativos Evax: Não se mexe, não se nota, não passa nada...

Preservativos Ferrero Rocher: Ambrósio, apetece-me algo...

Preservativos Halls: Ainda fresco...

Preservativos Ice Tea: Apague a sua sede..

Preservativos Kodak: Para mais tarde recordar...

Preservativos L’Oreal: Porque você merece...

Preservativos Luso: Tão natural como a sua sede...

Preservativos M&M's: Desfazem-se na tua boca, não na tua mão...

Preservativos McDonald's: Oferta 2 x 500...

Preservativos Michelin: Quilómetros de estrada...

Preservativos Microsofy: Where do you want to go today ?

Preservativos Nike: Just do it...

Preservativos Nokia: Connecting people...

Preservativos Optimus: Agora, toda a gente pode ter um topo de gama...

Preservativos Páginas Amarelas: Vá pelos seus dedos...

Preservativos Pepsi: Ask for more...

Preservativos Pescanova: O bom sai bem...

Preservativos Pingo Doce: No sítio do costume...

Preservativos Pizza Bellini: O segredo está na massa...

Preservativos Pringles: Quando fazes pop, já não há stop...

Preservativos Red Bull: Dão-te asaaaaassss...

Preservativos Sagres: A nossa selecção...

Preservativos Samsung: Desafiando os limites...

Preservativos Samsung: Everyone is invited...

Preservativos Sony: Se não podes vencê-los, junta-te a eles...

Preservativos Superbock: Sabor autêntico...

Preservativos TMN: Mais perto do que é importante...

Preservativos UEFA: The Chaaaaaammmmpioooooooonnnnnnssss...

Preservativos Vodafone: Onde você estiver, está bem...





Humor com humor se paga - X: Marketing (social) para profissionais de saúde (1)

Vocês, meninos e meninas que trabalham na educação e promoção da saúde, vocês, médicos, enfermeiros e outros prestadores de cuidados de saúde, vocês, administradores de serviços de saúde, eu acho que todos vós deviam aprender (mais) com os criativos do marketing e da publicidade... Eis aqui um exemplo (bem humorado) de como se pode jogar com as ideias... Bem humorado e com bom gosto, o que contrasta claramente com a maior parte das mensagens usadas nas campanhas anti-tabágicas ou até contra a sida. (Enfim, seria longa a discussão sobre as armas do terror e da inteligência ao serviço da saúde pública...). De qualquer modo, imaginem o tipo de slogan publicitário que as grandes marcas (sem as quais já não podemos viver...) utilizariam se produzissem e comercializassem preservativos... Quem disse que o marketing (social) não pode ser útil para as grandes causas da saúde ?


Preservativos American Express Card: Não saia de casa sem eles...
Preservativos Bacardi: Recomenda-se um consumo responsável...
Preservativos BIC: Bic laranja ponta fina, Bic cristal ponta normal...
Preservativos Carlsberg: Provavelmente, o melhor preservativo do mundo...
Preservativos Chiclete Ice: Um estalo de prazer...
Preservativos Chiva Regal: Yes, God is a (wo)man...
Preservativos Citröen: Você não imagina tudo o eu que posso fazer por si...
Preservativos Clix: Custa nix...
Preservativos Dove: Os únicos com creme hidratante...
Preservativos Duracell: E duram e duram e duram...
Preservativos Evax: Não se mexe, não se nota, não passa nada...
Preservativos Ferrero Rocher: Ambrósio, apetece-me algo...
Preservativos Halls: Ainda fresco...
Preservativos Ice Tea: Apague a sua sede..
Preservativos Kodak: Para mais tarde recordar...
Preservativos L’Oreal: Porque você merece...
Preservativos Luso: Tão natural como a sua sede...
Preservativos M&M's: Desfazem-se na tua boca, não na tua mão...
Preservativos McDonald's: Oferta 2 x 500...
Preservativos Michelin: Quilómetros de estrada...
Preservativos Microsofy: Where do you want to go today ?
Preservativos Nike: Just do it...
Preservativos Nokia: Connecting people...
Preservativos Optimus: Agora, toda a gente pode ter um topo de gama...
Preservativos Páginas Amarelas: Vá pelos seus dedos...
Preservativos Pepsi: Ask for more...
Preservativos Pescanova: O bom sai bem...
Preservativos Pingo Doce: No sítio do costume...
Preservativos Pizza Bellini: O segredo está na massa...
Preservativos Pringles: Quando fazes pop, já não há stop...
Preservativos Red Bull: Dão-te asaaaaassss...
Preservativos Sagres: A nossa selecção...
Preservativos Samsung: Desafiando os limites...
Preservativos Samsung: Everyone is invited...
Preservativos Sony: Se não podes vencê-los, junta-te a eles...
Preservativos Superbock: Sabor autêntico...
Preservativos TMN: Mais perto do que é importante...
Preservativos UEFA: The Chaaaaaammmmpioooooooonnnnnnssss...
Preservativos Vodafone: Onde você estiver, está bem...


09 novembro 2003

Blogantologia(s) - III: Frases feitas, desfeitas e refeitas

Frases do dia, da semana, do mês, do ano, do decénio, do século, do milénio, frases para todos, para todos os gostos e para todas as idades... Geniais ou idiotas, tanto faz! Frases feitas, refeitas e desfeitas como a punheta de bacalhau. Os meus ciber-agradecimentos aos génios e aos idiotas que as escreveram. Os comentários são da lavra da nossa quinta.



11. A pior das sextas-feiras ainda é melhor do que a melhor das segundas-feiras. (... Mesmo assim, és um sortudo porque: (i) tens um emprego; (ii) não trabalhas por turnos; (iii) e ainda és capaz de ter sonhos e ter febre, ou pelo menos sonhar com a febre de sexta-feira à noite...).



12. As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis! (... Houve uma altura em que a moda era: O que é grande é que é bom; depois mudou-se o trocadilho: o pequeno é bonito; agora, não interessa tanto o tamanho, como sobretudo a fêvera, sem gordura).



13. Nasci careca, nu e sem dentes: tudo o que vier por acréscimo, é lucro! (... Mas não te esqueças, ó homem, que o teu processo de envelhecimento é medido por um estranho relógio, que é tanto biológico como social).



14. O amor é cego mas o casamento devolve-lhe a visão. (Alguém quer comentar ou contar a sua história de vida ?).



15. O amor é como a gripe, apanha-se na rua, resolve-se na cama. (Se todas as doenças se resolvessem na cama, os portugas eram um povo saudável).



16. O teu futuro depende dos teus sonhos; não percas tempo... vai dormir! (Quando os sonhos passarem a estar cotados na bolsa, talvez valha a pena taylorizar a arte de sonhar; não vejo o ministro da economia preocupar-se com a produtividade, a qualidade e a competitividade da nossa indústria do sonho).



17. Os amigos vêm e vão, os inimigos acumulam-se. (Que tipo de inimigos podes ter ? Os de morte, os de estimação e os da humanidade...).



18. Quando encontrares uma pedra no teu caminho, não chutes, faz dela um degrau e... sobe na vida! (Obrigado, é moralizador e moralizante; frase a ser ensinada aos sem-abrigo para que um dia consigam chegar ao topo do edifício do Hotel Sheraton e dormir na suite presidencial).



19. Quando te sentires com os pneus da auto-estima em baixo, lembra-te, companheiro, que um dia já foste o espermatozóide mais rápido do teu grupo! (... Obrigado, Carlos Drawin, pela crueldade de mo lembrares; na altura tal facto não ficou registado, e não havia ainda o livro de recordes do Guiness).



20. Vive de forma a que a tua presença não seja notada e que a tua falta seja sentida! (Totalmente falso: sem exposição mediática, tu não existes!.. Fico na dúvida sobre o sentido desta frase sibilina: será um convite para passares ao anonimato ?).

Blogantologia(s) - III: Frases feitas, desfeitas e refeitas

Frases do dia, da semana, do mês, do ano, do decénio, do século, do milénio, frases para todos, para todos os gostos e para todas as idades... Geniais ou idiotas, tanto faz! Frases feitas, refeitas e desfeitas como a punheta de bacalhau. Os meus ciber-agradecimentos aos génios e aos idiotas que as escreveram. Os comentários são da lavra da nossa quinta.

11. A pior das sextas-feiras ainda é melhor do que a melhor das segundas-feiras. (... Mesmo assim, és um sortudo porque: (i) tens um emprego; (ii) não trabalhas por turnos; (iii) e ainda és capaz de ter sonhos e ter febre, ou pelo menos sonhar com a febre de sexta-feira à noite...).

12. As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis! (... Houve uma altura em que a moda era: O que é grande é que é bom; depois mudou-se o trocadilho: o pequeno é bonito; agora, não interessa tanto o tamanho, como sobretudo a fêvera, sem gordura).

13. Nasci careca, nu e sem dentes: tudo o que vier por acréscimo, é lucro! (... Mas não te esqueças, ó homem, que o teu processo de envelhecimento é medido por um estranho relógio, que é tanto biológico como social).

14. O amor é cego mas o casamento devolve-lhe a visão. (Alguém quer comentar ou contar a sua história de vida ?).

15. O amor é como a gripe, apanha-se na rua, resolve-se na cama. (Se todas as doenças se resolvessem na cama, os portugas eram um povo saudável).

16. O teu futuro depende dos teus sonhos; não percas tempo... vai dormir! (Quando os sonhos passarem a estar cotados na bolsa, talvez valha a pena taylorizar a arte de sonhar; não vejo o ministro da economia preocupar-se com a produtividade, a qualidade e a competitividade da nossa indústria do sonho).

17. Os amigos vêm e vão, os inimigos acumulam-se. (Que tipo de inimigos podes ter ? Os de morte, os de estimação e os da humanidade...).

18. Quando encontrares uma pedra no teu caminho, não chutes, faz dela um degrau e... sobe na vida! (Obrigado, é moralizador e moralizante; frase a ser ensinada aos sem-abrigo para que um dia consigam chegar ao topo do edifício do Hotel Sheraton e dormir na suite presidencial).

19. Quando te sentires com os pneus da auto-estima em baixo, lembra-te, companheiro, que um dia já foste o espermatozóide mais rápido do teu grupo! (... Obrigado, Carlos Drawin, pela crueldade de mo lembrares; na altura tal facto não ficou registado, e não havia ainda o livro de recordes do Guiness).

20. Vive de forma a que a tua presença não seja notada e que a tua falta seja sentida! (Totalmente falso: sem exposição mediática, tu não existes!.. Fico na dúvida sobre o sentido desta frase sibilina: será um convite para passares ao anonimato ?).

Blogantologia(s) - II: A insustentável leveza da sabedoria de senso comum

Obrigado, sábi@s ciberamig@s! Frases que vocês me mandaram ou que vieram por aí, pela blogosfera abaixo, com(o) a espuma que escorre deste(s) dia(s)... Não têm copyright, pertencem ao fundo cultural da humanidade o qual, com a globalização, está a saque... Há quem aprecie o género, que tem algumas vantagens: as máximas da sabedoria do senso comum podem ser usadas, por exemplo, como arma de defesa em caso de assédio (i)moral no local de trabalho. A propósito, não se esqueçam que o dito (assédio) passou a ser punido nos termos do art. 24º do Código do Trabalho (em vigor a partir de 1 de Dezembro de 2003.



Os passarões dos sociólogos foram treinados para desconfiar da sabedoria do senso comum... Mas este blogue também é como o livro de reclamações das pensões rascas da Praça da Alegria (há sempre uma praça da alegria em cada vila e cidade dos portugas). E quem disse que não podia haver pensamentos sublimes nas portas das casas de banho dos teatros da cidade que fecharam à morte do último espectador ? Podem ser sublimes mas são tristes como a morte...





1. @s vegetarian@s não gritam quando têm um orgasmo pelas simples razão de não quererem admitir que um pedaço de carne lhes dá tanto gozo (È pressuposto o Homo Sapiens Sapiens gritar quando tem um orgasmo, independentemente de ser omnívoro, carnívoro ou vegetariano ?)



2. A estatística é igual ao biquini: mostra tudo, mas esconde o essencial! (Será por isso que os honens da ciência e do poder a tratam tão mal ?)



3. As mulheres são como o vinho: com o passar dos anos, umas refinam o sabor; outras, as que azedam, é por falta de rolha. (Generalizações abusivas... E as santas ? Como é que chegam à santidade ?)



4. Em dias de temporal e de trovoada, o lugar mais seguro é perto da sogra... Não há raio que a parta! (A soga, essa instituição!)



5. Melancia grande e mulher muito boa ninguém come sozinho. (Não sei quem foi o antropófago que disse isto...)



6. Nunca discutas com um idiota: ele põe-te ao nível dele... e depois ganha-te em experiência. (O problemas é, na tua empresa, teres que cumprir ordens de idiotas...)



7. Os chefes são como as nuvens, quando desaparecem fica um dia lindo. (Decididamente os portugas não gostam dos Chefes, nem dos grandes nem dos pequenos).



8. Quem trabalha muito, erra muito; quem trabalha pouco, erra pouco; quem não trabalha não erra; e quem não erra é promovido. (Um verdadeiro tratado sobre a Gestão de Recursos Humanos na terra dos portugas).



9. Se as coisas são feitas para serem usadas e as pessoas para serem amadas, por que é que tu, meu irmão, amas as coisas e usas as pessoas ? (O ter e o ser tornaram-se disjuntivos ?)



10. Se os chefes, lá na minha empresa, fossem ficheiros electrónicos, a extensão só poderia ser .fdp (=filho da puta) (Está visto, não há índio que goste do chefe que tem, mas todos os índios adorariam chegar um dia a ser chefes...).



Blogantologia(s) - II: A insustentável leveza da sabedoria de senso comum

Obrigado, sábi@s ciberamig@s! Frases que vocês me mandaram ou que vieram por aí, pela blogosfera abaixo, com(o) a espuma que escorre deste(s) dia(s)... Não têm copyright, pertencem ao fundo cultural da humanidade o qual, com a globalização, está a saque... Há quem aprecie o género, que tem algumas vantagens: as máximas da sabedoria do senso comum podem ser usadas, por exemplo, como arma de defesa em caso de assédio (i)moral no local de trabalho. A propósito, não se esqueçam que o dito (assédio) passou a ser punido nos termos do art. 24º do Código do Trabalho (em vigor a partir de 1 de Dezembro de 2003.

Os passarões dos sociólogos foram treinados para desconfiar da sabedoria do senso comum... Mas este blogue também é como o livro de reclamações das pensões rascas da Praça da Alegria (há sempre uma praça da alegria em cada vila e cidade dos portugas). E quem disse que não podia haver pensamentos sublimes nas portas das casas de banho dos teatros da cidade que fecharam à morte do último espectador ? Podem ser sublimes mas são tristes como a morte...


1. @s vegetarian@s não gritam quando têm um orgasmo pelas simples razão de não quererem admitir que um pedaço de carne lhes dá tanto gozo (È pressuposto o Homo Sapiens Sapiens gritar quando tem um orgasmo, independentemente de ser omnívoro, carnívoro ou vegetariano ?)

2. A estatística é igual ao biquini: mostra tudo, mas esconde o essencial! (Será por isso que os honens da ciência e do poder a tratam tão mal ?)

3. As mulheres são como o vinho: com o passar dos anos, umas refinam o sabor; outras, as que azedam, é por falta de rolha. (Generalizações abusivas... E as santas ? Como é que chegam à santidade ?)

4. Em dias de temporal e de trovoada, o lugar mais seguro é perto da sogra... Não há raio que a parta! (A soga, essa instituição!)

5. Melancia grande e mulher muito boa ninguém come sozinho. (Não sei quem foi o antropófago que disse isto...)

6. Nunca discutas com um idiota: ele põe-te ao nível dele... e depois ganha-te em experiência. (O problemas é, na tua empresa, teres que cumprir ordens de idiotas...)

7. Os chefes são como as nuvens, quando desaparecem fica um dia lindo. (Decididamente os portugas não gostam dos Chefes, nem dos grandes nem dos pequenos).

8. Quem trabalha muito, erra muito; quem trabalha pouco, erra pouco; quem não trabalha não erra; e quem não erra é promovido. (Um verdadeiro tratado sobre a Gestão de Recursos Humanos na terra dos portugas).

9. Se as coisas são feitas para serem usadas e as pessoas para serem amadas, por que é que tu, meu irmão, amas as coisas e usas as pessoas ? (O ter e o ser tornaram-se disjuntivos ?)

10. Se os chefes, lá na minha empresa, fossem ficheiros electrónicos, a extensão só poderia ser .fdp (=filho da puta) (Está visto, não há índio que goste do chefe que tem, mas todos os índios adorariam chegar um dia a ser chefes...).

Humor com humor se paga - IX: A grande sabedoria dos velhos...

John asks his grandpa:

- Do you still have sex with Granny?



Grandpa says:

- Yes, but only oral.



John says:

- What is oral?



Grandpa:

- I say Fuck you, and she says: Fuck you too.



(Enviada por A.M. Cinco estrelinhas!).

Humor com humor se paga - IX: A grande sabedoria dos velhos...

John asks his grandpa:
- Do you still have sex with Granny?

Grandpa says:
- Yes, but only oral.

John says:
- What is oral?

Grandpa:
- I say Fuck you, and she says: Fuck you too.

(Enviada por A.M. Cinco estrelinhas!).

08 novembro 2003

Humor com humor se paga - VIII: O inferno ? O melhor ainda é o português!...

Tenho de agradecer à minha amiga AIG que me mandou esta peça de humor tão patriótica quanto a artística louça das Caldas, a qual por sua vez corre o sério risco de se tornar um dos raros produtos handmade in Portugal e de vir até a destronar o viril galo de Barcelos (A propósito, nunca soube se o galo era capão...). O Mestre Bordalo (MB) deu-lhe, à peça, o toque artístico que convinha a um blogue minimamente sério, respeitável e com pretensões a ser lidos colarinhos barncos pela classe média B, como este blogue (A classe média A, os colarinhos dourados, essa, não bloga, faz coisas mais interessantes: por ex., joga ténis para se manter em forma, coisa que os blogadores não fazem). Ao mestre e à aluna os meus agradecimenos. LG

__________



Um desgraçado e impenitente pecador, de apelido Pipi por parte do pai, portuga de nascimento, libertino de condição, morreu e foi parar ao inferno. Ao chegar perguntou-lhe um diabinho, de nome Bibi por parte da mãe:

- Bem vindo ao inferno, ó picha d'aço! Queres ir para o bloco P ou para o bloco E ? O P é o português; o E é o espanhol...



A pobre alma danada perguntou se, independentemente da nacionalidade, havia alguma diferença, se havia algum bloco com mais estrelas do que outro, chavalas, suite, piscina, Lux à noite...

-Bom, inferno só há um e mais nenhum (tirando o da Casa Pia, lá na desgraçada da tua terra)... Mesmo assim o Diabo nosso pai achou que sempre era melhor separar, através de um muro, os portugas e os espanholitos... Amigos, amigos, vizinhos à parte, sabes como é... Resumindo: No inferno dos teus patrícios terás que comer uma lata de 5 kg de merda a todas as refeições.... Estamos a reciclar a merda que vocês cagam em vida. À noite dormes em cima dum braseiro infernal, alimentado a sobro e a azinho dos montados de Portugal que arderam no último verão. Gajas, poucas, que a maior parte das portugas vão para o purgatório ou para o céu... Quanto ao inferno dos espanholitos, a única diferença é que só comes castanholas e pandeiretas... Quanto a estrelas, é uma classificação que não usamos; além disso, meu filho, tira o cavalinho da chuva que do inferno nunca poderás olhar as estrelas do céu nem muito menos espreitar as cricas que tu comeste lá na terra...



Mal por mal, e pensando bem, o Pipi acabou por optar pelo inferno espanhol. Para ele, a Espanha sempre fora a fiesta, as touradas, a movida, a sangria, as conaças andaluzas, muita fruta para um homem só numa só vida... De certo que lá ainda haveria umas ratas em bom estado de conservação, a avaliar pelo rácio pipi/cricas por mil almas penadas que tinha visto no folheto do turismo sexual antes de partir para a última morada.



Mas quando lá chegou, encontrou tod@s @s espanholit@s cabisbaix@s e tristes, de pipis e cricas murchas. Em contrapartida, do outro lado do muro chegavam sons de farra, gargalhadas, fogo de artifício, orgasmos futebolísticos, capas e batinas a esvoaçar, festivais de cantorias, com apenas um ou outro soluço afadistado pelo meio, uma ou outra ave-maria arrependida...



- Hei, pessoal! Como é que vocês, apesar de tudo, conseguem mostrar que são pobretes mas alegretes ? perguntou o Pipi, desolado. Vocês têm de comer uma lata de 5 kg. de merda à refeição e mesmo assim não andam fodidos!... Sinceramente não percebo!

- Bom, ó Vasconcelos de Ayamonte, ó Don Juan de Badajoz, aqui é, sempre foi e há-de ser Portugal.... Se não, repara: Um dia falta a lata, no outro falha o abastecimento da merda, no outro é o diabo que não vem porque tem uma reunião importante ou manda o Bibi que é amnésico... Ou então é feriado e depois fazemos ponte e no dia seguinte os bombeiros voluntários não entregam a lenha para o braseiro... E assim se vai andando, às vezes gemendo e chorando, e outras cantando e rindo... Em boa verdade, ainda está para nascer o caralho que nos foda a todos.



AIG/MB

Humor com humor se paga - VIII: O inferno ? O melhor ainda é o português!...

Tenho de agradecer à minha amiga AIG que me mandou esta peça de humor tão patriótica quanto a artística louça das Caldas, a qual por sua vez corre o sério risco de se tornar um dos raros produtos handmade in Portugal e de vir até a destronar o viril galo de Barcelos (A propósito, nunca soube se o galo era capão...). O Mestre Bordalo (MB) deu-lhe, à peça, o toque artístico que convinha a um blogue minimamente sério, respeitável e com pretensões a ser lidos colarinhos barncos pela classe média B, como este blogue (A classe média A, os colarinhos dourados, essa, não bloga, faz coisas mais interessantes: por ex., joga ténis para se manter em forma, coisa que os blogadores não fazem). Ao mestre e à aluna os meus agradecimenos. LG
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Um desgraçado e impenitente pecador, de apelido Pipi por parte do pai, portuga de nascimento, libertino de condição, morreu e foi parar ao inferno. Ao chegar perguntou-lhe um diabinho, de nome Bibi por parte da mãe:
- Bem vindo ao inferno, ó picha d'aço! Queres ir para o bloco P ou para o bloco E ? O P é o português; o E é o espanhol...

A pobre alma danada perguntou se, independentemente da nacionalidade, havia alguma diferença, se havia algum bloco com mais estrelas do que outro, chavalas, suite, piscina, Lux à noite...
-Bom, inferno só há um e mais nenhum (tirando o da Casa Pia, lá na desgraçada da tua terra)... Mesmo assim o Diabo nosso pai achou que sempre era melhor separar, através de um muro, os portugas e os espanholitos... Amigos, amigos, vizinhos à parte, sabes como é... Resumindo: No inferno dos teus patrícios terás que comer uma lata de 5 kg de merda a todas as refeições.... Estamos a reciclar a merda que vocês cagam em vida. À noite dormes em cima dum braseiro infernal, alimentado a sobro e a azinho dos montados de Portugal que arderam no último verão. Gajas, poucas, que a maior parte das portugas vão para o purgatório ou para o céu... Quanto ao inferno dos espanholitos, a única diferença é que só comes castanholas e pandeiretas... Quanto a estrelas, é uma classificação que não usamos; além disso, meu filho, tira o cavalinho da chuva que do inferno nunca poderás olhar as estrelas do céu nem muito menos espreitar as cricas que tu comeste lá na terra...

Mal por mal, e pensando bem, o Pipi acabou por optar pelo inferno espanhol. Para ele, a Espanha sempre fora a fiesta, as touradas, a movida, a sangria, as conaças andaluzas, muita fruta para um homem só numa só vida... De certo que lá ainda haveria umas ratas em bom estado de conservação, a avaliar pelo rácio pipi/cricas por mil almas penadas que tinha visto no folheto do turismo sexual antes de partir para a última morada.

Mas quando lá chegou, encontrou tod@s @s espanholit@s cabisbaix@s e tristes, de pipis e cricas murchas. Em contrapartida, do outro lado do muro chegavam sons de farra, gargalhadas, fogo de artifício, orgasmos futebolísticos, capas e batinas a esvoaçar, festivais de cantorias, com apenas um ou outro soluço afadistado pelo meio, uma ou outra ave-maria arrependida...

- Hei, pessoal! Como é que vocês, apesar de tudo, conseguem mostrar que são pobretes mas alegretes ? perguntou o Pipi, desolado. Vocês têm de comer uma lata de 5 kg. de merda à refeição e mesmo assim não andam fodidos!... Sinceramente não percebo!
- Bom, ó Vasconcelos de Ayamonte, ó Don Juan de Badajoz, aqui é, sempre foi e há-de ser Portugal.... Se não, repara: Um dia falta a lata, no outro falha o abastecimento da merda, no outro é o diabo que não vem porque tem uma reunião importante ou manda o Bibi que é amnésico... Ou então é feriado e depois fazemos ponte e no dia seguinte os bombeiros voluntários não entregam a lenha para o braseiro... E assim se vai andando, às vezes gemendo e chorando, e outras cantando e rindo... Em boa verdade, ainda está para nascer o caralho que nos foda a todos.

AIG/MB

Blogantologia(s) - I: Provérbios do mundo

O meu amigo J. Dupret tem a sabedoria daqueles que nasceram do ventre da Mãe África, cresceram com os embondeiros, acalentaram os mais belos sonhos do mundo e nunca desistiram de os contar e de os viver, mesmo quando o pesadelo da realidade às vezes parecia querer esmagar tudo e todos, homens, mulheres, crianças, bichos e árvores...



Esta pequena antologia de provérbios do mundo foi ele que me mandou, num gesto simples de amizade. Estamos longe, mas mesmo assim à distância de um clique. Acho que ela merece ser partilhada com @s demais car@s ciberamig@s deste blogador. Limitei-me a ordená-los de A a Z:



A boca de uma mulher nunca tira férias (Provérbio crioulo).

A mais alta das torres começa no solo (Provérbio chinês).

A terra atrai tanto que os velhos andam curvados (Provérbio arménio).

Amor de jovem é água no cesto (Provérbio espanhol).

Antes de começares o trabalho de mudar o mundo, dá três voltas dentro da tua casa(Provérbio chinês).

Caia a faca no melão ou o melão na faca, o melão sofre (Provérbio chinês).

Casa e serás feliz uma semana; mata um porco e serás feliz um mês; sê padre e serás feliz a vida toda (Provérbio polaco).

Casar-se uma vez é um dever, duas vezes é uma tolice e três vezes uma loucura (Provérbio holandês).

Começar já é metade de toda a acção (Provérbio grego).

Cuidado com as mulheres barbudas e com os homens imberbes (Provérbio basco).

Fevereiro tem 28 dias; é neste mês que as mulheres falam menos (Provérbio brasileiro/mineiro).

Há três tipos de homens que não entendem nada de mulheres: os jovens, os velhos e os que estão entre os dois (Provérbio irlandês).

Já que o amor é cego, o importante é apalpar (Provérbio brasileiro).

Melhor bem enforcado do que mal casado (Provérbio alemão).

Melhor uma vara curta do que dormir sozinha (Provérbio feminino africano).

Não cases por dinheiro, podes conseguir empréstimo mais barato (Provérbio escocês).

Não há remédio para o medo (Provérbio escocês).

Não podes fazer uma omelete sem partir os ovos (Provérbio francês).

O casamento é como uma armadilha para enguias: as que estão fora querem entrar e as que estão dentro querem sair (Provérbio norueguês).

Quando estás certo, ninguém se lembra; quando estás errado, ninguém esquece(Provérbio irlandês).

Quando uma mulher não sabe o que responder é porque não há mais água no mar (Provérbio grego).

Quem gasta tudo o que tem, muitas vezes diz o que não convém, faz o que não deve, julga o que não vê e gasta o que não pode (Provérbio árabe).

Quer os elefantes lutem, quer façam amor, quem se lixa é sempre o capim (Provérbio africano).

Saber demasiado é envelhecer precocemente (Provérbio russo).

Um solteiro pode ser tão idiota quanto um homem casado, mas ele ouve isso menos vezes (Provérbio francês).

Urubu, na guerra, é galinha (Provérbio brasileiro).

Blogantologia(s) - I: Provérbios do mundo

O meu amigo J. Dupret tem a sabedoria daqueles que nasceram do ventre da Mãe África, cresceram com os embondeiros, acalentaram os mais belos sonhos do mundo e nunca desistiram de os contar e de os viver, mesmo quando o pesadelo da realidade às vezes parecia querer esmagar tudo e todos, homens, mulheres, crianças, bichos e árvores...

Esta pequena antologia de provérbios do mundo foi ele que me mandou, num gesto simples de amizade. Estamos longe, mas mesmo assim à distância de um clique. Acho que ela merece ser partilhada com @s demais car@s ciberamig@s deste blogador. Limitei-me a ordená-los de A a Z:

A boca de uma mulher nunca tira férias (Provérbio crioulo).
A mais alta das torres começa no solo (Provérbio chinês).
A terra atrai tanto que os velhos andam curvados (Provérbio arménio).
Amor de jovem é água no cesto (Provérbio espanhol).
Antes de começares o trabalho de mudar o mundo, dá três voltas dentro da tua casa(Provérbio chinês).
Caia a faca no melão ou o melão na faca, o melão sofre (Provérbio chinês).
Casa e serás feliz uma semana; mata um porco e serás feliz um mês; sê padre e serás feliz a vida toda (Provérbio polaco).
Casar-se uma vez é um dever, duas vezes é uma tolice e três vezes uma loucura (Provérbio holandês).
Começar já é metade de toda a acção (Provérbio grego).
Cuidado com as mulheres barbudas e com os homens imberbes (Provérbio basco).
Fevereiro tem 28 dias; é neste mês que as mulheres falam menos (Provérbio brasileiro/mineiro).
Há três tipos de homens que não entendem nada de mulheres: os jovens, os velhos e os que estão entre os dois (Provérbio irlandês).
Já que o amor é cego, o importante é apalpar (Provérbio brasileiro).
Melhor bem enforcado do que mal casado (Provérbio alemão).
Melhor uma vara curta do que dormir sozinha (Provérbio feminino africano).
Não cases por dinheiro, podes conseguir empréstimo mais barato (Provérbio escocês).
Não há remédio para o medo (Provérbio escocês).
Não podes fazer uma omelete sem partir os ovos (Provérbio francês).
O casamento é como uma armadilha para enguias: as que estão fora querem entrar e as que estão dentro querem sair (Provérbio norueguês).
Quando estás certo, ninguém se lembra; quando estás errado, ninguém esquece(Provérbio irlandês).
Quando uma mulher não sabe o que responder é porque não há mais água no mar (Provérbio grego).
Quem gasta tudo o que tem, muitas vezes diz o que não convém, faz o que não deve, julga o que não vê e gasta o que não pode (Provérbio árabe).
Quer os elefantes lutem, quer façam amor, quem se lixa é sempre o capim (Provérbio africano).
Saber demasiado é envelhecer precocemente (Provérbio russo).
Um solteiro pode ser tão idiota quanto um homem casado, mas ele ouve isso menos vezes (Provérbio francês).
Urubu, na guerra, é galinha (Provérbio brasileiro).

07 novembro 2003

Portugas que merecem as nossas palmas – I: Centro Regional de Saúde Pública de Coimbra

O Centro Regional de Saúde Pública de Coimbra tem um serviço de saúde ocupacional para os cerca de 2800 trabalhadores da Sub-região de Saúde de Coimbra. 3 médicos, 2 enfermeiras, 1 técnico de cardiopneumografia, 1 técnico de optometria e 1 assistente administrativa. Os médicos (de saúde pública e do trabalho) são voluntários, disponibilizando 5 manhãs por semana.



O programa não se limita a fazer os exames de saúde, periódicos e não periódicos, dos trabalhadores da SRS de Coimbra, tem também preocupações com a promoção da saúde no local de trabalho, incluindo a sensibilização, informação e educação para a saúde dos trabalhadores (por ex., posturas de trabalho, pausas, exposição a ecrãs, riscos físicos, químicos, biológicos e psicossociais).



Este é um exemplo, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de como se podem fazer boas omeletes com os poucos ovos das galinhas da nossa capoeira. O CRSP de Coimbra não ficou à espera da resposta à pergunta: Quem cuida de nós, prestadores de cuidados de saúde ?



Muitas vezes esquecemo-nos, nós, portugas que estamos do outro lado do balcão do centro de saúde ou na sala de espera da urgência do hospital, que os prestadores de cuidados de saúde e o pessoal de apoio dos serviços de saúde também têm problemas de saúde: patologia osteomuscular, síndroma ansioso-depressiva, alterações da visão, obesidade, patologia cardiovascular, patologia alergológica e por aí fora.



Quando o empregador (o SNS) não dá o exemplo (neste caso, não cumpre as suas obrigações legais, de acordo com a legislação em vigor, e que são: (i) prevenir os riscos profissionais e (ii) promover a saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde...), pequenas/grandes iniciativas como estas merecem o nosso aplauso. Assisti ontem, no âmbito do I Encontro Sistémica e Cuidados de Saúde (Coimbra, 6-8 de Novembro de 2003), à apresentação deste programa que já está em marcha há alguns anos.



Parabéns ao Dr. José Tereso, que coordena o CRSP de Coimbra, e à equipa que está envolvida nos programas de saúde ocupacional e de promoção da saúde no local de trabalho (incluindo os Drs. J.C. Borges, F. Lopes e A. Morais).



Estes portugas merecem as nossas palmas!

Portugas que merecem as nossas palmas – I: Centro Regional de Saúde Pública de Coimbra

O Centro Regional de Saúde Pública de Coimbra tem um serviço de saúde ocupacional para os cerca de 2800 trabalhadores da Sub-região de Saúde de Coimbra. 3 médicos, 2 enfermeiras, 1 técnico de cardiopneumografia, 1 técnico de optometria e 1 assistente administrativa. Os médicos (de saúde pública e do trabalho) são voluntários, disponibilizando 5 manhãs por semana.

O programa não se limita a fazer os exames de saúde, periódicos e não periódicos, dos trabalhadores da SRS de Coimbra, tem também preocupações com a promoção da saúde no local de trabalho, incluindo a sensibilização, informação e educação para a saúde dos trabalhadores (por ex., posturas de trabalho, pausas, exposição a ecrãs, riscos físicos, químicos, biológicos e psicossociais).

Este é um exemplo, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de como se podem fazer boas omeletes com os poucos ovos das galinhas da nossa capoeira. O CRSP de Coimbra não ficou à espera da resposta à pergunta: Quem cuida de nós, prestadores de cuidados de saúde ?

Muitas vezes esquecemo-nos, nós, portugas que estamos do outro lado do balcão do centro de saúde ou na sala de espera da urgência do hospital, que os prestadores de cuidados de saúde e o pessoal de apoio dos serviços de saúde também têm problemas de saúde: patologia osteomuscular, síndroma ansioso-depressiva, alterações da visão, obesidade, patologia cardiovascular, patologia alergológica e por aí fora.

Quando o empregador (o SNS) não dá o exemplo (neste caso, não cumpre as suas obrigações legais, de acordo com a legislação em vigor, e que são: (i) prevenir os riscos profissionais e (ii) promover a saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde...), pequenas/grandes iniciativas como estas merecem o nosso aplauso. Assisti ontem, no âmbito do I Encontro Sistémica e Cuidados de Saúde (Coimbra, 6-8 de Novembro de 2003), à apresentação deste programa que já está em marcha há alguns anos.

Parabéns ao Dr. José Tereso, que coordena o CRSP de Coimbra, e à equipa que está envolvida nos programas de saúde ocupacional e de promoção da saúde no local de trabalho (incluindo os Drs. J.C. Borges, F. Lopes e A. Morais).

Estes portugas merecem as nossas palmas!

05 novembro 2003

Humor com humor se paga - VII: Por uma boa causa

Protesta a trabalhadora do sexo à porta de um conhecido bar de alterne em Bragança, cujo proprietário é suspeito de lenocínio:

- Não estou a transar, nada disso!

Insiste o polícia:

- Então se não andas a coisar, andas a fazer o quê ?

- Ó cara, estou só a promover a venda de preservativos, fazendo uma demonstração grátis!

- Mas isso cá na nossa terra chama-se marketing directo!

- E olha, senhor agente, que é por uma boa causa, a luta contra a AIDS...



AM/LG

Humor com humor se paga - VII: Por uma boa causa

Protesta a trabalhadora do sexo à porta de um conhecido bar de alterne em Bragança, cujo proprietário é suspeito de lenocínio:
- Não estou a transar, nada disso!
Insiste o polícia:
- Então se não andas a coisar, andas a fazer o quê ?
- Ó cara, estou só a promover a venda de preservativos, fazendo uma demonstração grátis!
- Mas isso cá na nossa terra chama-se marketing directo!
- E olha, senhor agente, que é por uma boa causa, a luta contra a AIDS...

AM/LG

Humor com humor se paga - VI: O relativo e o absoluto

Um amigo meu (judeu, não crente) mandou-me esta anedota, a mim que devo ter sido, noutras vidas, primeiro tranquilo moçárabe e depois perseguido cristão-novo (nunca o soube ao certo, daí também nunca ter posto este detalhe no meu currículo). Diz ele que houve cinco Judeus que Mudaram o Mundo ou, pelo menos, a Maneira de Ver o Mundo... E por isso são justamente famosos, entre judeus e gentios:



1. Moisés que proclamou: "A lei é TUDO."



2. Jesus Cristo que pregou: "O amor é TUDO."



3. Marx que escreveu: "O capital é TUDO."



4. Freud que psicanalisou: "O sexo é TUDO".



5. E, finalmente, Einstein que consagrou em fórmula matemática: "TUDO é relativo, meus senhores."



Eu que não sou judeu, mas devo ter costela de mouro ou berbere, acrescento da minha lavra: "TUDO é relativo, meus amigos, excepto a morte que é definitiva e absoluta!"...



O meu amigo (judeu, não-crente) discorda de mim: quando morrer, quer entregar o cadáver à ciência na esperança (o mais relativo dos nossos sentimentos) de ainda vir a conseguir uma boleia para a eternidade...

Humor com humor se paga - VI: O relativo e o absoluto

Um amigo meu (judeu, não crente) mandou-me esta anedota, a mim que devo ter sido, noutras vidas, primeiro tranquilo moçárabe e depois perseguido cristão-novo (nunca o soube ao certo, daí também nunca ter posto este detalhe no meu currículo). Diz ele que houve cinco Judeus que Mudaram o Mundo ou, pelo menos, a Maneira de Ver o Mundo... E por isso são justamente famosos, entre judeus e gentios:

1. Moisés que proclamou: "A lei é TUDO."

2. Jesus Cristo que pregou: "O amor é TUDO."

3. Marx que escreveu: "O capital é TUDO."

4. Freud que psicanalisou: "O sexo é TUDO".

5. E, finalmente, Einstein que consagrou em fórmula matemática: "TUDO é relativo, meus senhores."

Eu que não sou judeu, mas devo ter costela de mouro ou berbere, acrescento da minha lavra: "TUDO é relativo, meus amigos, excepto a morte que é definitiva e absoluta!"...

O meu amigo (judeu, não-crente) discorda de mim: quando morrer, quer entregar o cadáver à ciência na esperança (o mais relativo dos nossos sentimentos) de ainda vir a conseguir uma boleia para a eternidade...

Saúde & Segurança no Trabalho - VII: O relatório anual dos serviços (4)

O país do viva-o-pipi, morra-o-bibi!



É porventura um sinal dos tempos a atitude de descrença, de desânimo, de frustação ou tão só de cinismo com que muitas pessoas (e algumas até com responsabilidade na administração da saúde e do trabalho) olham para o famigerado relatório anual da actividade dos serviços de SH&ST.



Tenho ouvido as mais variadas expressões, em geral carregadas de negatividade crítica. Não estou nada preocupada. Penso, enquanto blogo, que é bom, é higiénico, é saudável e sobretudo é mais seguro que fiquem aqui registadas. Aqui, no blog(ue)-fora-nada... Um dia destes vão parar ao grande caixote do lixo do ciberespaço que no planeta azul já não cabe tanta merda.



Para a petit histoire das lusitanas gentes e das suas lusitaníssimas mentalidades. E ao cuidado, pois claro, dos sociológos de serviço, a quem compete observar, medir, analisar, comparar e, se possível (velha utopia desta corporação de ofício!), mudar a espuma que escorre deste(s) dia(s):



- "É um aborto, o relatório!"

- "O melhor é esquecê-lo!"

- "Uma nova fonte de negócio para os especialistas de vão de escada que vivem das sobras da burocracia, preenchendo a papelada às pessoas"

- "Ninguém sabe para que serve"

- "O que é que o delegado de saúde da minha zona vai fazer com centenas ou milhares de relatórios em cima da secretária ?"

- "Fizeram sair a portaria, mas esqueceram-se do sistema de informação"

- "As estatísticas são uma máquina de fazer chouriços"

- "Já tínhamos três fontes de informação administrativa sobre os acidentes de trabalho: a do Ministério do Trabalho, a dos tribunais e a dos seguros; agora passamos a ter uma quarta"

- "Quem controla a veracidade das declarações ? Os trabalhadores não são ouvidos nem chamados"

- "O defunto IDICT não foi capaz de fazer o processo de acreditação das empresas prestadoras de serviços externos de segurança, higiene e saúde no trabalho, como é que vai agora tratar as centenas de milhares de relatórios que aí vêm?"

- "É um absurdo exigir às 300 e tal autarquias (das quais só 10% cumprem as prescrições mínimas em matéria de higiene e segurança no trabalho) que entrregam tantos relatórios quantos os estabelecimentos ou locais de trabalho existentes"

- "O Serviço Nacional de Saúde vai fazer o relatório dos pescadores em regime de companha, dos agricultores, dos artesãos, dos trabalhadores independentes, das micro-empresas ?"

- "As empresas vão fazer show off"

- "Deixem o mercado funcionar"

- "A Inspecção do Trabalho não vai chatear ninguém"

- "Desde quando a saúde pública se interessou pela saúde ocupacional?", etc.



Não sei se isto é uma reacção (imunopatológica) dos portugas quando são confrontadas com pequenas ou grandes mudanças que vão mexer nas suas pequenas ou grandes certezas... O problema, se calhar, nem é tanto esse: eu vejo sobretudo nestas atitudes o reflexo das consequências perversas das frustação das expectativas alimentadas desde 1991 em relação à área da SH&ST... E tu, ciberleitor deste blogue ? Não pensas nem blogas ? Se não blogas, não existes, neste país do viva-o-pipi, morra-o-bibi!

Saúde & Segurança no Trabalho - VII: O relatório anual dos serviços (4)

O país do viva-o-pipi, morra-o-bibi!

É porventura um sinal dos tempos a atitude de descrença, de desânimo, de frustação ou tão só de cinismo com que muitas pessoas (e algumas até com responsabilidade na administração da saúde e do trabalho) olham para o famigerado relatório anual da actividade dos serviços de SH&ST.

Tenho ouvido as mais variadas expressões, em geral carregadas de negatividade crítica. Não estou nada preocupada. Penso, enquanto blogo, que é bom, é higiénico, é saudável e sobretudo é mais seguro que fiquem aqui registadas. Aqui, no blog(ue)-fora-nada... Um dia destes vão parar ao grande caixote do lixo do ciberespaço que no planeta azul já não cabe tanta merda.

Para a petit histoire das lusitanas gentes e das suas lusitaníssimas mentalidades. E ao cuidado, pois claro, dos sociológos de serviço, a quem compete observar, medir, analisar, comparar e, se possível (velha utopia desta corporação de ofício!), mudar a espuma que escorre deste(s) dia(s):

- "É um aborto, o relatório!"
- "O melhor é esquecê-lo!"
- "Uma nova fonte de negócio para os especialistas de vão de escada que vivem das sobras da burocracia, preenchendo a papelada às pessoas"
- "Ninguém sabe para que serve"
- "O que é que o delegado de saúde da minha zona vai fazer com centenas ou milhares de relatórios em cima da secretária ?"
- "Fizeram sair a portaria, mas esqueceram-se do sistema de informação"
- "As estatísticas são uma máquina de fazer chouriços"
- "Já tínhamos três fontes de informação administrativa sobre os acidentes de trabalho: a do Ministério do Trabalho, a dos tribunais e a dos seguros; agora passamos a ter uma quarta"
- "Quem controla a veracidade das declarações ? Os trabalhadores não são ouvidos nem chamados"
- "O defunto IDICT não foi capaz de fazer o processo de acreditação das empresas prestadoras de serviços externos de segurança, higiene e saúde no trabalho, como é que vai agora tratar as centenas de milhares de relatórios que aí vêm?"
- "É um absurdo exigir às 300 e tal autarquias (das quais só 10% cumprem as prescrições mínimas em matéria de higiene e segurança no trabalho) que entrregam tantos relatórios quantos os estabelecimentos ou locais de trabalho existentes"
- "O Serviço Nacional de Saúde vai fazer o relatório dos pescadores em regime de companha, dos agricultores, dos artesãos, dos trabalhadores independentes, das micro-empresas ?"
- "As empresas vão fazer show off"
- "Deixem o mercado funcionar"
- "A Inspecção do Trabalho não vai chatear ninguém"
- "Desde quando a saúde pública se interessou pela saúde ocupacional?", etc.

Não sei se isto é uma reacção (imunopatológica) dos portugas quando são confrontadas com pequenas ou grandes mudanças que vão mexer nas suas pequenas ou grandes certezas... O problema, se calhar, nem é tanto esse: eu vejo sobretudo nestas atitudes o reflexo das consequências perversas das frustação das expectativas alimentadas desde 1991 em relação à área da SH&ST... E tu, ciberleitor deste blogue ? Não pensas nem blogas ? Se não blogas, não existes, neste país do viva-o-pipi, morra-o-bibi!