1. Uma conhecida gestora de sucesso, Directora de Recursos Humanos de uma grande empresa ex-portuguesa, morreu de enfarte do miocárdio. Em plena for da idade (o que não é estranho, já que elas querem em tudo competir com os machos).
2. No outro mundo, dá de caras com São Pedro, ele próprio, em carne e osso. O Gestor do Paraíso!
- Sejas bem-vinda ao Paraíso, diz o São Pedro. Mas deixa-me desde já prevenir-te de uma coisa: não sei muito bem o que fazer contigo. Estive a ver o teu currículo e tens qualificações a mais: um bacharelato, uma licenciatura, um MBA, um doutoramento, um pós-doutoramento... Sabes, minha filha, os negócios celestiais são coisa fácil de gerir: nós somos o Estado, não há mercado, não há inovação, não há horizontes temporais, temos todo o tempo do mundo... E depois nós pagamos mal, não temos fringe benefits, não há comparticipação nos lucros nem no capital (profit-sharing e share ownership, como vocês dizem lá na terra)...
- Não há problema, patrãozinho, deixe-me só dar uma espreitadela para ver o clima organizacional, respondeu a doutora. Sabe como as mulheres são curiosas!
- Espera, tenho outra sugestão a fazer-te: vais passar um dia no Inferno e outro no Paraíso; e depois escolhes onde ficar para o resto da eternidade.
3. Chegada ao Inferno, a gestora viu abrir-se de par em par as portas de acesso a um luxuriante campo de golfe. Mais adiante, havia um esplêndido clube de vela. E logo a seguir outro, ainda mais luxuoso, de caça. E, lá longe, uma magnífica estação de esqui... Havia tudo do bom e do melhor: hotéis, jardins, condomínios fechados, lojas de perfumes, carros e homens bonitos, passagens de modelos, bailes de gala, chás de caridade, e por aí fora.
Depressa ela encontrou os gestores executivos com quem tinha trabalhado na terra, mais os seus gurus, os seus mestres e os seus professores... Todos aparentavam estar em grande forma, transparecendo saúde, felicidade, riqueza e glamour. As emoções do dia culminaram num dos melhores restaurantes do inferno, a que não faltaram o melhor champanhe francês, o melhor Porto Vintage e o melhor humor da corporação do management.
Contrariamente aos preconceitos que ela tinha sobre ele, o dono da casa mostrou-se um anfitrião de cinco estrelas, elegante, charmoso, educado, afável e até divertido, exprimindo-se num razoável inglês. A nossa executiva estava a sentir-se nas suas sete quintas quando recebeu ordens, pelo secretário particular do Diabo, para se preparar para partir para o céu.
4. Aqui o ambiente era outro: literalmente celestial ("Chato p'ra burro", pensou ela para com os seus botões). Nas 24 horas do programa, a mulher andou num monotóno carrossel, de nuvem para nuvem, ouvindo os anjinhos a tocar harpa e cantar melodias infantis... Até lhe fez lembrar o ambiente do seu departmento, nos últimos tempos das suas funções como gestora, quando teve que aplicar um programa de emagrecimento radical à sua empresa que depois viria a ser vendida aos espanhóis...
- Então, minha filha, qual é a tua impressão ?, perguntou o São Pedro no final da visita.
- Senhor São Pedro, não há dúvida que o Paraíso é maravilhoso, é a melhor empresa que eu já conheci: sem conflitos, sem problemas com o pessoal, os clientes, os bancos ou os fornecedores, sem um ai, sem um ui... Tudo rola sobre esferas de algodão! Mas, para lhe falar verdade (que foi coisa que eu nunca consegui fazer lá na terra), senti-me bem melhor no Inferno, com os meus antigos patrões e colegas de trabalho... Sabe, sinto falta de toda aquela intensa vida social que faz as delícias da gestão de recursos humanos...
5. O São Pedro, cavalheiresco mas já velho e cansado, acompanhou-a na descida até ao Inferno... Quando as portas do elevador se abriram, ela deparou-se com um lugar frio, inóspito, desolador, lunar... Viu todos os seus antigos amigos com os fatos dos melhores costureiros reduzidos a trapos, trabalhando como escravos, acorrentados e assediados por mil e um diabos e diabretes. Teve um arrepio: aquilo fez-lhe lembrar a sua primeira experiência profissional como agente de organização e métodos numa fábrica de metalomecânica da Amadora nos já idos anos de 1960!
O Diabo pegou na mulher por um braço e arrastou-a com brutalidade, enquanto o São Pedro voltava para o seu posto de trabalho, cabisbaixo...
- Não entendo, gritou ela. Ontem eu estava aqui e havia imensos espaços verdes, um campo de golfe, um restaurante francês... Comemos lagosta, bebemos champanhe, contámos anedotas, divertimo-nos. Prometeram-me um lugar em grande na eternidade!
O diabo olhou para ela e soltou uma gargalhada:
- Pois é, minha filha, nós utilizamos as mesmas técnicas de selecção e recrutamento de pessoal... Ontem a nossa empresa estava a seduzir-te e a contratar-te... Hoje já fazes parte da equipa do Inferno.
Moral da história:
(i) As políticas de gestão de recursos humanos e os seus gestores vão parar ao Inferno porque mentem...
(ii) Não há mais políticas de gestão de recursos humanos. Previsíveis e consistentes.
(iii) Não há mais recursos humanos...
blogue-fora-nada. homo socius ergo blogus [sum]. homem social logo blogador. em sociobloguês nos entendemos. o port(ug)al dos (por)tugas. a prova dos blogue-fora-nada. a guerra colonial. a guiné. do chacheu ao boe. de bissau a bambadinca. os cacimbados. o geba. o corubal. os rios. o macaréu da nossa revolta. o humor nosso de cada dia nos dai hoje.lá vamos blogando e rindo. e venham mais cinco (camaradas). e vieram tantos que isto se transformou numa caserna. a maior caserna virtual da Net!
22 fevereiro 2004
Estórias com mural ao fundo - XXIII: Quem mente vai para o Inferno
1. Uma conhecida gestora de sucesso, Directora de Recursos Humanos de uma grande empresa ex-portuguesa, morreu de enfarte do miocárdio. Em plena for da idade (o que não é estranho, já que elas querem em tudo competir com os machos).
2. No outro mundo, dá de caras com São Pedro, ele próprio, em carne e osso. O Gestor do Paraíso!
- Sejas bem-vinda ao Paraíso, diz o São Pedro. Mas deixa-me desde já prevenir-te de uma coisa: não sei muito bem o que fazer contigo. Estive a ver o teu currículo e tens qualificações a mais: um bacharelato, uma licenciatura, um MBA, um doutoramento, um pós-doutoramento... Sabes, minha filha, os negócios celestiais são coisa fácil de gerir: nós somos o Estado, não há mercado, não há inovação, não há horizontes temporais, temos todo o tempo do mundo... E depois nós pagamos mal, não temos fringe benefits, não há comparticipação nos lucros nem no capital (profit-sharing e share ownership, como vocês dizem lá na terra)...
- Não há problema, patrãozinho, deixe-me só dar uma espreitadela para ver o clima organizacional, respondeu a doutora. Sabe como as mulheres são curiosas!
- Espera, tenho outra sugestão a fazer-te: vais passar um dia no Inferno e outro no Paraíso; e depois escolhes onde ficar para o resto da eternidade.
3. Chegada ao Inferno, a gestora viu abrir-se de par em par as portas de acesso a um luxuriante campo de golfe. Mais adiante, havia um esplêndido clube de vela. E logo a seguir outro, ainda mais luxuoso, de caça. E, lá longe, uma magnífica estação de esqui... Havia tudo do bom e do melhor: hotéis, jardins, condomínios fechados, lojas de perfumes, carros e homens bonitos, passagens de modelos, bailes de gala, chás de caridade, e por aí fora.
Depressa ela encontrou os gestores executivos com quem tinha trabalhado na terra, mais os seus gurus, os seus mestres e os seus professores... Todos aparentavam estar em grande forma, transparecendo saúde, felicidade, riqueza e glamour. As emoções do dia culminaram num dos melhores restaurantes do inferno, a que não faltaram o melhor champanhe francês, o melhor Porto Vintage e o melhor humor da corporação do management.
Contrariamente aos preconceitos que ela tinha sobre ele, o dono da casa mostrou-se um anfitrião de cinco estrelas, elegante, charmoso, educado, afável e até divertido, exprimindo-se num razoável inglês. A nossa executiva estava a sentir-se nas suas sete quintas quando recebeu ordens, pelo secretário particular do Diabo, para se preparar para partir para o céu.
4. Aqui o ambiente era outro: literalmente celestial ("Chato p'ra burro", pensou ela para com os seus botões). Nas 24 horas do programa, a mulher andou num monotóno carrossel, de nuvem para nuvem, ouvindo os anjinhos a tocar harpa e cantar melodias infantis... Até lhe fez lembrar o ambiente do seu departmento, nos últimos tempos das suas funções como gestora, quando teve que aplicar um programa de emagrecimento radical à sua empresa que depois viria a ser vendida aos espanhóis...
- Então, minha filha, qual é a tua impressão ?, perguntou o São Pedro no final da visita.
- Senhor São Pedro, não há dúvida que o Paraíso é maravilhoso, é a melhor empresa que eu já conheci: sem conflitos, sem problemas com o pessoal, os clientes, os bancos ou os fornecedores, sem um ai, sem um ui... Tudo rola sobre esferas de algodão! Mas, para lhe falar verdade (que foi coisa que eu nunca consegui fazer lá na terra), senti-me bem melhor no Inferno, com os meus antigos patrões e colegas de trabalho... Sabe, sinto falta de toda aquela intensa vida social que faz as delícias da gestão de recursos humanos...
5. O São Pedro, cavalheiresco mas já velho e cansado, acompanhou-a na descida até ao Inferno... Quando as portas do elevador se abriram, ela deparou-se com um lugar frio, inóspito, desolador, lunar... Viu todos os seus antigos amigos com os fatos dos melhores costureiros reduzidos a trapos, trabalhando como escravos, acorrentados e assediados por mil e um diabos e diabretes. Teve um arrepio: aquilo fez-lhe lembrar a sua primeira experiência profissional como agente de organização e métodos numa fábrica de metalomecânica da Amadora nos já idos anos de 1960!
O Diabo pegou na mulher por um braço e arrastou-a com brutalidade, enquanto o São Pedro voltava para o seu posto de trabalho, cabisbaixo...
- Não entendo, gritou ela. Ontem eu estava aqui e havia imensos espaços verdes, um campo de golfe, um restaurante francês... Comemos lagosta, bebemos champanhe, contámos anedotas, divertimo-nos. Prometeram-me um lugar em grande na eternidade!
O diabo olhou para ela e soltou uma gargalhada:
- Pois é, minha filha, nós utilizamos as mesmas técnicas de selecção e recrutamento de pessoal... Ontem a nossa empresa estava a seduzir-te e a contratar-te... Hoje já fazes parte da equipa do Inferno.
Moral da história:
(i) As políticas de gestão de recursos humanos e os seus gestores vão parar ao Inferno porque mentem...
(ii) Não há mais políticas de gestão de recursos humanos. Previsíveis e consistentes.
(iii) Não há mais recursos humanos...
2. No outro mundo, dá de caras com São Pedro, ele próprio, em carne e osso. O Gestor do Paraíso!
- Sejas bem-vinda ao Paraíso, diz o São Pedro. Mas deixa-me desde já prevenir-te de uma coisa: não sei muito bem o que fazer contigo. Estive a ver o teu currículo e tens qualificações a mais: um bacharelato, uma licenciatura, um MBA, um doutoramento, um pós-doutoramento... Sabes, minha filha, os negócios celestiais são coisa fácil de gerir: nós somos o Estado, não há mercado, não há inovação, não há horizontes temporais, temos todo o tempo do mundo... E depois nós pagamos mal, não temos fringe benefits, não há comparticipação nos lucros nem no capital (profit-sharing e share ownership, como vocês dizem lá na terra)...
- Não há problema, patrãozinho, deixe-me só dar uma espreitadela para ver o clima organizacional, respondeu a doutora. Sabe como as mulheres são curiosas!
- Espera, tenho outra sugestão a fazer-te: vais passar um dia no Inferno e outro no Paraíso; e depois escolhes onde ficar para o resto da eternidade.
3. Chegada ao Inferno, a gestora viu abrir-se de par em par as portas de acesso a um luxuriante campo de golfe. Mais adiante, havia um esplêndido clube de vela. E logo a seguir outro, ainda mais luxuoso, de caça. E, lá longe, uma magnífica estação de esqui... Havia tudo do bom e do melhor: hotéis, jardins, condomínios fechados, lojas de perfumes, carros e homens bonitos, passagens de modelos, bailes de gala, chás de caridade, e por aí fora.
Depressa ela encontrou os gestores executivos com quem tinha trabalhado na terra, mais os seus gurus, os seus mestres e os seus professores... Todos aparentavam estar em grande forma, transparecendo saúde, felicidade, riqueza e glamour. As emoções do dia culminaram num dos melhores restaurantes do inferno, a que não faltaram o melhor champanhe francês, o melhor Porto Vintage e o melhor humor da corporação do management.
Contrariamente aos preconceitos que ela tinha sobre ele, o dono da casa mostrou-se um anfitrião de cinco estrelas, elegante, charmoso, educado, afável e até divertido, exprimindo-se num razoável inglês. A nossa executiva estava a sentir-se nas suas sete quintas quando recebeu ordens, pelo secretário particular do Diabo, para se preparar para partir para o céu.
4. Aqui o ambiente era outro: literalmente celestial ("Chato p'ra burro", pensou ela para com os seus botões). Nas 24 horas do programa, a mulher andou num monotóno carrossel, de nuvem para nuvem, ouvindo os anjinhos a tocar harpa e cantar melodias infantis... Até lhe fez lembrar o ambiente do seu departmento, nos últimos tempos das suas funções como gestora, quando teve que aplicar um programa de emagrecimento radical à sua empresa que depois viria a ser vendida aos espanhóis...
- Então, minha filha, qual é a tua impressão ?, perguntou o São Pedro no final da visita.
- Senhor São Pedro, não há dúvida que o Paraíso é maravilhoso, é a melhor empresa que eu já conheci: sem conflitos, sem problemas com o pessoal, os clientes, os bancos ou os fornecedores, sem um ai, sem um ui... Tudo rola sobre esferas de algodão! Mas, para lhe falar verdade (que foi coisa que eu nunca consegui fazer lá na terra), senti-me bem melhor no Inferno, com os meus antigos patrões e colegas de trabalho... Sabe, sinto falta de toda aquela intensa vida social que faz as delícias da gestão de recursos humanos...
5. O São Pedro, cavalheiresco mas já velho e cansado, acompanhou-a na descida até ao Inferno... Quando as portas do elevador se abriram, ela deparou-se com um lugar frio, inóspito, desolador, lunar... Viu todos os seus antigos amigos com os fatos dos melhores costureiros reduzidos a trapos, trabalhando como escravos, acorrentados e assediados por mil e um diabos e diabretes. Teve um arrepio: aquilo fez-lhe lembrar a sua primeira experiência profissional como agente de organização e métodos numa fábrica de metalomecânica da Amadora nos já idos anos de 1960!
O Diabo pegou na mulher por um braço e arrastou-a com brutalidade, enquanto o São Pedro voltava para o seu posto de trabalho, cabisbaixo...
- Não entendo, gritou ela. Ontem eu estava aqui e havia imensos espaços verdes, um campo de golfe, um restaurante francês... Comemos lagosta, bebemos champanhe, contámos anedotas, divertimo-nos. Prometeram-me um lugar em grande na eternidade!
O diabo olhou para ela e soltou uma gargalhada:
- Pois é, minha filha, nós utilizamos as mesmas técnicas de selecção e recrutamento de pessoal... Ontem a nossa empresa estava a seduzir-te e a contratar-te... Hoje já fazes parte da equipa do Inferno.
Moral da história:
(i) As políticas de gestão de recursos humanos e os seus gestores vão parar ao Inferno porque mentem...
(ii) Não há mais políticas de gestão de recursos humanos. Previsíveis e consistentes.
(iii) Não há mais recursos humanos...
Humor com humor se paga - XXIII: Um Carnaval Português
1. A frase mais carnavalesca do Rei do Carnaval Português deste ano da graça de 2004: “Se em 2003 até o Saddam saiu do buraco, não há razões para não acreditar que, em 2004, o Zé Portuga não consiga o mesmo”...
2. Ao chegar a casa, o marido vê com os seus próprios olhos o Diabo a violar a sua esposa. Horrorizado, a sua reacção imediata foi desatar a berrar a frase mágica que aprendera, em pequeno, nas aulas de catequese:
- Vade retro, Satanás!
Comenta o diabo entre dentes, enquanto muda de posição:
- Boa ideia, ó meu. Vê-se logo que já leste o Kamasutra!
3. No âmbito do novo programa de educação sexual em vigor nas escolas do ensino básico, pergunta a senhora professora ao menino Carlinhos:
- Quando um dos cônjuges morre o outro fica...?
- O outro fica viúvo, senhora professora.
- Muito bem, menino Carlinhos. E quando se trata de um casal de gays ?
- Nesse caso, o outro fica bicha solitária.
4. Só há dois motivos para se bater numa mulher, diz o machista para a feminista, a propósito do Dia Europeu contra a Vítima:
- Por tudo e por nada.
5. Pergunta a feminista para o machista:
-O que é que têm em comum o clitóris da mulher, o aniversário da sogra e o buraco da sanita da casa de banho ?
- Não faço ideia, diz o machista.
Resposta pronta e irónica da feminista:
- São três coisas em que o homem nunca acerta.
6. Piadas à volta do Viagra:
6.1. O Viagra para mulheres novas chama-se... Viagreta; para mulheres velhas... Viagruta; e para padres... Viassacra.
6.2. O Viagra tem existe em gotas... Para aqueles que comem.. com os olhos.
6.3. O Salazar está registado no Guiness como o homem que durante mais tempo tomou Viagra... e o que mais tempo conseguiu manter a dita...dura.
7. Um alentejano vai a um concurso da TVI e o apresentador pergunta-lhe:
- Diga lá, ó amigo, como é que se chamam os habitantes de Cuba do Alentejo?
Após um longo e embaraçoso silêncio, quase a esgotar o tempo de resposta, o alentejano respondeu, a gaguejar:
- Porra, todos, todos nã sei de cor...
PS - Esta semana o M. Madeira foi o principal ciberfornecedor da nossa loja do humor... Um ciberabraço para ele.
2. Ao chegar a casa, o marido vê com os seus próprios olhos o Diabo a violar a sua esposa. Horrorizado, a sua reacção imediata foi desatar a berrar a frase mágica que aprendera, em pequeno, nas aulas de catequese:
- Vade retro, Satanás!
Comenta o diabo entre dentes, enquanto muda de posição:
- Boa ideia, ó meu. Vê-se logo que já leste o Kamasutra!
3. No âmbito do novo programa de educação sexual em vigor nas escolas do ensino básico, pergunta a senhora professora ao menino Carlinhos:
- Quando um dos cônjuges morre o outro fica...?
- O outro fica viúvo, senhora professora.
- Muito bem, menino Carlinhos. E quando se trata de um casal de gays ?
- Nesse caso, o outro fica bicha solitária.
4. Só há dois motivos para se bater numa mulher, diz o machista para a feminista, a propósito do Dia Europeu contra a Vítima:
- Por tudo e por nada.
5. Pergunta a feminista para o machista:
-O que é que têm em comum o clitóris da mulher, o aniversário da sogra e o buraco da sanita da casa de banho ?
- Não faço ideia, diz o machista.
Resposta pronta e irónica da feminista:
- São três coisas em que o homem nunca acerta.
6. Piadas à volta do Viagra:
6.1. O Viagra para mulheres novas chama-se... Viagreta; para mulheres velhas... Viagruta; e para padres... Viassacra.
6.2. O Viagra tem existe em gotas... Para aqueles que comem.. com os olhos.
6.3. O Salazar está registado no Guiness como o homem que durante mais tempo tomou Viagra... e o que mais tempo conseguiu manter a dita...dura.
7. Um alentejano vai a um concurso da TVI e o apresentador pergunta-lhe:
- Diga lá, ó amigo, como é que se chamam os habitantes de Cuba do Alentejo?
Após um longo e embaraçoso silêncio, quase a esgotar o tempo de resposta, o alentejano respondeu, a gaguejar:
- Porra, todos, todos nã sei de cor...
PS - Esta semana o M. Madeira foi o principal ciberfornecedor da nossa loja do humor... Um ciberabraço para ele.
Humor com humor se paga - XXIII: Um Carnaval Português
1. A frase mais carnavalesca do Rei do Carnaval Português deste ano da graça de 2004: “Se em 2003 até o Saddam saiu do buraco, não há razões para não acreditar que, em 2004, o Zé Portuga não consiga o mesmo”...
2. Ao chegar a casa, o marido vê com os seus próprios olhos o Diabo a violar a sua esposa. Horrorizado, a sua reacção imediata foi desatar a berrar a frase mágica que aprendera, em pequeno, nas aulas de catequese:
- Vade retro, Satanás!
Comenta o diabo entre dentes, enquanto muda de posição:
- Boa ideia, ó meu. Vê-se logo que já leste o Kamasutra!
3. No âmbito do novo programa de educação sexual em vigor nas escolas do ensino básico, pergunta a senhora professora ao menino Carlinhos:
- Quando um dos cônjuges morre o outro fica...?
- O outro fica viúvo, senhora professora.
- Muito bem, menino Carlinhos. E quando se trata de um casal de gays ?
- Nesse caso, o outro fica bicha solitária.
4. Só há dois motivos para se bater numa mulher, diz o machista para a feminista, a propósito do Dia Europeu contra a Vítima:
- Por tudo e por nada.
5. Pergunta a feminista para o machista:
-O que é que têm em comum o clitóris da mulher, o aniversário da sogra e o buraco da sanita da casa de banho ?
- Não faço ideia, diz o machista.
Resposta pronta e irónica da feminista:
- São três coisas em que o homem nunca acerta.
6. Piadas à volta do Viagra:
6.1. O Viagra para mulheres novas chama-se... Viagreta; para mulheres velhas... Viagruta; e para padres... Viassacra.
6.2. O Viagra tem existe em gotas... Para aqueles que comem.. com os olhos.
6.3. O Salazar está registado no Guiness como o homem que durante mais tempo tomou Viagra... e o que mais tempo conseguiu manter a dita...dura.
7. Um alentejano vai a um concurso da TVI e o apresentador pergunta-lhe:
- Diga lá, ó amigo, como é que se chamam os habitantes de Cuba do Alentejo?
Após um longo e embaraçoso silêncio, quase a esgotar o tempo de resposta, o alentejano respondeu, a gaguejar:
- Porra, todos, todos nã sei de cor...
PS - Esta semana o M. Madeira foi o principal ciberfornecedor da nossa loja do humor... Um ciberabraço para ele.
2. Ao chegar a casa, o marido vê com os seus próprios olhos o Diabo a violar a sua esposa. Horrorizado, a sua reacção imediata foi desatar a berrar a frase mágica que aprendera, em pequeno, nas aulas de catequese:
- Vade retro, Satanás!
Comenta o diabo entre dentes, enquanto muda de posição:
- Boa ideia, ó meu. Vê-se logo que já leste o Kamasutra!
3. No âmbito do novo programa de educação sexual em vigor nas escolas do ensino básico, pergunta a senhora professora ao menino Carlinhos:
- Quando um dos cônjuges morre o outro fica...?
- O outro fica viúvo, senhora professora.
- Muito bem, menino Carlinhos. E quando se trata de um casal de gays ?
- Nesse caso, o outro fica bicha solitária.
4. Só há dois motivos para se bater numa mulher, diz o machista para a feminista, a propósito do Dia Europeu contra a Vítima:
- Por tudo e por nada.
5. Pergunta a feminista para o machista:
-O que é que têm em comum o clitóris da mulher, o aniversário da sogra e o buraco da sanita da casa de banho ?
- Não faço ideia, diz o machista.
Resposta pronta e irónica da feminista:
- São três coisas em que o homem nunca acerta.
6. Piadas à volta do Viagra:
6.1. O Viagra para mulheres novas chama-se... Viagreta; para mulheres velhas... Viagruta; e para padres... Viassacra.
6.2. O Viagra tem existe em gotas... Para aqueles que comem.. com os olhos.
6.3. O Salazar está registado no Guiness como o homem que durante mais tempo tomou Viagra... e o que mais tempo conseguiu manter a dita...dura.
7. Um alentejano vai a um concurso da TVI e o apresentador pergunta-lhe:
- Diga lá, ó amigo, como é que se chamam os habitantes de Cuba do Alentejo?
Após um longo e embaraçoso silêncio, quase a esgotar o tempo de resposta, o alentejano respondeu, a gaguejar:
- Porra, todos, todos nã sei de cor...
PS - Esta semana o M. Madeira foi o principal ciberfornecedor da nossa loja do humor... Um ciberabraço para ele.
21 fevereiro 2004
Portugal sacro-profano - XV: Economistas e gestores
A propósito do Compromisso (com) Portugal, o meu amigo JBN, que é economista e gestor, mandou-me por e-mail este comentário que merece ser divulgado na blogosfera:
"Já agora, com o grupo dos rapazes do Beato, Portugal não vai longe.
"Quando um gajo diz que o caminho é a liberdade de despedir e os portugueses falarem inglês e espanhol, dá para dizer que é burro, evidentemente. Deverá perceber bastante de transacções bancárias.
"Aliás um problema da economia é que os economistas não conhecem a economia real, o que os ingleses chamam o shopfloor da economia e os gestores que também sabem economia (em princípio menos do que os economistas) só raciocinam com base no shopfloor que conhecem.
"Uma coisa que me surpreende é como economistas reputados e creio mesmo que sérios, em 1975 defenderam as nacionalizações ao ritmo a que foram feitas e hoje são, aparentemente, ultra-liberais. Mudar não faz mal e até se justificaria porque está provado que o Estado, por maldade dos homens, não é bom gestor (embora também não seja sempre assim), mas mudar tanto dá mau aspecto".
"Já agora, com o grupo dos rapazes do Beato, Portugal não vai longe.
"Quando um gajo diz que o caminho é a liberdade de despedir e os portugueses falarem inglês e espanhol, dá para dizer que é burro, evidentemente. Deverá perceber bastante de transacções bancárias.
"Aliás um problema da economia é que os economistas não conhecem a economia real, o que os ingleses chamam o shopfloor da economia e os gestores que também sabem economia (em princípio menos do que os economistas) só raciocinam com base no shopfloor que conhecem.
"Uma coisa que me surpreende é como economistas reputados e creio mesmo que sérios, em 1975 defenderam as nacionalizações ao ritmo a que foram feitas e hoje são, aparentemente, ultra-liberais. Mudar não faz mal e até se justificaria porque está provado que o Estado, por maldade dos homens, não é bom gestor (embora também não seja sempre assim), mas mudar tanto dá mau aspecto".
Portugal sacro-profano - XV: Economistas e gestores
A propósito do Compromisso (com) Portugal, o meu amigo JBN, que é economista e gestor, mandou-me por e-mail este comentário que merece ser divulgado na blogosfera:
"Já agora, com o grupo dos rapazes do Beato, Portugal não vai longe.
"Quando um gajo diz que o caminho é a liberdade de despedir e os portugueses falarem inglês e espanhol, dá para dizer que é burro, evidentemente. Deverá perceber bastante de transacções bancárias.
"Aliás um problema da economia é que os economistas não conhecem a economia real, o que os ingleses chamam o shopfloor da economia e os gestores que também sabem economia (em princípio menos do que os economistas) só raciocinam com base no shopfloor que conhecem.
"Uma coisa que me surpreende é como economistas reputados e creio mesmo que sérios, em 1975 defenderam as nacionalizações ao ritmo a que foram feitas e hoje são, aparentemente, ultra-liberais. Mudar não faz mal e até se justificaria porque está provado que o Estado, por maldade dos homens, não é bom gestor (embora também não seja sempre assim), mas mudar tanto dá mau aspecto".
"Já agora, com o grupo dos rapazes do Beato, Portugal não vai longe.
"Quando um gajo diz que o caminho é a liberdade de despedir e os portugueses falarem inglês e espanhol, dá para dizer que é burro, evidentemente. Deverá perceber bastante de transacções bancárias.
"Aliás um problema da economia é que os economistas não conhecem a economia real, o que os ingleses chamam o shopfloor da economia e os gestores que também sabem economia (em princípio menos do que os economistas) só raciocinam com base no shopfloor que conhecem.
"Uma coisa que me surpreende é como economistas reputados e creio mesmo que sérios, em 1975 defenderam as nacionalizações ao ritmo a que foram feitas e hoje são, aparentemente, ultra-liberais. Mudar não faz mal e até se justificaria porque está provado que o Estado, por maldade dos homens, não é bom gestor (embora também não seja sempre assim), mas mudar tanto dá mau aspecto".
17 fevereiro 2004
Socio(b)logia - VIII: La organización, la llave del suceso
Recebi há dias, por e-mail, uma chapa com uma legenda bem humorada: um grupo de jovens sem-abrigo, ou simplesmente desempregados, ou simplesmente marginais, ou simplesmente músicos à procura de um lugar na orquestra dos bem-aventurados, tocam, bebem e pedem uns trocos numa calle de uma qualquer cidade espanhola... A seus pés quatro ou cinco caixas de sapatos com letreiros bem visíveis: "Para vino, "para comida, "para porro", "para cocaína"...
Mandei a imagem para o meu grupo de cibermig@s do humor-com-humor- se-paga e a seguinte nota (de despesa):
(i) Agora que a Espanha está na moda (vejam-se os grandes de Portugal a prestar vassalagem ao nosso Grande Irmão Ibérico e os nossos melhores gestores a alugarem a sua massa cinzenta aos empresários castelhanos, galegos, catalães, andaluzes e bascos), é também altura de tentar descobrir qual é a chave do seu (deles) sucesso...
(ii) Um povo que não trabalha (veja-se o número de sem-abrigo, mendigos, cegos, desempregados, marginais, dançarinos, funcionários autonómicos, toureiros, aficionados das touradas e da bola, mulheres, ninos, turistas, artistas, catoonistas, cartomantes, etc, que se concentram nas plazas mayores de Espanha) mas que é já um casestudy mundial na área do sucesso, da felicidade e da auto-estima colectiva...
(iii) Pois o segredo, car@s ciberamig@s, está na organização! Até os contestatários (ou simplesmente os que se posicionam fora) do sistema têm a sua contra-organização! Até para pedir esmola na rua, em Espanha, é preciso ter know-how, organização, competências em gestão... Veja-se o caso da ONCE: uma máquina de fazer dinheiro, uma história de sucesso com 65 anos!
(iv) Em boa verdade, cego é o Zé Portuga ou o cão que o guia!
Mandei a imagem para o meu grupo de cibermig@s do humor-com-humor- se-paga e a seguinte nota (de despesa):
(i) Agora que a Espanha está na moda (vejam-se os grandes de Portugal a prestar vassalagem ao nosso Grande Irmão Ibérico e os nossos melhores gestores a alugarem a sua massa cinzenta aos empresários castelhanos, galegos, catalães, andaluzes e bascos), é também altura de tentar descobrir qual é a chave do seu (deles) sucesso...
(ii) Um povo que não trabalha (veja-se o número de sem-abrigo, mendigos, cegos, desempregados, marginais, dançarinos, funcionários autonómicos, toureiros, aficionados das touradas e da bola, mulheres, ninos, turistas, artistas, catoonistas, cartomantes, etc, que se concentram nas plazas mayores de Espanha) mas que é já um casestudy mundial na área do sucesso, da felicidade e da auto-estima colectiva...
(iii) Pois o segredo, car@s ciberamig@s, está na organização! Até os contestatários (ou simplesmente os que se posicionam fora) do sistema têm a sua contra-organização! Até para pedir esmola na rua, em Espanha, é preciso ter know-how, organização, competências em gestão... Veja-se o caso da ONCE: uma máquina de fazer dinheiro, uma história de sucesso com 65 anos!
(iv) Em boa verdade, cego é o Zé Portuga ou o cão que o guia!
Socio(b)logia - VIII: La organización, la llave del suceso
Recebi há dias, por e-mail, uma chapa com uma legenda bem humorada: um grupo de jovens sem-abrigo, ou simplesmente desempregados, ou simplesmente marginais, ou simplesmente músicos à procura de um lugar na orquestra dos bem-aventurados, tocam, bebem e pedem uns trocos numa calle de uma qualquer cidade espanhola... A seus pés quatro ou cinco caixas de sapatos com letreiros bem visíveis: "Para vino, "para comida, "para porro", "para cocaína"...
Mandei a imagem para o meu grupo de cibermig@s do humor-com-humor- se-paga e a seguinte nota (de despesa):
(i) Agora que a Espanha está na moda (vejam-se os grandes de Portugal a prestar vassalagem ao nosso Grande Irmão Ibérico e os nossos melhores gestores a alugarem a sua massa cinzenta aos empresários castelhanos, galegos, catalães, andaluzes e bascos), é também altura de tentar descobrir qual é a chave do seu (deles) sucesso...
(ii) Um povo que não trabalha (veja-se o número de sem-abrigo, mendigos, cegos, desempregados, marginais, dançarinos, funcionários autonómicos, toureiros, aficionados das touradas e da bola, mulheres, ninos, turistas, artistas, catoonistas, cartomantes, etc, que se concentram nas plazas mayores de Espanha) mas que é já um casestudy mundial na área do sucesso, da felicidade e da auto-estima colectiva...
(iii) Pois o segredo, car@s ciberamig@s, está na organização! Até os contestatários (ou simplesmente os que se posicionam fora) do sistema têm a sua contra-organização! Até para pedir esmola na rua, em Espanha, é preciso ter know-how, organização, competências em gestão... Veja-se o caso da ONCE: uma máquina de fazer dinheiro, uma história de sucesso com 65 anos!
(iv) Em boa verdade, cego é o Zé Portuga ou o cão que o guia!
Mandei a imagem para o meu grupo de cibermig@s do humor-com-humor- se-paga e a seguinte nota (de despesa):
(i) Agora que a Espanha está na moda (vejam-se os grandes de Portugal a prestar vassalagem ao nosso Grande Irmão Ibérico e os nossos melhores gestores a alugarem a sua massa cinzenta aos empresários castelhanos, galegos, catalães, andaluzes e bascos), é também altura de tentar descobrir qual é a chave do seu (deles) sucesso...
(ii) Um povo que não trabalha (veja-se o número de sem-abrigo, mendigos, cegos, desempregados, marginais, dançarinos, funcionários autonómicos, toureiros, aficionados das touradas e da bola, mulheres, ninos, turistas, artistas, catoonistas, cartomantes, etc, que se concentram nas plazas mayores de Espanha) mas que é já um casestudy mundial na área do sucesso, da felicidade e da auto-estima colectiva...
(iii) Pois o segredo, car@s ciberamig@s, está na organização! Até os contestatários (ou simplesmente os que se posicionam fora) do sistema têm a sua contra-organização! Até para pedir esmola na rua, em Espanha, é preciso ter know-how, organização, competências em gestão... Veja-se o caso da ONCE: uma máquina de fazer dinheiro, uma história de sucesso com 65 anos!
(iv) Em boa verdade, cego é o Zé Portuga ou o cão que o guia!
16 fevereiro 2004
Estórias com mural ao fundo - XXII: O ser e o ter
Conta-se que que no Séc. XIX um excêntrico e culto inglês, da upper class vitoriana, desceu o Nilo, expresssamente à procura de um velho sábio de que ouvira falar a uma equipa de arqueólogos em Londres.
O nosso viajante e escritor nas obras vagas ficou muito surpreendido ao ver que o sábio morava numa casa de adobe, muito simples, de paredes nuas. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa, um banco e muitos livros e pergaminhos antigos espalhados por esteiras ao longo do chão.
- Onde estão os seus móveis? - perguntou o inglês.
De pronto, o sábio lhe devolveu a pergunta:
- E os seus, onde estão ?
- Os meus?! - surpreendeu-se o turista - Mas eu estou aqui só de passagem!
- Eu também, meu amigo! - concluiu o sábio.
Moral da história:
"A vida na Terra é somente uma passagem, dizem os sábios. No entanto, alguns de nós vivem como se fossem ficar aqui eternamente, acumulando riqueza e esquecendo-se de serem felizes."
PS - Esta é uma estória edificante que, já em pequeno, eu ouvia à minha catequista, à minha professora da primária e ao padre da minha aldeia... Ricos e pobres, se querem um conselho, desconfiem da moral da história...
O nosso viajante e escritor nas obras vagas ficou muito surpreendido ao ver que o sábio morava numa casa de adobe, muito simples, de paredes nuas. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa, um banco e muitos livros e pergaminhos antigos espalhados por esteiras ao longo do chão.
- Onde estão os seus móveis? - perguntou o inglês.
De pronto, o sábio lhe devolveu a pergunta:
- E os seus, onde estão ?
- Os meus?! - surpreendeu-se o turista - Mas eu estou aqui só de passagem!
- Eu também, meu amigo! - concluiu o sábio.
Moral da história:
"A vida na Terra é somente uma passagem, dizem os sábios. No entanto, alguns de nós vivem como se fossem ficar aqui eternamente, acumulando riqueza e esquecendo-se de serem felizes."
PS - Esta é uma estória edificante que, já em pequeno, eu ouvia à minha catequista, à minha professora da primária e ao padre da minha aldeia... Ricos e pobres, se querem um conselho, desconfiem da moral da história...
Estórias com mural ao fundo - XXII: O ser e o ter
Conta-se que que no Séc. XIX um excêntrico e culto inglês, da upper class vitoriana, desceu o Nilo, expresssamente à procura de um velho sábio de que ouvira falar a uma equipa de arqueólogos em Londres.
O nosso viajante e escritor nas obras vagas ficou muito surpreendido ao ver que o sábio morava numa casa de adobe, muito simples, de paredes nuas. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa, um banco e muitos livros e pergaminhos antigos espalhados por esteiras ao longo do chão.
- Onde estão os seus móveis? - perguntou o inglês.
De pronto, o sábio lhe devolveu a pergunta:
- E os seus, onde estão ?
- Os meus?! - surpreendeu-se o turista - Mas eu estou aqui só de passagem!
- Eu também, meu amigo! - concluiu o sábio.
Moral da história:
"A vida na Terra é somente uma passagem, dizem os sábios. No entanto, alguns de nós vivem como se fossem ficar aqui eternamente, acumulando riqueza e esquecendo-se de serem felizes."
PS - Esta é uma estória edificante que, já em pequeno, eu ouvia à minha catequista, à minha professora da primária e ao padre da minha aldeia... Ricos e pobres, se querem um conselho, desconfiem da moral da história...
O nosso viajante e escritor nas obras vagas ficou muito surpreendido ao ver que o sábio morava numa casa de adobe, muito simples, de paredes nuas. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa, um banco e muitos livros e pergaminhos antigos espalhados por esteiras ao longo do chão.
- Onde estão os seus móveis? - perguntou o inglês.
De pronto, o sábio lhe devolveu a pergunta:
- E os seus, onde estão ?
- Os meus?! - surpreendeu-se o turista - Mas eu estou aqui só de passagem!
- Eu também, meu amigo! - concluiu o sábio.
Moral da história:
"A vida na Terra é somente uma passagem, dizem os sábios. No entanto, alguns de nós vivem como se fossem ficar aqui eternamente, acumulando riqueza e esquecendo-se de serem felizes."
PS - Esta é uma estória edificante que, já em pequeno, eu ouvia à minha catequista, à minha professora da primária e ao padre da minha aldeia... Ricos e pobres, se querem um conselho, desconfiem da moral da história...
12 fevereiro 2004
O tripaliu(m) que mata a gente II - Compromisso (com) Portugal
"Descobri essa outra rotina da fábrica: estar constantemente exposto à agressão dos objectos, a todos estes contactos desagradáveis, irritantes, perigosos, com os materiais mais diversos: chapas cortantes, pó de ferro, borrachas, superfícies gordurentas, farpas, produtos químicos que atacam a pele e nos queimam os brônquios. Habituamo-nos muitas vezes, nunca nos imunizamos (...).
"O estanho, que atacará sem dúvida os pulmões de Mouloud, não é reconhecido como perigoso. Os pintores à pistola da oficina de pintura e as doenças provocadas pelo benzol também o não são. As bronquites crónicas, as constipações repetidas, as tosses más, as crises de asma, as respirações roufenhas: Fumas muito, diagnostica, imperturbável, o médico da Citroën. E as peles que estalam, que ulceram. E os homem coçam-se e arranham-se. Aqui, na cadeia de montagem e nos postos que dela dependem, nenhum corpo está a salvo. O meu princípio de alergia à borracha? Ora, uma gota de água".
Extractos de: Robert Linhart (1978) - O infiltrado. Lisboa: Iniciativas Editoriais.29-30. (tr. do fr., L'établi. Patris: Minuit, 1978).
A propósito da melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores portugueses e da modernização das suas empresas (de todo os sectores: primário,secundário e terciário): estranhamente não ouvi uma única palavra sobre o assunto, por parte dos proponentes da "Iniciativa Compromisso Portugal", que se reuniram no Convento do Beato, em Lisboa, em 10 de Fevereiro de 2004.
O novo modelo económico e de desenvolvimento para o nosso país, proposto pela nata fina dos nossos gestores, assalariados, estrangeirados, formados nos melhores MBA das melhores escolas de dentro e de fora, com menos de 45 anos, não passa (também) por aí ? Vamos deixar que o mercado se encarregue de eliminar, a seu tempo, as más empresas, incluindo as que praticam o dumping social ? E que papel deverá caber ao Estado ?
Tenho pena que se tenham omitido, intencionalmente ou não, algumas das buzzwords que se ouvem nas nossas escolas de gestão e se lêem nos manuais e revistas do management (do latim, manus, e do italiano medievo managgiare, conduzir um cavalo com às rédeas na mão) : por exemplo, responsabilidade social, cultura de empresa, capital humano, qualidade, empowerment dos colaboradores, liderança, cidadania, participação e consulta, social audit, eco-eficiência, wellness, employability, protecção e promoção da saúde dos trabalhadores, etc.
Esta louvável iniciativa por parte dos homens e mulheres que têm uma papel-chave na produção e distribuição de riqueza, para ser verdadeiramente um "compromisso (com) Portugal", não pode ser fracturante: ela acabará por falhar se se quiser impor pela via tecnocrática e autoritária soluções do tipo one best way. Portugal não é uma ideia abstracta, pelo que o compormisso com Portugal só pode ser entendido como um compromisso com, através de e para os portugas, todos os portugas.
Acredito que chegou o tempo de passarmos dos estudos e diagnósticos para o campo da decisão e da acção. Mas oxalá que Deus não ilumine demais os já muito iluminados. Que Deus (ou os deuses) nos deixe(m) algum espaço para a contingência humana, para a experimentação, para o ensaio e para o erro... Que uns e outros, os deuses e os iluminados, nos deixem algum tempo e espaço para a inteligênica, a imaginação, a cultura, o humor, a humanidade, a solidariedade... Last but not the least, que deixem uma nesga da porta aberta à saudável loucura dos poetas deste país...
Fernando Pessoa, escriturário, tradutor, alcoólico, ou Álvaro de Campos, engenheiro naval, dificilmente passariam hoje num teste psicotécnico de candidatura de emprego ou num exame de aptidão física e mental da medicina do trabalho. Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, poetas e loucos, chumbariam se a sua poesia fosse medida em Kpi– Key performance indicators . Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, portugas, marginais-secantes, saberiam entender hoje o que está em jogo no "compromisso (com) Portugal" ? Ficariam de fora ? E se assim fosse eu teria pena e o meu país ficaria mais pobre... Quero dizer, a minha língua, que nenhum economista me soube dizer até hoje quanto vale em termos de PIB, VAB ou outras medidas econométricas. Aliás, nunca lhes perguntei, aos economistas e aos gestores das coisas públcias e privadas. Sempre tive medo que me respondessem: "Uma gota de água!".
Ouvi dizer, por outro lado, que de acordo com o novo Plano Nacional de Saúde, apresentado ontem pelo Governo, os portugas trabalhadores e tabagistas vão ter os dias contados. Já imagino o título do cartaz ou do anúncio televisivo: Ou trabalhas ou fumas, a escolha é tua! Se fumas, só na rua... . Outra mensagem que seguramente imporia respeito e confiança seria qualquer coisa como A saúde pública vai tratar-te da saúde!
Não é altura para se discutir aqui os efeitos perversos do proibicionismo. Só espero é que esta medida (proibição de fumar nos locais de trabalho) não venha a ser avulsa, cega e contra-intuitiva. No mínimo, espero ver o seu efeito multiplicador, com um aumento significativo de empresas com programas integrados e coerentes de prevenção e tratamento dos problemas do tabagismo relacionados com o trabalho: por exemplo, consultas de desabituação tabágica, apoio aos trabalhadores que querem deixar de fumar, grupos de auto-ajuda, formação e treino em gestão do stresse, controlo e prevenção de outros de risco psicossocial, controlo e prevenção de outros factores de risco ambientais (ruíudo, substâncias perigosas...).
"O estanho, que atacará sem dúvida os pulmões de Mouloud, não é reconhecido como perigoso. Os pintores à pistola da oficina de pintura e as doenças provocadas pelo benzol também o não são. As bronquites crónicas, as constipações repetidas, as tosses más, as crises de asma, as respirações roufenhas: Fumas muito, diagnostica, imperturbável, o médico da Citroën. E as peles que estalam, que ulceram. E os homem coçam-se e arranham-se. Aqui, na cadeia de montagem e nos postos que dela dependem, nenhum corpo está a salvo. O meu princípio de alergia à borracha? Ora, uma gota de água".
Extractos de: Robert Linhart (1978) - O infiltrado. Lisboa: Iniciativas Editoriais.29-30. (tr. do fr., L'établi. Patris: Minuit, 1978).
A propósito da melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores portugueses e da modernização das suas empresas (de todo os sectores: primário,secundário e terciário): estranhamente não ouvi uma única palavra sobre o assunto, por parte dos proponentes da "Iniciativa Compromisso Portugal", que se reuniram no Convento do Beato, em Lisboa, em 10 de Fevereiro de 2004.
O novo modelo económico e de desenvolvimento para o nosso país, proposto pela nata fina dos nossos gestores, assalariados, estrangeirados, formados nos melhores MBA das melhores escolas de dentro e de fora, com menos de 45 anos, não passa (também) por aí ? Vamos deixar que o mercado se encarregue de eliminar, a seu tempo, as más empresas, incluindo as que praticam o dumping social ? E que papel deverá caber ao Estado ?
Tenho pena que se tenham omitido, intencionalmente ou não, algumas das buzzwords que se ouvem nas nossas escolas de gestão e se lêem nos manuais e revistas do management (do latim, manus, e do italiano medievo managgiare, conduzir um cavalo com às rédeas na mão) : por exemplo, responsabilidade social, cultura de empresa, capital humano, qualidade, empowerment dos colaboradores, liderança, cidadania, participação e consulta, social audit, eco-eficiência, wellness, employability, protecção e promoção da saúde dos trabalhadores, etc.
Esta louvável iniciativa por parte dos homens e mulheres que têm uma papel-chave na produção e distribuição de riqueza, para ser verdadeiramente um "compromisso (com) Portugal", não pode ser fracturante: ela acabará por falhar se se quiser impor pela via tecnocrática e autoritária soluções do tipo one best way. Portugal não é uma ideia abstracta, pelo que o compormisso com Portugal só pode ser entendido como um compromisso com, através de e para os portugas, todos os portugas.
Acredito que chegou o tempo de passarmos dos estudos e diagnósticos para o campo da decisão e da acção. Mas oxalá que Deus não ilumine demais os já muito iluminados. Que Deus (ou os deuses) nos deixe(m) algum espaço para a contingência humana, para a experimentação, para o ensaio e para o erro... Que uns e outros, os deuses e os iluminados, nos deixem algum tempo e espaço para a inteligênica, a imaginação, a cultura, o humor, a humanidade, a solidariedade... Last but not the least, que deixem uma nesga da porta aberta à saudável loucura dos poetas deste país...
Fernando Pessoa, escriturário, tradutor, alcoólico, ou Álvaro de Campos, engenheiro naval, dificilmente passariam hoje num teste psicotécnico de candidatura de emprego ou num exame de aptidão física e mental da medicina do trabalho. Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, poetas e loucos, chumbariam se a sua poesia fosse medida em Kpi– Key performance indicators . Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, portugas, marginais-secantes, saberiam entender hoje o que está em jogo no "compromisso (com) Portugal" ? Ficariam de fora ? E se assim fosse eu teria pena e o meu país ficaria mais pobre... Quero dizer, a minha língua, que nenhum economista me soube dizer até hoje quanto vale em termos de PIB, VAB ou outras medidas econométricas. Aliás, nunca lhes perguntei, aos economistas e aos gestores das coisas públcias e privadas. Sempre tive medo que me respondessem: "Uma gota de água!".
Ouvi dizer, por outro lado, que de acordo com o novo Plano Nacional de Saúde, apresentado ontem pelo Governo, os portugas trabalhadores e tabagistas vão ter os dias contados. Já imagino o título do cartaz ou do anúncio televisivo: Ou trabalhas ou fumas, a escolha é tua! Se fumas, só na rua... . Outra mensagem que seguramente imporia respeito e confiança seria qualquer coisa como A saúde pública vai tratar-te da saúde!
Não é altura para se discutir aqui os efeitos perversos do proibicionismo. Só espero é que esta medida (proibição de fumar nos locais de trabalho) não venha a ser avulsa, cega e contra-intuitiva. No mínimo, espero ver o seu efeito multiplicador, com um aumento significativo de empresas com programas integrados e coerentes de prevenção e tratamento dos problemas do tabagismo relacionados com o trabalho: por exemplo, consultas de desabituação tabágica, apoio aos trabalhadores que querem deixar de fumar, grupos de auto-ajuda, formação e treino em gestão do stresse, controlo e prevenção de outros de risco psicossocial, controlo e prevenção de outros factores de risco ambientais (ruíudo, substâncias perigosas...).
O tripaliu(m) que mata a gente II - Compromisso (com) Portugal
"Descobri essa outra rotina da fábrica: estar constantemente exposto à agressão dos objectos, a todos estes contactos desagradáveis, irritantes, perigosos, com os materiais mais diversos: chapas cortantes, pó de ferro, borrachas, superfícies gordurentas, farpas, produtos químicos que atacam a pele e nos queimam os brônquios. Habituamo-nos muitas vezes, nunca nos imunizamos (...).
"O estanho, que atacará sem dúvida os pulmões de Mouloud, não é reconhecido como perigoso. Os pintores à pistola da oficina de pintura e as doenças provocadas pelo benzol também o não são. As bronquites crónicas, as constipações repetidas, as tosses más, as crises de asma, as respirações roufenhas: Fumas muito, diagnostica, imperturbável, o médico da Citroën. E as peles que estalam, que ulceram. E os homem coçam-se e arranham-se. Aqui, na cadeia de montagem e nos postos que dela dependem, nenhum corpo está a salvo. O meu princípio de alergia à borracha? Ora, uma gota de água".
Extractos de: Robert Linhart (1978) - O infiltrado. Lisboa: Iniciativas Editoriais.29-30. (tr. do fr., L'établi. Patris: Minuit, 1978).
A propósito da melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores portugueses e da modernização das suas empresas (de todo os sectores: primário,secundário e terciário): estranhamente não ouvi uma única palavra sobre o assunto, por parte dos proponentes da "Iniciativa Compromisso Portugal", que se reuniram no Convento do Beato, em Lisboa, em 10 de Fevereiro de 2004.
O novo modelo económico e de desenvolvimento para o nosso país, proposto pela nata fina dos nossos gestores, assalariados, estrangeirados, formados nos melhores MBA das melhores escolas de dentro e de fora, com menos de 45 anos, não passa (também) por aí ? Vamos deixar que o mercado se encarregue de eliminar, a seu tempo, as más empresas, incluindo as que praticam o dumping social ? E que papel deverá caber ao Estado ?
Tenho pena que se tenham omitido, intencionalmente ou não, algumas das buzzwords que se ouvem nas nossas escolas de gestão e se lêem nos manuais e revistas do management (do latim, manus, e do italiano medievo managgiare, conduzir um cavalo com às rédeas na mão) : por exemplo, responsabilidade social, cultura de empresa, capital humano, qualidade, empowerment dos colaboradores, liderança, cidadania, participação e consulta, social audit, eco-eficiência, wellness, employability, protecção e promoção da saúde dos trabalhadores, etc.
Esta louvável iniciativa por parte dos homens e mulheres que têm uma papel-chave na produção e distribuição de riqueza, para ser verdadeiramente um "compromisso (com) Portugal", não pode ser fracturante: ela acabará por falhar se se quiser impor pela via tecnocrática e autoritária soluções do tipo one best way. Portugal não é uma ideia abstracta, pelo que o compormisso com Portugal só pode ser entendido como um compromisso com, através de e para os portugas, todos os portugas.
Acredito que chegou o tempo de passarmos dos estudos e diagnósticos para o campo da decisão e da acção. Mas oxalá que Deus não ilumine demais os já muito iluminados. Que Deus (ou os deuses) nos deixe(m) algum espaço para a contingência humana, para a experimentação, para o ensaio e para o erro... Que uns e outros, os deuses e os iluminados, nos deixem algum tempo e espaço para a inteligênica, a imaginação, a cultura, o humor, a humanidade, a solidariedade... Last but not the least, que deixem uma nesga da porta aberta à saudável loucura dos poetas deste país...
Fernando Pessoa, escriturário, tradutor, alcoólico, ou Álvaro de Campos, engenheiro naval, dificilmente passariam hoje num teste psicotécnico de candidatura de emprego ou num exame de aptidão física e mental da medicina do trabalho. Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, poetas e loucos, chumbariam se a sua poesia fosse medida em Kpi– Key performance indicators . Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, portugas, marginais-secantes, saberiam entender hoje o que está em jogo no "compromisso (com) Portugal" ? Ficariam de fora ? E se assim fosse eu teria pena e o meu país ficaria mais pobre... Quero dizer, a minha língua, que nenhum economista me soube dizer até hoje quanto vale em termos de PIB, VAB ou outras medidas econométricas. Aliás, nunca lhes perguntei, aos economistas e aos gestores das coisas públcias e privadas. Sempre tive medo que me respondessem: "Uma gota de água!".
Ouvi dizer, por outro lado, que de acordo com o novo Plano Nacional de Saúde, apresentado ontem pelo Governo, os portugas trabalhadores e tabagistas vão ter os dias contados. Já imagino o título do cartaz ou do anúncio televisivo: Ou trabalhas ou fumas, a escolha é tua! Se fumas, só na rua... . Outra mensagem que seguramente imporia respeito e confiança seria qualquer coisa como A saúde pública vai tratar-te da saúde!
Não é altura para se discutir aqui os efeitos perversos do proibicionismo. Só espero é que esta medida (proibição de fumar nos locais de trabalho) não venha a ser avulsa, cega e contra-intuitiva. No mínimo, espero ver o seu efeito multiplicador, com um aumento significativo de empresas com programas integrados e coerentes de prevenção e tratamento dos problemas do tabagismo relacionados com o trabalho: por exemplo, consultas de desabituação tabágica, apoio aos trabalhadores que querem deixar de fumar, grupos de auto-ajuda, formação e treino em gestão do stresse, controlo e prevenção de outros de risco psicossocial, controlo e prevenção de outros factores de risco ambientais (ruíudo, substâncias perigosas...).
"O estanho, que atacará sem dúvida os pulmões de Mouloud, não é reconhecido como perigoso. Os pintores à pistola da oficina de pintura e as doenças provocadas pelo benzol também o não são. As bronquites crónicas, as constipações repetidas, as tosses más, as crises de asma, as respirações roufenhas: Fumas muito, diagnostica, imperturbável, o médico da Citroën. E as peles que estalam, que ulceram. E os homem coçam-se e arranham-se. Aqui, na cadeia de montagem e nos postos que dela dependem, nenhum corpo está a salvo. O meu princípio de alergia à borracha? Ora, uma gota de água".
Extractos de: Robert Linhart (1978) - O infiltrado. Lisboa: Iniciativas Editoriais.29-30. (tr. do fr., L'établi. Patris: Minuit, 1978).
A propósito da melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores portugueses e da modernização das suas empresas (de todo os sectores: primário,secundário e terciário): estranhamente não ouvi uma única palavra sobre o assunto, por parte dos proponentes da "Iniciativa Compromisso Portugal", que se reuniram no Convento do Beato, em Lisboa, em 10 de Fevereiro de 2004.
O novo modelo económico e de desenvolvimento para o nosso país, proposto pela nata fina dos nossos gestores, assalariados, estrangeirados, formados nos melhores MBA das melhores escolas de dentro e de fora, com menos de 45 anos, não passa (também) por aí ? Vamos deixar que o mercado se encarregue de eliminar, a seu tempo, as más empresas, incluindo as que praticam o dumping social ? E que papel deverá caber ao Estado ?
Tenho pena que se tenham omitido, intencionalmente ou não, algumas das buzzwords que se ouvem nas nossas escolas de gestão e se lêem nos manuais e revistas do management (do latim, manus, e do italiano medievo managgiare, conduzir um cavalo com às rédeas na mão) : por exemplo, responsabilidade social, cultura de empresa, capital humano, qualidade, empowerment dos colaboradores, liderança, cidadania, participação e consulta, social audit, eco-eficiência, wellness, employability, protecção e promoção da saúde dos trabalhadores, etc.
Esta louvável iniciativa por parte dos homens e mulheres que têm uma papel-chave na produção e distribuição de riqueza, para ser verdadeiramente um "compromisso (com) Portugal", não pode ser fracturante: ela acabará por falhar se se quiser impor pela via tecnocrática e autoritária soluções do tipo one best way. Portugal não é uma ideia abstracta, pelo que o compormisso com Portugal só pode ser entendido como um compromisso com, através de e para os portugas, todos os portugas.
Acredito que chegou o tempo de passarmos dos estudos e diagnósticos para o campo da decisão e da acção. Mas oxalá que Deus não ilumine demais os já muito iluminados. Que Deus (ou os deuses) nos deixe(m) algum espaço para a contingência humana, para a experimentação, para o ensaio e para o erro... Que uns e outros, os deuses e os iluminados, nos deixem algum tempo e espaço para a inteligênica, a imaginação, a cultura, o humor, a humanidade, a solidariedade... Last but not the least, que deixem uma nesga da porta aberta à saudável loucura dos poetas deste país...
Fernando Pessoa, escriturário, tradutor, alcoólico, ou Álvaro de Campos, engenheiro naval, dificilmente passariam hoje num teste psicotécnico de candidatura de emprego ou num exame de aptidão física e mental da medicina do trabalho. Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, poetas e loucos, chumbariam se a sua poesia fosse medida em Kpi– Key performance indicators . Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, portugas, marginais-secantes, saberiam entender hoje o que está em jogo no "compromisso (com) Portugal" ? Ficariam de fora ? E se assim fosse eu teria pena e o meu país ficaria mais pobre... Quero dizer, a minha língua, que nenhum economista me soube dizer até hoje quanto vale em termos de PIB, VAB ou outras medidas econométricas. Aliás, nunca lhes perguntei, aos economistas e aos gestores das coisas públcias e privadas. Sempre tive medo que me respondessem: "Uma gota de água!".
Ouvi dizer, por outro lado, que de acordo com o novo Plano Nacional de Saúde, apresentado ontem pelo Governo, os portugas trabalhadores e tabagistas vão ter os dias contados. Já imagino o título do cartaz ou do anúncio televisivo: Ou trabalhas ou fumas, a escolha é tua! Se fumas, só na rua... . Outra mensagem que seguramente imporia respeito e confiança seria qualquer coisa como A saúde pública vai tratar-te da saúde!
Não é altura para se discutir aqui os efeitos perversos do proibicionismo. Só espero é que esta medida (proibição de fumar nos locais de trabalho) não venha a ser avulsa, cega e contra-intuitiva. No mínimo, espero ver o seu efeito multiplicador, com um aumento significativo de empresas com programas integrados e coerentes de prevenção e tratamento dos problemas do tabagismo relacionados com o trabalho: por exemplo, consultas de desabituação tabágica, apoio aos trabalhadores que querem deixar de fumar, grupos de auto-ajuda, formação e treino em gestão do stresse, controlo e prevenção de outros de risco psicossocial, controlo e prevenção de outros factores de risco ambientais (ruíudo, substâncias perigosas...).
10 fevereiro 2004
Socio(b)logia - VII: A nossa língua quase comum: a propósito do pimba e do brega
Se o Portugal S. A. quer dizer Portugal Sociedade Anal, então o que dizer destes cabras ? Se nós, com 800 anos de evolução, ainda hoje estamos na fase anal, então eles, com menos de 200, ainda deveriam estar na fase oral...
O Brasil tem fama de infantilizar os cabras que para lá vão... Mas o Zé Portuga adora este jeitinho de falar do moleque... Tenho trocado correspondência com uma amiga minha que foi passar uma temporada ao Brasil com o filho (portuga) e os netos (brazucas)... O último e-mail que recebi dela começava assim: "Olá, galera, tudo bem ? Por aqui tudo xou!"...
Bem razão tem o Jô Soares quando fala da nossa língua quase comum... Tem-se dito e escrito muito sobre a criatividade do brasileiro que todos os dias reinventaria o português... O exemplo que hoje vos deixo deveria figurar em próxima antologia luso-brasileira do pimba e do brega...
Obrigado ao nosso ciberfornecedor de hoje, o Hugo Rolim... É pena não poderem ligar o som e ouvir, deliciados, este I Love you tonight .Trata-se de uma canção com direitos de autor (Falcão/Rodrigo Santoro/Marcos Romera). ...
Na realidade, Falcão é o Quim Barreiros brasileiro, é um cantor e compositor do Ceará que surgiu no iníco da década de 90, com (re)leituras satíricas da música brega, utilizando o inglês macarrónico e dando espectáculos marcados pela teatralidade e a provocação. Houve quem lhe chamasse o "rei da breguice existencial e intelectualizada" que verteu para o inglês canções como Fuscão Preto e Eu Não Sou Cachorro Não.
Um dos seus discos mais populares foi A um Passo da MPB (1997), título irónico ou até mesmo provocador. É desse álbum a letra e a música do I love you que aqui reproduzo (para efeitos meramente didácticos, não-comerciais, entenda-se).
O género brega continua a ser muito popular no Brasil e a vender discos (muitos). Tal como cá o género pimba, seu primo. No Brasil, em Portugal e em toda a parte. Seria interessante especular porquê, nesta era da grande globalização. Cultura de massas versus cultura das elites ? Subcultura popular versus subcultura erudita ? Culutura local versus cultura global ? A propósito, alguém chamou à MPB (Música Popular Brasileira) a casa grande e ao brega a sanzala... Mas Falcão, o rei do brega (e parece que há muitos mais no país de Caetano), defende que mais vale ser brega ou cafona (pimba) do que parecer chique, não o sendo nem o podendo ser... O povão é brega porque não pode ser chique (vd. entrevista recente do cara).
I love você
e sei que você
também love mim.
I love you...
E quero receber
o que você prometeu
only para eu.
Only for you...
Se não for assim,
é melhor para mim
ficar sem ver tu.
I need you...
Pois esse seu jeitin
me deixa doidin,
doidin for you
Refrão:
I love you...
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tumatchi
I love seu corpinho
I love seu umbiguinho
I love seu pézinho
I love seus cabelinho
I love seu pescocinho
and I love seu buchinho.
chuchuchurá...
I love seu rostinho
I love seu sovaquinho
I love seu olhinhos
I love sua bochechinha
I love sua bundinha
and I love you todinha
Refrão (...).
O Brasil tem fama de infantilizar os cabras que para lá vão... Mas o Zé Portuga adora este jeitinho de falar do moleque... Tenho trocado correspondência com uma amiga minha que foi passar uma temporada ao Brasil com o filho (portuga) e os netos (brazucas)... O último e-mail que recebi dela começava assim: "Olá, galera, tudo bem ? Por aqui tudo xou!"...
Bem razão tem o Jô Soares quando fala da nossa língua quase comum... Tem-se dito e escrito muito sobre a criatividade do brasileiro que todos os dias reinventaria o português... O exemplo que hoje vos deixo deveria figurar em próxima antologia luso-brasileira do pimba e do brega...
Obrigado ao nosso ciberfornecedor de hoje, o Hugo Rolim... É pena não poderem ligar o som e ouvir, deliciados, este I Love you tonight .Trata-se de uma canção com direitos de autor (Falcão/Rodrigo Santoro/Marcos Romera). ...
Na realidade, Falcão é o Quim Barreiros brasileiro, é um cantor e compositor do Ceará que surgiu no iníco da década de 90, com (re)leituras satíricas da música brega, utilizando o inglês macarrónico e dando espectáculos marcados pela teatralidade e a provocação. Houve quem lhe chamasse o "rei da breguice existencial e intelectualizada" que verteu para o inglês canções como Fuscão Preto e Eu Não Sou Cachorro Não.
Um dos seus discos mais populares foi A um Passo da MPB (1997), título irónico ou até mesmo provocador. É desse álbum a letra e a música do I love you que aqui reproduzo (para efeitos meramente didácticos, não-comerciais, entenda-se).
O género brega continua a ser muito popular no Brasil e a vender discos (muitos). Tal como cá o género pimba, seu primo. No Brasil, em Portugal e em toda a parte. Seria interessante especular porquê, nesta era da grande globalização. Cultura de massas versus cultura das elites ? Subcultura popular versus subcultura erudita ? Culutura local versus cultura global ? A propósito, alguém chamou à MPB (Música Popular Brasileira) a casa grande e ao brega a sanzala... Mas Falcão, o rei do brega (e parece que há muitos mais no país de Caetano), defende que mais vale ser brega ou cafona (pimba) do que parecer chique, não o sendo nem o podendo ser... O povão é brega porque não pode ser chique (vd. entrevista recente do cara).
I love você
e sei que você
também love mim.
I love you...
E quero receber
o que você prometeu
only para eu.
Only for you...
Se não for assim,
é melhor para mim
ficar sem ver tu.
I need you...
Pois esse seu jeitin
me deixa doidin,
doidin for you
Refrão:
I love you...
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tumatchi
I love seu corpinho
I love seu umbiguinho
I love seu pézinho
I love seus cabelinho
I love seu pescocinho
and I love seu buchinho.
chuchuchurá...
I love seu rostinho
I love seu sovaquinho
I love seu olhinhos
I love sua bochechinha
I love sua bundinha
and I love you todinha
Refrão (...).
Socio(b)logia - VII: A nossa língua quase comum: a propósito do pimba e do brega
Se o Portugal S. A. quer dizer Portugal Sociedade Anal, então o que dizer destes cabras ? Se nós, com 800 anos de evolução, ainda hoje estamos na fase anal, então eles, com menos de 200, ainda deveriam estar na fase oral...
O Brasil tem fama de infantilizar os cabras que para lá vão... Mas o Zé Portuga adora este jeitinho de falar do moleque... Tenho trocado correspondência com uma amiga minha que foi passar uma temporada ao Brasil com o filho (portuga) e os netos (brazucas)... O último e-mail que recebi dela começava assim: "Olá, galera, tudo bem ? Por aqui tudo xou!"...
Bem razão tem o Jô Soares quando fala da nossa língua quase comum... Tem-se dito e escrito muito sobre a criatividade do brasileiro que todos os dias reinventaria o português... O exemplo que hoje vos deixo deveria figurar em próxima antologia luso-brasileira do pimba e do brega...
Obrigado ao nosso ciberfornecedor de hoje, o Hugo Rolim... É pena não poderem ligar o som e ouvir, deliciados, este I Love you tonight .Trata-se de uma canção com direitos de autor (Falcão/Rodrigo Santoro/Marcos Romera). ...
Na realidade, Falcão é o Quim Barreiros brasileiro, é um cantor e compositor do Ceará que surgiu no iníco da década de 90, com (re)leituras satíricas da música brega, utilizando o inglês macarrónico e dando espectáculos marcados pela teatralidade e a provocação. Houve quem lhe chamasse o "rei da breguice existencial e intelectualizada" que verteu para o inglês canções como Fuscão Preto e Eu Não Sou Cachorro Não.
Um dos seus discos mais populares foi A um Passo da MPB (1997), título irónico ou até mesmo provocador. É desse álbum a letra e a música do I love you que aqui reproduzo (para efeitos meramente didácticos, não-comerciais, entenda-se).
O género brega continua a ser muito popular no Brasil e a vender discos (muitos). Tal como cá o género pimba, seu primo. No Brasil, em Portugal e em toda a parte. Seria interessante especular porquê, nesta era da grande globalização. Cultura de massas versus cultura das elites ? Subcultura popular versus subcultura erudita ? Culutura local versus cultura global ? A propósito, alguém chamou à MPB (Música Popular Brasileira) a casa grande e ao brega a sanzala... Mas Falcão, o rei do brega (e parece que há muitos mais no país de Caetano), defende que mais vale ser brega ou cafona (pimba) do que parecer chique, não o sendo nem o podendo ser... O povão é brega porque não pode ser chique (vd. entrevista recente do cara).
I love você
e sei que você
também love mim.
I love you...
E quero receber
o que você prometeu
only para eu.
Only for you...
Se não for assim,
é melhor para mim
ficar sem ver tu.
I need you...
Pois esse seu jeitin
me deixa doidin,
doidin for you
Refrão:
I love you...
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tumatchi
I love seu corpinho
I love seu umbiguinho
I love seu pézinho
I love seus cabelinho
I love seu pescocinho
and I love seu buchinho.
chuchuchurá...
I love seu rostinho
I love seu sovaquinho
I love seu olhinhos
I love sua bochechinha
I love sua bundinha
and I love you todinha
Refrão (...).
O Brasil tem fama de infantilizar os cabras que para lá vão... Mas o Zé Portuga adora este jeitinho de falar do moleque... Tenho trocado correspondência com uma amiga minha que foi passar uma temporada ao Brasil com o filho (portuga) e os netos (brazucas)... O último e-mail que recebi dela começava assim: "Olá, galera, tudo bem ? Por aqui tudo xou!"...
Bem razão tem o Jô Soares quando fala da nossa língua quase comum... Tem-se dito e escrito muito sobre a criatividade do brasileiro que todos os dias reinventaria o português... O exemplo que hoje vos deixo deveria figurar em próxima antologia luso-brasileira do pimba e do brega...
Obrigado ao nosso ciberfornecedor de hoje, o Hugo Rolim... É pena não poderem ligar o som e ouvir, deliciados, este I Love you tonight .Trata-se de uma canção com direitos de autor (Falcão/Rodrigo Santoro/Marcos Romera). ...
Na realidade, Falcão é o Quim Barreiros brasileiro, é um cantor e compositor do Ceará que surgiu no iníco da década de 90, com (re)leituras satíricas da música brega, utilizando o inglês macarrónico e dando espectáculos marcados pela teatralidade e a provocação. Houve quem lhe chamasse o "rei da breguice existencial e intelectualizada" que verteu para o inglês canções como Fuscão Preto e Eu Não Sou Cachorro Não.
Um dos seus discos mais populares foi A um Passo da MPB (1997), título irónico ou até mesmo provocador. É desse álbum a letra e a música do I love you que aqui reproduzo (para efeitos meramente didácticos, não-comerciais, entenda-se).
O género brega continua a ser muito popular no Brasil e a vender discos (muitos). Tal como cá o género pimba, seu primo. No Brasil, em Portugal e em toda a parte. Seria interessante especular porquê, nesta era da grande globalização. Cultura de massas versus cultura das elites ? Subcultura popular versus subcultura erudita ? Culutura local versus cultura global ? A propósito, alguém chamou à MPB (Música Popular Brasileira) a casa grande e ao brega a sanzala... Mas Falcão, o rei do brega (e parece que há muitos mais no país de Caetano), defende que mais vale ser brega ou cafona (pimba) do que parecer chique, não o sendo nem o podendo ser... O povão é brega porque não pode ser chique (vd. entrevista recente do cara).
I love você
e sei que você
também love mim.
I love you...
E quero receber
o que você prometeu
only para eu.
Only for you...
Se não for assim,
é melhor para mim
ficar sem ver tu.
I need you...
Pois esse seu jeitin
me deixa doidin,
doidin for you
Refrão:
I love you...
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tonighti
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I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tumatchi
I love seu corpinho
I love seu umbiguinho
I love seu pézinho
I love seus cabelinho
I love seu pescocinho
and I love seu buchinho.
chuchuchurá...
I love seu rostinho
I love seu sovaquinho
I love seu olhinhos
I love sua bochechinha
I love sua bundinha
and I love you todinha
Refrão (...).
Socio(b)logia - VI: Portugal S(ociedade) A(nal)
Não sei se o Zé Portuga tem um apurado sentido de humor (crítico), ou se é apenas o eterno espectador (passivo) da queda dos anjos, dos mitos, dos heróis, dos poderosos, dos reis e das rainhas...
Quando há sangue, ou cheiro a sangue, ele é sempre o primeiro a parecer na primeira fila dos espectadores que se juntam em redor do cadafalso ou da fogueira... Acontece em todo o lado e em todas as épocas. Hoje como no tempo da Santa Inquisição, há sempre figurantes em número suficiente para enquadrar e dignificar o espectáculo.
Será que este é um traço de crueldade da personalidade do Zé Povinho, ou apenas a sabedoria (milenar) de que (i) o poder é volátil, que (ii) a glória do mundo passa, que (iii) a revolução engole os seus filhos, que (iv) a fúria justiceira é como um vulcão adormecido, que (v) a vida é um suplício de Sísifo, que (vi) quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão, etc. ?!
Enfim, deixemo-nos de sociologia espontânea, e debrucemo-nos sobre a fotomontagem que circula pela Net e em que aparecem os principais implicados no caso Casa Pia, em lugar dos personagens do Senhor dos Anéis. Trata-se de uma paródia e de um trocadilho: Senhor dos Anais, Sociedade Anal...
Não o reproduzo aqui o boneco por razões éticas, de bom senso e de bom gosto: as pessoas em causa, conhecidas figuras públicas, embora acusadas de vários crimes, estão inocentes até prova em contrário, ou seja, até à sentença transitada em julgado (tenho aprendido umas coisas com esta sobre-exposição mediática da Senhora Justiça, Cega-Surda-E-Muda)... Mas é caso para o Blogador perguntar se o Portugal S. A. em que hoje vivemos não quer dizer justamente Portugal Sociedade Anal ?
É capaz de ser uma boa pergunta, não tanto para os os historiadores, os etnopsiquiatras, os antropólogos ou os sociólogos, como sobretudo para os economistas, empresários, gestores e académicos que hoje se reunem no convento do Beato para mais um exercício (colectivo) de purga e sangria...
Acontece que no capítulo do encarniçamento terapêutico, tem uma fraca reputação: "Em Lisboa nem sangria má nem purga boa"!, já lá diz o provérbio antigo.
Quando há sangue, ou cheiro a sangue, ele é sempre o primeiro a parecer na primeira fila dos espectadores que se juntam em redor do cadafalso ou da fogueira... Acontece em todo o lado e em todas as épocas. Hoje como no tempo da Santa Inquisição, há sempre figurantes em número suficiente para enquadrar e dignificar o espectáculo.
Será que este é um traço de crueldade da personalidade do Zé Povinho, ou apenas a sabedoria (milenar) de que (i) o poder é volátil, que (ii) a glória do mundo passa, que (iii) a revolução engole os seus filhos, que (iv) a fúria justiceira é como um vulcão adormecido, que (v) a vida é um suplício de Sísifo, que (vi) quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão, etc. ?!
Enfim, deixemo-nos de sociologia espontânea, e debrucemo-nos sobre a fotomontagem que circula pela Net e em que aparecem os principais implicados no caso Casa Pia, em lugar dos personagens do Senhor dos Anéis. Trata-se de uma paródia e de um trocadilho: Senhor dos Anais, Sociedade Anal...
Não o reproduzo aqui o boneco por razões éticas, de bom senso e de bom gosto: as pessoas em causa, conhecidas figuras públicas, embora acusadas de vários crimes, estão inocentes até prova em contrário, ou seja, até à sentença transitada em julgado (tenho aprendido umas coisas com esta sobre-exposição mediática da Senhora Justiça, Cega-Surda-E-Muda)... Mas é caso para o Blogador perguntar se o Portugal S. A. em que hoje vivemos não quer dizer justamente Portugal Sociedade Anal ?
É capaz de ser uma boa pergunta, não tanto para os os historiadores, os etnopsiquiatras, os antropólogos ou os sociólogos, como sobretudo para os economistas, empresários, gestores e académicos que hoje se reunem no convento do Beato para mais um exercício (colectivo) de purga e sangria...
Acontece que no capítulo do encarniçamento terapêutico, tem uma fraca reputação: "Em Lisboa nem sangria má nem purga boa"!, já lá diz o provérbio antigo.
Socio(b)logia - VI: Portugal S(ociedade) A(nal)
Não sei se o Zé Portuga tem um apurado sentido de humor (crítico), ou se é apenas o eterno espectador (passivo) da queda dos anjos, dos mitos, dos heróis, dos poderosos, dos reis e das rainhas...
Quando há sangue, ou cheiro a sangue, ele é sempre o primeiro a parecer na primeira fila dos espectadores que se juntam em redor do cadafalso ou da fogueira... Acontece em todo o lado e em todas as épocas. Hoje como no tempo da Santa Inquisição, há sempre figurantes em número suficiente para enquadrar e dignificar o espectáculo.
Será que este é um traço de crueldade da personalidade do Zé Povinho, ou apenas a sabedoria (milenar) de que (i) o poder é volátil, que (ii) a glória do mundo passa, que (iii) a revolução engole os seus filhos, que (iv) a fúria justiceira é como um vulcão adormecido, que (v) a vida é um suplício de Sísifo, que (vi) quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão, etc. ?!
Enfim, deixemo-nos de sociologia espontânea, e debrucemo-nos sobre a fotomontagem que circula pela Net e em que aparecem os principais implicados no caso Casa Pia, em lugar dos personagens do Senhor dos Anéis. Trata-se de uma paródia e de um trocadilho: Senhor dos Anais, Sociedade Anal...
Não o reproduzo aqui o boneco por razões éticas, de bom senso e de bom gosto: as pessoas em causa, conhecidas figuras públicas, embora acusadas de vários crimes, estão inocentes até prova em contrário, ou seja, até à sentença transitada em julgado (tenho aprendido umas coisas com esta sobre-exposição mediática da Senhora Justiça, Cega-Surda-E-Muda)... Mas é caso para o Blogador perguntar se o Portugal S. A. em que hoje vivemos não quer dizer justamente Portugal Sociedade Anal ?
É capaz de ser uma boa pergunta, não tanto para os os historiadores, os etnopsiquiatras, os antropólogos ou os sociólogos, como sobretudo para os economistas, empresários, gestores e académicos que hoje se reunem no convento do Beato para mais um exercício (colectivo) de purga e sangria...
Acontece que no capítulo do encarniçamento terapêutico, tem uma fraca reputação: "Em Lisboa nem sangria má nem purga boa"!, já lá diz o provérbio antigo.
Quando há sangue, ou cheiro a sangue, ele é sempre o primeiro a parecer na primeira fila dos espectadores que se juntam em redor do cadafalso ou da fogueira... Acontece em todo o lado e em todas as épocas. Hoje como no tempo da Santa Inquisição, há sempre figurantes em número suficiente para enquadrar e dignificar o espectáculo.
Será que este é um traço de crueldade da personalidade do Zé Povinho, ou apenas a sabedoria (milenar) de que (i) o poder é volátil, que (ii) a glória do mundo passa, que (iii) a revolução engole os seus filhos, que (iv) a fúria justiceira é como um vulcão adormecido, que (v) a vida é um suplício de Sísifo, que (vi) quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão, etc. ?!
Enfim, deixemo-nos de sociologia espontânea, e debrucemo-nos sobre a fotomontagem que circula pela Net e em que aparecem os principais implicados no caso Casa Pia, em lugar dos personagens do Senhor dos Anéis. Trata-se de uma paródia e de um trocadilho: Senhor dos Anais, Sociedade Anal...
Não o reproduzo aqui o boneco por razões éticas, de bom senso e de bom gosto: as pessoas em causa, conhecidas figuras públicas, embora acusadas de vários crimes, estão inocentes até prova em contrário, ou seja, até à sentença transitada em julgado (tenho aprendido umas coisas com esta sobre-exposição mediática da Senhora Justiça, Cega-Surda-E-Muda)... Mas é caso para o Blogador perguntar se o Portugal S. A. em que hoje vivemos não quer dizer justamente Portugal Sociedade Anal ?
É capaz de ser uma boa pergunta, não tanto para os os historiadores, os etnopsiquiatras, os antropólogos ou os sociólogos, como sobretudo para os economistas, empresários, gestores e académicos que hoje se reunem no convento do Beato para mais um exercício (colectivo) de purga e sangria...
Acontece que no capítulo do encarniçamento terapêutico, tem uma fraca reputação: "Em Lisboa nem sangria má nem purga boa"!, já lá diz o provérbio antigo.
09 fevereiro 2004
Humor com humor se paga - XXII: Deus (ou o Bin Laden) também sabe escrever direito por linhas tortas ?!
O humor (negro) à volta do dia que mudou o mundo, não pára de crescer. É uma forma de, tal como os índios da Amazónia fazem com os demónios da floresta, exorcizarmos os nossos medos, fantasmas e angústias (A propósito, não percam a exposição temporária sobre as máscaras e outros artefactos culturais dos Wauja, um povo do Parque Indígena do Xingu, Brasil, no Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa, inaugurada em finais de Janeiro de 2004).
Talvez um dia alguém se debruce sobre esses materiais menos nobres da cultura e da comunicação entre os humanos, que são as anedotas, com a mesma curiosidade e espírito científico com que o etnólogo alemão Karl von den Stein , em 1884 e 1887, descobriu e estudou os Wauja e outros povos do Alto Xingu.
_______
Na manhã do fatídico dia 11 de Setembro de 2001, há um executivo que se despede, como habitualmente, da sua querida esposa e vai para o escritório da sua sociedade financeira, sito no 85º andar de uma das torres gémeas do World Trade Center.
No meio do congestionado trânsito novo-iorquino, ele resolve mudar de ideias e segue para casa da amante. Uma vez na cama, com a sua nova girlfriend, desligou o telemóvel para não ser incomodado...
Por volta das onze e picos, voltou a vestir-se, ligou o telemóvel e dirigiu-se ao carro. Mal se sentou ao volante, recebeu uma chamada. Era a esposa, a legítima, em pânico...
- Finalmente, My God!!! Tu estás bem, darling ? !... Diz-me onde é que estás!
- Estou óptiimo, querida. Estou aqui no escritório, a tomar um cafezinho e com a Big Apple a meus pés, mais deslumbrante do que nunca ... Mas porquê ? Aconteceu alguma coisa ?
Moral da história (privada): Mais tarde, ainda não refeito do susto ao saber das trágicas notícias, o nosso executivo, reconstituiu o filme da manhã desse dia, e concluiu que Deus (ou o Bin Laden) também sabe escrever direito por linhas tortas...
Dizem que o nosso homem teve uma crise mística, acabou por se converter ao Islão e, com o dinheiro que recebeu do seguro pela destruição do seu escritório, fundou uma comunidade religiosa algures na América profunda e evangelista.
PS – Obrigado ao António P.L. que me enviou uma primeira versão da anedota.
Talvez um dia alguém se debruce sobre esses materiais menos nobres da cultura e da comunicação entre os humanos, que são as anedotas, com a mesma curiosidade e espírito científico com que o etnólogo alemão Karl von den Stein , em 1884 e 1887, descobriu e estudou os Wauja e outros povos do Alto Xingu.
_______
Na manhã do fatídico dia 11 de Setembro de 2001, há um executivo que se despede, como habitualmente, da sua querida esposa e vai para o escritório da sua sociedade financeira, sito no 85º andar de uma das torres gémeas do World Trade Center.
No meio do congestionado trânsito novo-iorquino, ele resolve mudar de ideias e segue para casa da amante. Uma vez na cama, com a sua nova girlfriend, desligou o telemóvel para não ser incomodado...
Por volta das onze e picos, voltou a vestir-se, ligou o telemóvel e dirigiu-se ao carro. Mal se sentou ao volante, recebeu uma chamada. Era a esposa, a legítima, em pânico...
- Finalmente, My God!!! Tu estás bem, darling ? !... Diz-me onde é que estás!
- Estou óptiimo, querida. Estou aqui no escritório, a tomar um cafezinho e com a Big Apple a meus pés, mais deslumbrante do que nunca ... Mas porquê ? Aconteceu alguma coisa ?
Moral da história (privada): Mais tarde, ainda não refeito do susto ao saber das trágicas notícias, o nosso executivo, reconstituiu o filme da manhã desse dia, e concluiu que Deus (ou o Bin Laden) também sabe escrever direito por linhas tortas...
Dizem que o nosso homem teve uma crise mística, acabou por se converter ao Islão e, com o dinheiro que recebeu do seguro pela destruição do seu escritório, fundou uma comunidade religiosa algures na América profunda e evangelista.
PS – Obrigado ao António P.L. que me enviou uma primeira versão da anedota.
Humor com humor se paga - XXII: Deus (ou o Bin Laden) também sabe escrever direito por linhas tortas ?!
O humor (negro) à volta do dia que mudou o mundo, não pára de crescer. É uma forma de, tal como os índios da Amazónia fazem com os demónios da floresta, exorcizarmos os nossos medos, fantasmas e angústias (A propósito, não percam a exposição temporária sobre as máscaras e outros artefactos culturais dos Wauja, um povo do Parque Indígena do Xingu, Brasil, no Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa, inaugurada em finais de Janeiro de 2004).
Talvez um dia alguém se debruce sobre esses materiais menos nobres da cultura e da comunicação entre os humanos, que são as anedotas, com a mesma curiosidade e espírito científico com que o etnólogo alemão Karl von den Stein , em 1884 e 1887, descobriu e estudou os Wauja e outros povos do Alto Xingu.
_______
Na manhã do fatídico dia 11 de Setembro de 2001, há um executivo que se despede, como habitualmente, da sua querida esposa e vai para o escritório da sua sociedade financeira, sito no 85º andar de uma das torres gémeas do World Trade Center.
No meio do congestionado trânsito novo-iorquino, ele resolve mudar de ideias e segue para casa da amante. Uma vez na cama, com a sua nova girlfriend, desligou o telemóvel para não ser incomodado...
Por volta das onze e picos, voltou a vestir-se, ligou o telemóvel e dirigiu-se ao carro. Mal se sentou ao volante, recebeu uma chamada. Era a esposa, a legítima, em pânico...
- Finalmente, My God!!! Tu estás bem, darling ? !... Diz-me onde é que estás!
- Estou óptiimo, querida. Estou aqui no escritório, a tomar um cafezinho e com a Big Apple a meus pés, mais deslumbrante do que nunca ... Mas porquê ? Aconteceu alguma coisa ?
Moral da história (privada): Mais tarde, ainda não refeito do susto ao saber das trágicas notícias, o nosso executivo, reconstituiu o filme da manhã desse dia, e concluiu que Deus (ou o Bin Laden) também sabe escrever direito por linhas tortas...
Dizem que o nosso homem teve uma crise mística, acabou por se converter ao Islão e, com o dinheiro que recebeu do seguro pela destruição do seu escritório, fundou uma comunidade religiosa algures na América profunda e evangelista.
PS – Obrigado ao António P.L. que me enviou uma primeira versão da anedota.
Talvez um dia alguém se debruce sobre esses materiais menos nobres da cultura e da comunicação entre os humanos, que são as anedotas, com a mesma curiosidade e espírito científico com que o etnólogo alemão Karl von den Stein , em 1884 e 1887, descobriu e estudou os Wauja e outros povos do Alto Xingu.
_______
Na manhã do fatídico dia 11 de Setembro de 2001, há um executivo que se despede, como habitualmente, da sua querida esposa e vai para o escritório da sua sociedade financeira, sito no 85º andar de uma das torres gémeas do World Trade Center.
No meio do congestionado trânsito novo-iorquino, ele resolve mudar de ideias e segue para casa da amante. Uma vez na cama, com a sua nova girlfriend, desligou o telemóvel para não ser incomodado...
Por volta das onze e picos, voltou a vestir-se, ligou o telemóvel e dirigiu-se ao carro. Mal se sentou ao volante, recebeu uma chamada. Era a esposa, a legítima, em pânico...
- Finalmente, My God!!! Tu estás bem, darling ? !... Diz-me onde é que estás!
- Estou óptiimo, querida. Estou aqui no escritório, a tomar um cafezinho e com a Big Apple a meus pés, mais deslumbrante do que nunca ... Mas porquê ? Aconteceu alguma coisa ?
Moral da história (privada): Mais tarde, ainda não refeito do susto ao saber das trágicas notícias, o nosso executivo, reconstituiu o filme da manhã desse dia, e concluiu que Deus (ou o Bin Laden) também sabe escrever direito por linhas tortas...
Dizem que o nosso homem teve uma crise mística, acabou por se converter ao Islão e, com o dinheiro que recebeu do seguro pela destruição do seu escritório, fundou uma comunidade religiosa algures na América profunda e evangelista.
PS – Obrigado ao António P.L. que me enviou uma primeira versão da anedota.
06 fevereiro 2004
Humor com humor se paga - XXI: O humor light e amarelo
Até o humor em Portugal agora é light e amarelo. E ao fim de semana condiz com céu carregado, horizontes curtos, pensamentos baixos e emoções poucas (ou nenhumas)... Em boa verdade, o humor nacional está como o país, está de tanga (o nosso primeiro dixit)... O melhor que eu, Blogador, posso fazer é pedir-vos o favor de dar viagra ao astral, ao individual e ao colectivo...
Ainda por cima a banda (larga) está mais para o estreito do que para o largo... Eu saí da Netcabo para me meter nas mãos de outros mafiosos, o Clix ADSL Turbo... Agora armam-se em vítimas e pedem a solidariedade dos clientes contra a toda poderosa PT. Mas esta guerra não é minha...
As melhoras para o António P. L. que também faz parte desta anónima lista de ciberamig@s bem humorad@s e que vai passar este fim de semana no hospital, sem tocar no teclado!... (Como é possível, com esta nossa crescente ciberdependência ?). Coitado: nem sequer os cacilheiros vai poder ver da janela do 7º piso com vista para o Real Estuário do Tejo, uma das nossas últimas jóias da Coroa... O António vai tentar enfiar a banda (a outra, a da milagrosa cura do emagrecimento) pelo bucho abaixo. Para ver se perde uns quilos e poupa o coração e o orçamento.
Os seus amigos só podem desejar-lhe que regresse rápido, são e salvo, que hoje em dia é uma aventura ir para uma Hospital S. A. Sabe-se como se entra, nunca se sabe como se sai...
Em honra dele, e graças à Paula C., outra das nossas ciberfornecedores da nossa loja dos bons humores, aqui vai um peça de humor light e amarelo:
Ontem, quinta-feira, o meu chefe chamou um dos nossos colegas de escritório (um daqueles que ele tem um especial prazer sádico em assediar) e disse-lhe:
- Oiça lá, ó Zé António, aposto que este fim de semana você gostaria de me ver morto e bem morto, só para cuspir em cima do meu caixão e calcar o meu cadáver aos seus pés!
- Nem por isso, ó Chefe. Sabe, detesto estar horas e horas na bicha.
Dizem que o homem ficou branco como a cal da parede...
Ainda por cima a banda (larga) está mais para o estreito do que para o largo... Eu saí da Netcabo para me meter nas mãos de outros mafiosos, o Clix ADSL Turbo... Agora armam-se em vítimas e pedem a solidariedade dos clientes contra a toda poderosa PT. Mas esta guerra não é minha...
As melhoras para o António P. L. que também faz parte desta anónima lista de ciberamig@s bem humorad@s e que vai passar este fim de semana no hospital, sem tocar no teclado!... (Como é possível, com esta nossa crescente ciberdependência ?). Coitado: nem sequer os cacilheiros vai poder ver da janela do 7º piso com vista para o Real Estuário do Tejo, uma das nossas últimas jóias da Coroa... O António vai tentar enfiar a banda (a outra, a da milagrosa cura do emagrecimento) pelo bucho abaixo. Para ver se perde uns quilos e poupa o coração e o orçamento.
Os seus amigos só podem desejar-lhe que regresse rápido, são e salvo, que hoje em dia é uma aventura ir para uma Hospital S. A. Sabe-se como se entra, nunca se sabe como se sai...
Em honra dele, e graças à Paula C., outra das nossas ciberfornecedores da nossa loja dos bons humores, aqui vai um peça de humor light e amarelo:
Ontem, quinta-feira, o meu chefe chamou um dos nossos colegas de escritório (um daqueles que ele tem um especial prazer sádico em assediar) e disse-lhe:
- Oiça lá, ó Zé António, aposto que este fim de semana você gostaria de me ver morto e bem morto, só para cuspir em cima do meu caixão e calcar o meu cadáver aos seus pés!
- Nem por isso, ó Chefe. Sabe, detesto estar horas e horas na bicha.
Dizem que o homem ficou branco como a cal da parede...
Humor com humor se paga - XXI: O humor light e amarelo
Até o humor em Portugal agora é light e amarelo. E ao fim de semana condiz com céu carregado, horizontes curtos, pensamentos baixos e emoções poucas (ou nenhumas)... Em boa verdade, o humor nacional está como o país, está de tanga (o nosso primeiro dixit)... O melhor que eu, Blogador, posso fazer é pedir-vos o favor de dar viagra ao astral, ao individual e ao colectivo...
Ainda por cima a banda (larga) está mais para o estreito do que para o largo... Eu saí da Netcabo para me meter nas mãos de outros mafiosos, o Clix ADSL Turbo... Agora armam-se em vítimas e pedem a solidariedade dos clientes contra a toda poderosa PT. Mas esta guerra não é minha...
As melhoras para o António P. L. que também faz parte desta anónima lista de ciberamig@s bem humorad@s e que vai passar este fim de semana no hospital, sem tocar no teclado!... (Como é possível, com esta nossa crescente ciberdependência ?). Coitado: nem sequer os cacilheiros vai poder ver da janela do 7º piso com vista para o Real Estuário do Tejo, uma das nossas últimas jóias da Coroa... O António vai tentar enfiar a banda (a outra, a da milagrosa cura do emagrecimento) pelo bucho abaixo. Para ver se perde uns quilos e poupa o coração e o orçamento.
Os seus amigos só podem desejar-lhe que regresse rápido, são e salvo, que hoje em dia é uma aventura ir para uma Hospital S. A. Sabe-se como se entra, nunca se sabe como se sai...
Em honra dele, e graças à Paula C., outra das nossas ciberfornecedores da nossa loja dos bons humores, aqui vai um peça de humor light e amarelo:
Ontem, quinta-feira, o meu chefe chamou um dos nossos colegas de escritório (um daqueles que ele tem um especial prazer sádico em assediar) e disse-lhe:
- Oiça lá, ó Zé António, aposto que este fim de semana você gostaria de me ver morto e bem morto, só para cuspir em cima do meu caixão e calcar o meu cadáver aos seus pés!
- Nem por isso, ó Chefe. Sabe, detesto estar horas e horas na bicha.
Dizem que o homem ficou branco como a cal da parede...
Ainda por cima a banda (larga) está mais para o estreito do que para o largo... Eu saí da Netcabo para me meter nas mãos de outros mafiosos, o Clix ADSL Turbo... Agora armam-se em vítimas e pedem a solidariedade dos clientes contra a toda poderosa PT. Mas esta guerra não é minha...
As melhoras para o António P. L. que também faz parte desta anónima lista de ciberamig@s bem humorad@s e que vai passar este fim de semana no hospital, sem tocar no teclado!... (Como é possível, com esta nossa crescente ciberdependência ?). Coitado: nem sequer os cacilheiros vai poder ver da janela do 7º piso com vista para o Real Estuário do Tejo, uma das nossas últimas jóias da Coroa... O António vai tentar enfiar a banda (a outra, a da milagrosa cura do emagrecimento) pelo bucho abaixo. Para ver se perde uns quilos e poupa o coração e o orçamento.
Os seus amigos só podem desejar-lhe que regresse rápido, são e salvo, que hoje em dia é uma aventura ir para uma Hospital S. A. Sabe-se como se entra, nunca se sabe como se sai...
Em honra dele, e graças à Paula C., outra das nossas ciberfornecedores da nossa loja dos bons humores, aqui vai um peça de humor light e amarelo:
Ontem, quinta-feira, o meu chefe chamou um dos nossos colegas de escritório (um daqueles que ele tem um especial prazer sádico em assediar) e disse-lhe:
- Oiça lá, ó Zé António, aposto que este fim de semana você gostaria de me ver morto e bem morto, só para cuspir em cima do meu caixão e calcar o meu cadáver aos seus pés!
- Nem por isso, ó Chefe. Sabe, detesto estar horas e horas na bicha.
Dizem que o homem ficou branco como a cal da parede...
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