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02 abril 2006

Guiné 63/74 - DCLXIV: Homenagem aos majores Magalhães Osório, Passos Ramos e Pereira da Silva (Carlos Vinhal)

Texto do Carlos Vinhal (ex-furriel miliciano airador de infantaria, com a especialidade de minas e armadilhas, CART 2732, Mansabá, 1970/72):

Costumo dizer que andei na guerra porque não tive coragem de fugir dela. Até ir para a tropa nunca tinha pegado numa arma, a não ser nas de plástico para brincar, e nunca tinha atirado uma bomba de S.João.

Ironia do destino, fui para atirador e tirei um curso de minas e armadilhas. Para falar verdade nunca dei um tiro em combate, mas fiz umas coisas na área das minas. Nunca entendi a guerra embora a ache inevitável enquanto o animal homem dominar a Terra.

Vem isto a propósito de se estar a falar no nosso blogue dos nossos heróicos majores (1), que no cumprimento de uma missão quase impossível, foram cobardemente assassinados, pois morreram desarmados e indefesos por um inimigo que não queria diálogo, pelo menos naquela altura, como ficou provado.

Quando se deu este trágico acontecimento, estava a minha Companhia há pouco tempo na Província. Naquela altura foi-me difícil perceber como se puderam mandar 3 homens desarmados para o mato. Como se veio infelizmente a provar, não se conheciam as verdadeiras intenções da outra parte. Por ventura outras facções do PAIGC não concordavam com as mediações intentadas pelo general Spínola, mas daí a se matar 3 oficiais superiores inimigos, a sangue frio... Mesmo na guerra há limites.

Que coragem demonstraram aqueles homens ao prestarem-se a tal missão!

O Marechal Spínola, quanto a mim, demonstrou, antes e mesmo depois do 25 de Abril, uma certa ingenuidade quando se metia em acções políticas. A missão dos nossos majores foi uma acção política, mais que militar e o Marechal Spínola, sendo um brilhante militar, não tinha sensibilidade para a política.

Sabe-se agora que estas acções foram do conhecimento restrito de algumas pessoas do Regime, mas a responsabilidade e a condução política era da responsabilidade do Governador e Comandante Chefe da Província.

Os nossos majores Magalhães Osório, Passos Ramos e Pereira da Silva, são sem dúvida o exemplo da abnegação, cumprimento do dever, patriotismo e coragem. São merecedores da nossa consideração e agradecimento. Não sei se nas suas terras existe alguma rua com os seus nomes, mas porque não? Aqui fica a ideia. Fizeram-se heróis de acções mais comezinhas. Só pessoas como nós sentem estas coisas mais profundamente.

Carlos Vinhal
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Nota de L.G.

(1) Vd posts de:

1 de Abril de 2006 > Guiné 63/74 - DCLXVIII: A Internet e o menino do quartel de Teixeira Pinto (João Tunes)


11 de Agosto de 2005 > Guiné 63/74 - CXLIX: Antologia (15): Lembranças do chão manjaco (Do Pelundo ao Canchungo)

04 fevereiro 2006

Guiné 63/74 - CDXCVIII: Os dias felizes na ponte do Rio Udunduma (CCAÇ 12) (Humberto Reis / Luís Graça)



Guiné > Rio Undunduma > 1970 > A estrada Xime (à direita) - Bambadina (à esquerda), com a respectiva ponte. Vísivel também o troço da nova estrada que estava em construção, a cargo da empresa Tecnil, e que implicou a construção de uma nova ponte. © Humberto Reis(2006)




Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Estrada Xime - Bambadinca > 1997 : Ponte (velha) do Rio Udunduma. Em 1969/71, no tempo da CCAÇ 12, a segurança desta ponte, construída em 1952, era de importância estratégica para toda a região leste. Ficava a 4 km de Bambadinca e a 7 do Xime. No ataque em força, a Bambadinca, em 31 de Maio de 1969, os guerrilheiros do PAIGC tentara dinamitá-la. Embora parcialmente destruída (era de bom cimento armado...), continuou operacional. Já sabemos que a partir daí passou a ser defendida permanentemente por uma força a nível de pelotão, a cargo das unidades do BCAÇ 2852.

A partir de 16 de Dezembro de 1969 a segurança permanente passou a ser feita pelos Gr Comb da CCAÇ 12 e pelo PEL CAÇ NAT 53 (Bambadinca). Havia apenas abrigos individuais, extremamente precários: bidões de areia com cobertura de chapa de zinco, e valas comunicando entre os abrigos individuais.

© Humberto Reis (2005) (com a colaboração do Braima Samá, professor em Bambadinca)

Comentava há dias o Jorge Cabral, com uma ponta de fina ironia, que nós - aqui no blogue - somos demasiado sérios e que escrevemos como se a guerra (da Guine) ainda não tivesse acabado para nós. Os nossos relatos são dramáticos. As nossas memórias estão carregadas da tensão dos dias, do cansaço dos meses e do silêncio dos anos.


Guiné > Rio Udunduma > Destacamento da CCAÇ 12, 2º Grupo de Combate > 1970 > O Humberto, à ré, mais um soldado de transmissões, à proa, treinando as suas perícias na difícil modalidade da canoagem local... "Era o António Dias Santos, de alcunha, não sei porquê, O Bacalhau. Quando estava em Bambadinca normalmente andava pela tabanca ao cheiro das bajudas e quase sempre com uma varinha na mão a imitar um pingalim. Há uns anos, quando organizei um dos primeiros almoços da rapaziada, procurei na lista telefónica o nome dele na zona da Régua, pois sabia que ele tinha sido funcionário da CP e que morava ali. Descobri-o, mas quando falei com a senhora é que fiquei a saber que ela já era viúva do Bacalhau" (HR)

© Humberto Reis (2006)


Se calhar o Jorge tem razão. Pelo menos, alguma razão. Os nossos sentimentos são contraditórios. Alguns de nós conseguem ter (ou mostrar) uma visão mais diurna e positiva da Guiné do tempo da guerra. São capazes de se encantar com as imagens e as recordações da Guiné. Alguns conseguiram até lá voltar e fazer as pazes com os jagudis ou os sinistros fantasmas que os perseguiam. O Humberto, o Marques, o Guimarães, o Albano, o Teixeira, o Allen, o Camilo, o algarvio, voltaram lá (O Camilo, que ainda não pertence à nossa tertúlia, prepara-se, em Fevereiro de 2006, para voltar à Guiné-Bissau, com um novo grupo de camaradas e os jipes carregados de material escolar)... . O Paulo vive lá, como cooperante.

Outros ainda querem lá voltar ou andam a arranjar coragem para fazer a viagem de retorno, divididos entre uma certa imagem mítica do passado e o medo (traumático) do desencanto e do pesadelo dos dias de hoje.


Guiné > Rio Udunduma > Destacamento da CCAÇ 12, 2º Grupo de Combate > 1970 > Passados mais de meio ano, ainda eram visíveis os sinais da tentativa de destruição da ponte... © Humberto Reis (2006)


Enfim, outros continuarão a ter uma visão mais nocturna e negativa dos acontecimentos que os marcaram: as emboscadas, as minas, os ataques e as flagelações, a morte, a dor, o sofrimento, a solidão, a angústia, o absurdo da guerra que fomos obrigados a fazer...


Guiné > Rio Udunduma > Destacamento da CCAÇ 12, 2º Grupo de Combate > 1970 > O Tony (Levezinho) e o Humberto sentados na manjedoura... Era ali, protegidos da canícula, que tomavámos em conjunto as nossas refeições, escrevíamos as nossas cartas e aerogramas, jogávamos à lerpa, bebíamos um copo, matávamos o tédio... © Humberto Reis (2006)

Guiné > Ponte sobre o Rio Undunduma > Saltos para a água... Soldados africanos da CCAÇ 12. Uma cena idílica... © Humberto Reis(2006)

Já deixámos, porém, aqui provas do nosso bom humor, já aqui contámos estórias, mais pícaras, mais divertidas ou mais banais, tentando dar cor, cheiro e sabor àqueles 700 ou mais dias das nossas vidas que passámos na Guiné... O próprio Jorge deu o exemplo, deliciando-nos com as suas pequenas estórias que eu chamei cabralianas... O Jorge sempre teve uma maneira muito própria, desalinhada, talvez até marginal, de ser e de estar na tropa e, por extensõa, na guerra... O nosso convívio era esporádico mas foi o suficiente para eu o sinalizar como uma das figuras impagáveis que passaram por Bambadinca... Felizmente, que está de regresso e que podemos relembrar, em conjunto, velhas estórias...


Guiné > Ponte do Rio Udunduma > 1970 > Pesca à linha, banho à fula, um dia descontraído ... © Humberto Reis(2006)

Tens razão, Jorge. Nem todos os dias eram sofridos, dramáticos, tensos, esgotantes... Nem todos os dias eram de vida ou de morte... Também houve dias ou tardes ou manhãs, calmos, poéticos, bem dispostos e até felizes. Por exemplo, os dias que passávamos no destacamento da Ponte do Rio Udunduma (e tu em Fá Mandinga). Eu, pessoalmente, não guardo nem boas nem más memórias dos dias em que era obrigado a lá ficar (2). À noite, aquilo era um pesadelo... Já o Humberto, a avaliar pelas suas fotos, soube tirar partido da situação: por exemplo, pescava, que era uma coisa que eu não sabia fazer...

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(1) Vd. post do Carlos Marques dos Santos, de 4 de Janeiro de 2006 > Guiné 63/74 - CDXIX: Os Solitários da CART 2339 na Ponte do Rio Udunduma e em Fá

"Em 28 de Maio de 1969 ouvimos rebentamentos para aqueles lados e pensámos ser na tabanca Moricanhe. Afinal, para nosso espanto, era mesmo em Bambadinca, sede do Batalhão.

"Dia 29, pela 05.30 da manhã, seguimos para reforço da sede de Batalhão. 15 dias. Salvo erro com o Pel Caç Nat 63 estivemos em tendas (panos de tenda com botões), em vigília constante, àquela que era uma passagem importante [,a ponte sobre o Rio Undunduma, na estrada Xime-Bambadinca]" (...).

Guiné > Rio Udunduma > Destacamento da CCAÇ 12, 2º Grupo de Combate > 1970 > Da esquerda para a direita: O soldado Arménio e os Furriéis Milicianos Humberto Reis e Tony Levezinho... © Humberto Reis (2006).


(2) Vd post de Luís Graça, de 3 de Janeiro de 2006 > Guiné 63/74 - CDXVI: Herr Spínola na ponte do Rio Udunduma

"Ponte do Rio Udunduma, 3 de Fevereiro de 1971:

De visita aos trabalhos da estrada Bambadinca-Xime, esteve aqui de passagem, com uma matilha de cães grandes atrás, Sexa General António de Spínola, Governador-Geral e Comandante-Chefe (vulgo, o Homem Grande). Eu gosto mais de chamar-lhe Herr Spínola, tout court. De monóculo, luvas pretas e pingalim, dá-me sempre a impressão de ser um fantasma da II Guerra Mundial, um sobrevivente da Wermacht nazi

(...).Cumprimentou-me mecanicamente. Eu devia ter um aspecto miserável. Eu e os meus nharros, vivendo como bichos em valas protegidas por bidões de areia e chapa de zinco. O coronel (?) que vinha atrás do General chamou-me depois à parte e ordenou-me que, no regresso a Bambadinca, cortasse o cabelo e a barba"...

03 janeiro 2006

Guiné 63/74 - CDXVI: Herr Spínola na ponte do Rio Udunduma (Luís Graça)




Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Estrada Xime - Bambadinca > 1997 : Ponte (velha) do Rio Udunduma.



Em 1969/71, a segurança desta ponte era vital para as NT. Ficava a 4 km de Bambadinca e a 7 do Xime. No célebre e pavoroso ataque a Bambadinca, em 31 de Maio de 1969, o IN tentara dinamitá-la.

Desde Junho de 1969 a ponte era defendida por duas secções da CART 2520 (Xime). A partir de 16 de Dezembro de 1969 a segurança permanente passou a ser feita pelos Gr Comb da CCAÇ 12 e pelos Pel Caç Nat 63 e 52 (Bambadinca). Havia apenas abrigos individuais, extremamente precários: bidões de areia com cobertura de chapa de zinco, e valas comunicando entre os abrigos individuais.

Foto: © Humberto Reis (2005) (com a colaboração do Braima Samá). Todos os direitos reservados.

1. Excertos do Diário de um Tuga (L.G.)


Ponte do Rio Udunduma, 3 de Fevereiro de 1971

De visita aos trabalhos da estrada Bambadinca-Xime, esteve aqui de passagem, com uma matilha de cães grandes atrás, Sexa General António de Spínola, Governador-Geral e Comandante-Chefe (vulgo, o Homem Grande, o Caco Baldé). Eu gosto mais de chamar-lhe Herr Spínola, tout court. De monóculo, luvas pretas e pingalim, dá-me sempre a impressão de ser um fantasma da II Guerra Mundial, um sobrevivente da Wermacht nazi.

Mas o que é que faz correr este velho soldado, como ele próprio gosta de se chamar ? É difícil adivinhar-lhe a sua paixão secreta, o seu móbil, sob a sua impassibilidade de samurai (ou de figura de cera?): a mitomania, o culto da personalidade ou, hélàs!, a presidência da república ?

Há qualquer coisa de sinistro na sua voz de ventríloquo, no seu olhar vidrado ou no seu sorriso sardónico: talvez seja a superioridade olímpica do guerreiro.

Cumprimentou-me mecanicamente. Eu devia ter um aspecto miserável. Eu e os meus nharros, vivendo como bichos em valas protegidas por bidões de areia e chapa de zinco. O coronel (?) que vinha atrás do General chamou-me depois à parte e ordenou-me que, no regresso a Bambadinca, cortasse o cabelo e a barba…

A visita-surpresa do Deus-Todo-Poderoso foi o meu único monumento de glória em toda esta guerra… Ao fim de vinte meses!... Só quero regressar, são e salvo, a casa, daqui a um mês e, se possível, levar comigo a barba que deixei crescer… na Guiné, longe do Vietname.

2. Referência a este episódio na História da CCAÇ 12 (1969/71) (Cap. II. 45):

“Em 1 de Fevereiro de 1971, foram detectados 6 elementos IN a cambar o Rio Udunduma em direcção a Samba Silate. Feito o reconhecimento pelo 2º Gr Comb, verificou-se que o trilho aberto na bolanha conduzia ao reordenamento de Nahibijões.

“A partir de 2, a segurança diária à estrada Bambadinca-Xime passou a constituir uma acção (patrulha com reconhecimento no trilho de Chacali).

“Em 3 de Fevereiro, Sexa General Com-Chefe, de visita aos trabalhos de construção da estrada (cuja importância para a estratégia militar e fomento económico do chão fula é absolutamente nevrálgica), esteve no destacamento da ponte do Rio Udunduma, tendo feito uma pequena alocução às praças africanas do 4º Gr Comb. (….)”.

Guiné 63/74 - CDXVI: Herr Spínola na ponte do Rio Udunduma (Luís Graça)




Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Estrada Xime - Bambadinca > 1997 : Ponte (velha) do Rio Udunduma.



Em 1969/71, a segurança desta ponte era vital para as NT. Ficava a 4 km de Bambadinca e a 7 do Xime. No célebre e pavoroso ataque a Bambadinca, em 31 de Maio de 1969, o IN tentara dinamitá-la.

Desde Junho de 1969 a ponte era defendida por duas secções da CART 2520 (Xime). A partir de 16 de Dezembro de 1969 a segurança permanente passou a ser feita pelos Gr Comb da CCAÇ 12 e pelos Pel Caç Nat 63 e 52 (Bambadinca). Havia apenas abrigos individuais, extremamente precários: bidões de areia com cobertura de chapa de zinco, e valas comunicando entre os abrigos individuais.

Foto: © Humberto Reis (2005) (com a colaboração do Braima Samá). Todos os direitos reservados.

1. Excertos do Diário de um Tuga (L.G.)


Ponte do Rio Udunduma, 3 de Fevereiro de 1971

De visita aos trabalhos da estrada Bambadinca-Xime, esteve aqui de passagem, com uma matilha de cães grandes atrás, Sexa General António de Spínola, Governador-Geral e Comandante-Chefe (vulgo, o Homem Grande, o Caco Baldé). Eu gosto mais de chamar-lhe Herr Spínola, tout court. De monóculo, luvas pretas e pingalim, dá-me sempre a impressão de ser um fantasma da II Guerra Mundial, um sobrevivente da Wermacht nazi.

Mas o que é que faz correr este velho soldado, como ele próprio gosta de se chamar ? É difícil adivinhar-lhe a sua paixão secreta, o seu móbil, sob a sua impassibilidade de samurai (ou de figura de cera?): a mitomania, o culto da personalidade ou, hélàs!, a presidência da república ?

Há qualquer coisa de sinistro na sua voz de ventríloquo, no seu olhar vidrado ou no seu sorriso sardónico: talvez seja a superioridade olímpica do guerreiro.

Cumprimentou-me mecanicamente. Eu devia ter um aspecto miserável. Eu e os meus nharros, vivendo como bichos em valas protegidas por bidões de areia e chapa de zinco. O coronel (?) que vinha atrás do General chamou-me depois à parte e ordenou-me que, no regresso a Bambadinca, cortasse o cabelo e a barba…

A visita-surpresa do Deus-Todo-Poderoso foi o meu único monumento de glória em toda esta guerra… Ao fim de vinte meses!... Só quero regressar, são e salvo, a casa, daqui a um mês e, se possível, levar comigo a barba que deixei crescer… na Guiné, longe do Vietname.

2. Referência a este episódio na História da CCAÇ 12 (1969/71) (Cap. II. 45):

“Em 1 de Fevereiro de 1971, foram detectados 6 elementos IN a cambar o Rio Udunduma em direcção a Samba Silate. Feito o reconhecimento pelo 2º Gr Comb, verificou-se que o trilho aberto na bolanha conduzia ao reordenamento de Nahibijões.

“A partir de 2, a segurança diária à estrada Bambadinca-Xime passou a constituir uma acção (patrulha com reconhecimento no trilho de Chacali).

“Em 3 de Fevereiro, Sexa General Com-Chefe, de visita aos trabalhos de construção da estrada (cuja importância para a estratégia militar e fomento económico do chão fula é absolutamente nevrálgica), esteve no destacamento da ponte do Rio Udunduma, tendo feito uma pequena alocução às praças africanas do 4º Gr Comb. (….)”.